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12/05/2018

Resenha :: O Crime do Vencedor (Trilogia do Vencedor #2)


  Pode conter spoiler do livro anterior.

Confira a resenha de A Maldição do Vencedor, clicando aqui.


Olá, faroleiros! Vocês ficaram curiosos para saber o que aconteceu com Kestrel e Arin depois de A Maldição do Vencedor? Lembram-se que no final a garota tomou uma difícil decisão para salvar Arin e o povo Herrani? O Crime do Vencedor é a sequência dessa história eletrizante escrita pela Marie Rutkosky.


Na continuação Kestrel já está em Valória tendo que lidar com as consequências de suas escolhas irremediáveis. Essas escolhas foram cruciais, mas a distanciaram de Arin e da possibilidade de viverem o seu amor.

Esta era a sua vida agora: tecidos finos e bainhas de seda ondulada. Um jantar com o imperador… e o príncipe. Sim, essa era a sua vida. Ela tinha que se acostumar.

Sem outra opção Kestrel torna-se aliada do Imperador que se encanta com a sua coragem. Para selar o acordo ela ainda aceita noivar com Verex, seu único filho. Isso não passa de uma estratégia para colocar a filha do general no poder, já que o Imperador acha o filho incapaz de governar Valória.

Aos poucos Verex mostra-se um rapaz gentil, amigo e bom, diferente do seu pai, mas que pouco pode fazer para mudar alguma coisa no governo truculento daquele líder. Nessa situação, Kestrel necessita, mais do que nunca, de sua perspicácia e inteligência para sobreviver no ambiente sombrio da corte. Cautela é a palavra-chave nesse momento, pois o imperador é um homem hostil, cruel e ganancioso e se ele suspeitar da verdade é capaz de matá-la. 

— Acredito em você. Mas e se não acreditasse? Importaria se o escravo tivesse dormido em sua cama? Ah, Kestrel. Não me olhe com tanto espanto. Você acha que sou um puritano? Ouvi os boatos. Todos ouviram.

Arin descobre em Herran que a liberdade conquistada não era tão bela quanto ofereceram e que o preço pago por ela fora muito alto. Apesar de amar muito Kestrel, ele não entende a sua escolha, tão pouco consegue enxergar o perigo que ela correu ao ajudá-lo. Quando Arin percebe que precisará lutar pelo seu povo ele parte para o Oriente, Dacra, na tentativa de selar um acordo com a rainha de lá. Sua intenção é juntar forças para derrotar o exército de Valória de uma vez por todas.

Ele a viu antes que ela o visse. Viu que estava infeliz. Lembrou que era isso o que tinha chamado a atenção dele à beira do canal quando pensara que ela era uma     criada anônima: a sensação de que aquela estranha havia perdido algo tão valioso quanto o que ele havia perdido.

A sequência dos acontecimentos na rebelião herrani do primeiro livro estremeceu a amizade entre Kestrel e os irmãos Jess e Ronan. Cada vez mais afastados o fato de que nada será como antes entre eles se torna nítido. Kestrel aprenderá que toda escolha tem uma consequência e que somos afetados por ela, queira a pessoa ou não. A vida não pode seguir como antes, pois as pessoas mudam e lados tem que ser defendidos.

Guiada por suas escolhas e o desejo de ajudar Arin, Kestrel inicia um verdadeiro jogo de espiã. O Imperador é um ótimo estrategista e um adversário digno de lances magníficos. Nesse jogo um segredo será descoberta e Kestrel ficará a um passo de ser derrotada. Será que ela conseguirá jogar todas as suas peças quando a vida de milhares de herranis está em risco? Arin estará presente para salvá-la de cometer um erro fatal? O final dessa história promete deixar o coração do leitor bem apertado!

Ela conhecia aquele som. Era a voz de alguém para quem uma nuvem de confusão havia sido limpada. Era a clareza, e a força que vem com ela.

Nem preciso dizer que eu emendei a sequência destes livros, né? Estava louca para ver mais do romance entre Kestrel e Arin. Mas esses desencontros do casal, os mal-entendidos e o desenrolar da trama me deixaram louca e mais curiosa ainda. As sequências de chove-não-molha deste casal acabam com o meu coração. Contudo, me deparei com uma história voltada a nos ensinar as consequências das nossas escolhas e a sustentação daquilo que acreditamos.

Adorei o enfoque da Marie Rutkosky. Quando somos apresentados a outro núcleo do enredo, os dacranos, a história ganha um enriquecimento e abre novas possibilidades na continuidade. O desenrolar da trama é muito emocionante e as situações vividas por Arin e Kestrel são verossímeis. Como uma romântica incurável que sou, confesso que senti falta de um romance nesse livro e torço para que o terceiro traga um final digno para estes dois. 




Nota :: 


Informações Técnicas do livro

O Crime do Vencedor
Trilogia do Vencedor #2
Ano: 2016
Páginas: 360
Editora: Plataforma21
Sinopse (Skoob):
Existe a tentação e existe a coisa certa a se fazer. E está cada vez mais difícil para Kestrel fazer a melhor escolha.
Um noivado imperial significa uma celebração após a outra: cafés da manhã com cortesãos e dignatários influentes, bailes, fogos de artifício e festas até o amanhecer. Para Kestrel, porém, significa viver numa gaiola forjada por ela mesma. Com a aproximação do casamento, ela deseja confessar a Arin, seu ex-escravo e atual governador de Harren: só aceitou se casar com o príncipe herdeiro do império em troca da liberdade dele, Arin. Mas será que Kestrel pode confiar nele? Ou, pior: será que pode confiar em si mesma?
No jogo do poder, Kestrel está se tornando perita em blefes. Age como uma espiã na corte. Se for pega, será desmascarada como traidora de seu próprio império. Ainda assim, ela não consegue deixar de buscar uma forma de mudar seu terrível mundo... e está muito perto de descobrir um segredo tenebroso.
Nesta sequência fascinante e devastadora de A maldição do vencedor, Marie Rutkoski desvela o alto custo de mentiras perigosas e alianças pouco confiáveis. A revelação da verdade é iminente e, quando finalmente vier à tona, Kestrel e Arin vão descobrir o preço exato de seus crimes.

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