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14/08/2018

Resenha :: A Cortesã (Damas Perfeitas #2)

14 agosto 0 Comentários

Olá faroleiros, tudo bom?

Hoje trago a resenha de “A Cortesã”, segundo livro da série Damas Perfeitas da autora Nahra Mestre que está sendo publicada pela Editora Portal. Caso ainda não tenha conferido a resenha do primeiro livro, A Marquesa”, não deixe de clicar aqui.

Como o título já deixa claro, neste livro iremos conhecer melhor o passado de nossa adorável Marie Bourdon, e já te digo: prepare seu coração!

Marie é uma mulher de origem francesa, havia sido abandonada por sua mãe quando criança e acabou sendo criada por uma parente próxima. Crescendo em um Bordel, ela viu que seu destino seria tornar-se uma cortesã, porém não era isso que seu coração desejava e por esse motivo ela resistiu bravamente, tendo de aguentar as mais diversas situações.

Não acredito que possamos ser julgados pelo lugar de onde viemos. Cada pessoa é única, diferente.

Em uma noite, Marie deixou-se levar por uma ilusão, um devaneio, quando um nobre inglês lhe prometeu pedi-la em casamento e tirá-la dessa vida. Nossa jovem personagem decide ir até Londres atrás dele, por não aguentar esperar, e ao chegar lá e descobrir a verdade, além desse baque, Marie foi roubada e abandonada.

Desesperada, em um choro inconsolável, sem ter nada além das roupas do corpo, eis que um anjo aparece para Marie e mostra que ainda existem pessoas de bom coração neste mundo, que fazem o bem apenas por desejar fazê-lo, sem esperar absolutamente nada em troca. E se você pensou em David Hervey, você acertou!

A partir desse momento, David e Marie passam a conviver e a se conhecer melhor, o romance entre os dois vai se desenvolvendo de forma gradativa e natural. E graças a isso vemos Marie florescer durante a trama, no início por conta de tudo o que ocorreu ela teme contar a verdade a David, até porque isso lhe fere o coração, mas ao longo da narrativa vamos conhecendo-a melhor e entendendo todos os seus motivos.

Às vezes algumas verdades precisam ser escondidas para proteger quem amamos.

David nos encanta e conquista a cada página, com seu jeito doce e encantador. Um daqueles personagens que gostaríamos de trazer à vida e colocar em um potinho para sempre, sua bondade é tão grande que chega a ser comovente em diversos trechos.

E, não posso deixar de citar a já conhecida Sarah Anson que tem uma participação muito importante neste livro, e reforça novamente o encantamento que causou em “A Marquesa”.

Não posso me alongar demais falando sobre este livro, pois não desejo estragar a experiência de leitura de ninguém... Esse é um ótimo romance de época, uma leitura rápida e fluida que é capaz arrancar suspiros, emocionar os leitores e uma bela reviravolta.

Agora, sigo aguardando os próximos lançamentos de Nahra Mestre que com certeza irá me surpreender novamente!

Sobre a edição: A Editora Portal conseguiu fazer uma belíssima capa para “A Cortesã” assim como a de “A Marquesa”, sinceramente, não consigo decidir qual das duas mais gostei, acho que elas captaram perfeitamente a essência das personagens. A diagramação e revisão, novamente, ficaram ótimas!

Gostaria que soubesse que uma dama não é aquela mulher que tem posses ou títulos. Uma dama de verdade é aquela que tem o coração nobre como o seu. Não se esqueça de nós, pois nunca nos esqueceremos de você.

Caso já tenha lido, por favor, não deixe de contar o que achou da leitura!

Abraços e até a próxima!


Nota :: 


Informações Técnicas do livro

A Cortesã
Damas Perfeitas #2
Ano: 2018
Páginas: 170
Editora: Portal
Sinopse (Skoob):
A Cortesã é o segundo livro da série Damas Perfeitas. Apesar de independentes, as histórias se interligam ao longo da série e, assim, aconselha-se a leitura do primeiro livro, A Marquesa.
A série Damas Perfeitas retrata as mulheres que se escondiam atrás das convenções sociais impostas no século XIX, na Era Vitoriana. Nessa época, quando o conceito de "amor romântico" passa por profunda transformação, existiram algumas que desafiaram as regras e fizeram a diferença na história do Reino Unido. Apesar da aparência frágil e submissa, elas tiveram um papel fundamental nas relações sociais e políticas de seus maridos. Por trás dos homens e com muita sensibilidade, fizeram história no período Pós- Revolução Industrial.

Nascida e criada no bordel mais famoso de Paris, Marie Bourdon nunca almejou ser uma cortesã. Enquanto procurava uma maneira de escapar de seu destino, foi surpreendida por um nobre inglês, que lhe prometeu matrimônio, alimentando sua ilusão de abandonar a vida que lhe fora traçada.
David Hervey, o segundo filho do marquês de Bristol, sempre esteve atento às necessidades de todos a sua volta. Amigo fiel e irmão dedicado, sua disponibilidade para ajudar o próximo muitas vezes sobrepunha os próprios anseios. 
Enganada, roubada e abandonada, Marie conhece David, seu anjo salvador, a esperança de um recomeço. Entretanto, apesar de se ver cada vez mais envolvida, o passado resolve assombrá-la, relembrando-a a todo momento de onde ela veio.
Um romance de época que ressalta as implicações dos estereótipos e retrata uma mulher forte, disposta a encarar de frente as adversidades da vida e que coloca à prova o altruísmo de David.

Adquira o e-book de A Cortesã na Amazon, clicando aqui! 

Para conhecer o site da Portal Editora, clique aqui.

11/08/2018

Resenha :: Serafina e a Capa Preta

11 agosto 0 Comentários

Nunca vá para as profundezas da floresta, há muitos perigos lá, tanto escuros quanto claros, e eles tentarão seduzir a sua alma.

Imagine você ter doze anos, morar com seu pai escondida numa mansão enorme, ser proibida de se mostrar para os outros moradores e, ainda, se tornar a caçadora de ratos oficial do lugar? Essa era a vida de Serafina. A jovem franzina, diferente de qualquer outra garota da sua idade vivia clandestinamente do porão na mansão dos Vanderbilt, em Baltimore, cenário da nossa história.

Todo dia após o expediente de trabalho, quando a maioria dos empregados ia embora, Serafina e seu pai se acomodavam no subsolo para jantar e descansar, permanecendo até o dia seguinte para a jornada seguinte. A vida para eles, até aquele momento parecia tranquila.

Nesse primeiro momento do livro eu mergulhei no mundo de Serafina, pois a narrativa da história é muito gostosa e envolvente. De cara o autor já nos apresenta as peculiaridades de Serafina, o que nos instiga a imaginar o que se esconde por trás de uma garota com habilidades tão diferentes. Principalmente pela forma como ela caça os ratos e se esconde nas brechas das paredes.

A captura dos camundongos, tímidos e propensos a erros provocados pelo pânico nos momentos cruciais, não representava mistério algum para ela. Eram as ratazanas que a faziam passar maus bocados toda a noite, e era para as ratazanas que ela tinha afiado suas habilidades. Estava agora com doze anos de idade. E era exatamente isto: Serafina, a C.O.R.


A sigla C.O.R. quer dizer “Caçadora Oficial de Ratos”. Foi uma função que seu pai, num momento em que a filha indagou o qual seria seu trabalho ali, lhe atribuiu para que ela se sentisse parte do grupo de funcionários.

Apesar de não ter frequentado a escola, Serafina era uma garota instruída. Seu pai se preocupou com que ela aprendesse a ler e escrever utilizando os livros da biblioteca da mansão. Isso a transformou numa ávida leitora que pegava emprestados livros toda vez que surgia a oportunidade. Só por essas informações vemos que há preocupação do pai em educar Serafina. Diversas passagens nos revelam uma relação de amor entre pai e filha. Porém seu pai esconde segredos sobre o passado da jovem que, até então se conformava com as respostas evasivas dele toda vez que o questionava sobre a mãe ou o porquê de morarem na mansão quando poderiam morar na cidade como muitos funcionários dali.

Mas uma tragédia acontece numa noite em que a garota caça os ratos que assaltam os porões. Serafina se torna a única testemunha. Ela não só presenciou o crime como quase se tornou vítima do homem da Capa Preta. O malfeitor fora batizado assim pela própria Serafina e esse nome o descrevia muito bem, já que ele andava trajando uma enorme capa preta.

Agora ela podia ouvir a respiração dele, o movimento de suas mãos e o farfalhar das roupas. Fagulhas a queimavam por dentro. Ela queria correr, fugir, mas suas pernas não obedeciam.
— Não precisa ter medo de nada, menina. – ele disse para a criança. — Não vou machucar você... 
A forma como pronunciou essa palavra fez os pelos da nuca de Serafina se eriçarem. Não vá com ele, pensou. Não vá.

E nesse momento da história somos transportados para uma narrativa de suspense incrível. Me senti conectada com a cena de tal forma que me apavorei por Serafina. Muito boas as descrições do autor sobre o terrível homem de capa preta que assombrou a criança indefesa, que até aquele momento era desconhecida para Serafina.

O desaparecimento da garota só é percebido no dia seguinte e mesmo com a prova de que algo aconteceu seu pai não acredita que sua filha presenciou um crime. Ele alega que Serafina é fantasiosa e que a menina desaparecida está, na verdade, perdida na floresta ao redor da casa. Floresta essa, que o pai proibiu Serafina de adentrar desde que ela aprendeu a andar.

Inconformada a jovem procura o garoto Vanderbilt, Braeden, sobrinho do senhor e senhora Vanderbilt. Serafina imagina que ele vai acreditar nela por ser jovem e acredita que ele tem a mente aberta, diferente dos adultos moradores da mansão que ela sorrateiramente observava.  Mesmo proibida de se mostrar para as pessoas, Serafina goza da vantagem de conhecer cada canto, de cada cômodo e tem a proeza de se esconder perfeitamente quando preciso. Assim ela vai em busca da ajuda de Braeden e sua vida, a partir daquele momento, não será mais a mesma.

A amizade improvável entre uma garota franzina e suja e um jovem rico e órfão torna a trama mais emocionante. Braeden foi tocado pela peculiaridade da garota que apareceu do nada com a história miraculosa sobre o sumiço da menina que estava hospedado na mansão dos seus tios. O Capa Preta havia sumido com ela. O mais interessante é que ele acredita nela e embarca na aventura da busca pelo malfeitor que fará novas vítimas. Nessa jornada os dois vão passar por mal bocados e se deparar com a Capa Preta em pessoa. Sobrenatural ou real?


Nosso caráter não é definido pelas batalhas que vencemos ou perdemos. Mas sim pelas batalhas que ousamos lutar.

Esta é uma história com muito suspense, baseada em amizade, emoções e descobertas. No desenrolar da trama a jovem vai descobrir quem ela é de verdade e qual o seu lugar nesse mundo. Eu fiquei encantada com esse livro por ter sido uma leitura muito divertida e emocionante. Passei o livro todo tentando desvendar a identidade da Capa Preta e me surpreendi no final. Amei demais a personagem Serafina e suas estranhezas, mas, principalmente, curti sua interação com Gideão, o cachorro de Braeden. O cachorro rouba as cenas que aparece com seu porte e sua braveza. Ele chega a rosnar para Serafina, que, aos poucos ganha a confiança do animal.

Serafina e a Capa Preta é o primeiro livro da série e o único traduzido e já publicado no Brasil. Estou ansiosa pelas próximas publicações. Eu indico essa história para leitores pré-adolescentes e adolescentes pelo fato do livro abordar o tema amizade e crescimento pessoal num tom lúdico. Indico, também, para leitores que gostam de mistério e curtem uma leitura leve e divertida.


Nota :: 


Informações Técnicas do livro

Serafina e a Capa Preta
Serafina #1
Ano: 2018
Páginas: 240
Editora: Valentina
Sinopse (Skoob):
Serafina nunca teve motivos para desobedecer ao seu pai e se aventurar além da Mansão Biltmore. Há espaço de sobra para ser explorado naquela casa imensa, embora ela precise tomar cuidado para jamais ser vista. Nenhum dos ricaços lá de cima sabe da existência de Serafina; ela e o pai, o responsável pela manutenção das máquinas, moram secretamente no porão desde que a garota se entende por gente. Mas quando as crianças da propriedade começam a desaparecer, somente Serafina sabe quem é o culpado: um homem aterrorizante, vestido com uma capa preta, que espreita pelos corredores de Biltmore à noite. Após ela própria ter conseguido – depois de uma incrível disputa de habilidades – escapar do vilão, Serafina arriscará tudo ao unir forças com Braeden Vanderbilt, o jovem sobrinho dos donos de Biltmore. Braeden e Serafina deverão descobrir a verdadeira identidade do Homem da Capa Preta antes que todas as crianças... A busca de Serafina a levará ao interior da mesma floresta que tanto aprendeu a temer. Lá, descobrirá um esquecido legado de magia, que tem relação com a sua própria origem. Para salvar as crianças, Serafina deverá procurar as respostas que solucionarão o quebra-cabeça do seu passado.


Para a Editora Valentina, leitura é, acima de tudo, entretenimento.
Olho vivo e faro fino.
Esse é, na verdade, o lema de todo grande editor. E a pinscher dessa editora encarna esse lema como ninguém.

10/08/2018

Resenha :: Último suspiro

10 agosto 2 Comentários


Sinop é uma cidadezinha pacata do interior do Mato Grosso. Nela mora Louise, uma jovem trabalhadora que toca a empresa do pai após sua morte. Distanciada e silenciosa, nada acontece em Sinop.

Louise conhece Arthur, um homem de meia idade, que está passeando pela cidade. Tão logo Louise termina seu namoro com Victor, ela se vê envolvida em Arthur. E nem percebe que um assassino está solto na cidade onde mora.

"A vida é mais do que ter milhares de clientes. Muito mais do que simplesmente acordar e viver a rotina sufocante. A vida é muito mais do que milhões no banco. Para mim a vida é sentir. Ver o que está a nossa volta, não só enxergar, mas perceber que o tempo é valioso e que se o desperdiçamos sem amar realmente o que se faz é melhor não viver."

Marta de Miranda foi simplesmente sensacional nesse suspense. Não faltou nada em seu livro de estreia. Com uma escrita que te envolve do início ao fim, ela vai te apresentando como cada personagem vive e reage ao assassino, que pode ser qualquer um.

"Seu crânio estava aberto e seu cérebro havia sido retirado e depositado ao lado do corpo. Ele estava deixando algo que lembrava a vida de cada vítima. Como um troféu."

Um thriller sedutor com um toque de romance. Um livro que não te deixa pensar em outra coisa a não ser terminá-lo. Minha parceira Marta está de parabéns, pois conseguiu um livro excepcional. Já que a parte final é de arrepiar.

Leiam “Último suspiro” e venha fazer parte do clube que quase pirou com ele.


Nota :: 


Informações Técnicas do livro

Último Suspiro
Ano: 2018
Páginas: 183
Editora: Coerência
Sinopse (Skoob):
Louise é uma jovem que vive a meia hora de distância da pacata Sinop, uma cidade interiorana no norte do Estado de Mato Grosso, Brasil. Apesar das atividades criminosas da cidade ser mais delitos de trânsito, ela prefere morar afastada e viver silenciosamente na casa onde cresceu ao lado do pai e do irmão. Tem alguns amigos e um relacionamento desgastado pelo tempo, então, decide terminar com Victor, o namorado da época da adolescência. E é nesse momento que Arthur entra na sua vida de modo sedutor e ao mesmo tempo misterioso. Quando Louise se dá conta está totalmente apaixonada. A medida que se envolve, o cenário da cidade se transforma em outro. Algumas mulheres desaparecem e dias depois são encontradas assassinadas. Um assassino em série passa a ser procurado pela polícia. E no meio da impotência de não poder fazer nada por Ricardo, braço direito do seu pai que teve a sobrinha assassinada, Louise caminha para o seu último suspiro.


_____Sobre a Autora_____

Marta de Miranda


Marta de Miranda nasceu em 19/01/1985 em Terra Nova no Paraná. Aos seis anos mudou-se para Sinop no Estado de Mato Grosso com os pais e os irmãos em busca de novas oportunidades. Desde criança é apaixonada por livros. É formada em Ciências Contábeis pela UNEMAT e pós-graduada em Planejamento e Gestão Estratégica. É casada, trabalha numa instituição de fins não econômicos, faz aula de ballet e tem três lindos gatos: a Lou, o Haroldo e a Charlotte.

08/08/2018

Resenha :: Codinome Lady V

08 agosto 2 Comentários

Olá faroleiros!

Vale resenha de livro lançado em 2017? Espero que sim, afinal só li Lady V este ano e não poderia deixar de falar sobre ele com vocês.

Antes que eu esqueça, Codinome Lady V entrou para a lista dos favoritos da minha vida (por que não li ele antes mesmo?).


Nesse livro temos a oportunidade de conhecer Minerva. Ela é uma verdadeira lady, e já recebeu VÁRIAS propostas de casamento. Porém, nenhuma foi pelo motivo certo — AMOR. Claro que a nossa lady recusou TODOS os pedidos!

Minerva é uma daquelas mocinhas fantásticas! Certamente seria BBF da Calpúrnia (Nove regras a ignorar antes de se apaixonar). Tá, voltando a Lady V, ela é muitíssimo inteligente, sagaz e incrível! Ela sabe tudo do que fala, que em inúmeras situações seu irmão a consulta.

Podemos dizer que a beleza de nossa protagonista é do "nível comum". Por muitas vezes Minerva se refere a ela mesma como sendo mediana.


Por não aceitar se casar sem amor, que ela resolve ir até ao Clube Nightingal  local onde homens e MULHERES podem viver seus amores, paixões e/ou desejos sem qualquer tipo de julgamento.

Ao ir ao Clube sua única intenção é se sentir desejada e, até mesmo, amada pelo menos uma vez na vida.

Justamente nessa parte da história que a jovem Minerva dá vida à Lady V.


No clube, Lady V (mascarada) encontra e desperta o interesse de um belo homem.

Sabe o tal homem encantador, belo e tudo mais? Ele é nada mais, nada menos que o Duque de Ashebury (Ashe). Ele é um dos solteiros mais cobiçados de Londres.

A partir desse ponto, temos uma evolução incrível na história. Os protagonistas passam a se envolver cada vez mais. É algo que no começo era "carnal", começa a ter um novo sentido.

Entretanto, um acontecimento pode colocar o romance ainda em fase inicial abaixo. Tudo dependerá única e exclusivamente de Ashe e Minerva.



~ Considerações:

Como mencionei no começo do texto de hoje, Codinome Lady V entrou facilmente para a lista de livros favoritos. Não só pela história bem escrita e desenvolvida, mas também por levantar questões sociais relacionadas ao tempo da história.

Com personagens bem desenvolvidos, fiquei com vontade de conhecer mais dos outros personagens.


Codinome Lady V faz parte da série Os Sedutores de Havisham. A série conta com três volumes, sendo dois já publicados (volume 1 em 2017 e volume 2 em 2018) pela editora Gutemberg.

Cada história é de um casal, o que as ligam é o fato dos protagonistas masculinos serem grandes amigos.

Bem, por hoje isso é tudo! Vou me despedindo de vocês... Até a próxima!


Nota ::  


Informações Técnicas do livro

Codinome Lady V
Os Sedutores de Havisham #1
Ano: 2017
Páginas: 256
Editora: Gutenberg
Sinopse (Skoob):
Cansada de rejeitar pretendentes interessados apenas em seu dote escandalosamente vultoso, Minerva Dodger decide que é melhor ser uma solteirona do que se tornar a esposa de alguém que só quer seu dinheiro. No entanto, ela não está disposta a morrer sem conhecer os prazeres de uma noite de núpcias e, assim, decide ir ao Clube Nightingale, um misterioso lugar que permite que as mulheres tenham um amante sem manchar sua reputação.
Protegida por uma máscara e pelo codinome Lady V, Minerva mal consegue acreditar que despertou o desejo de um dos mais cobiçados cavalheiros da sociedade londrina, o Duque de Ashebury. E acredita menos ainda quando ele começa a cortejá-la fora do clube. Por mais que ele seja tudo o que ela sempre sonhou, Minerva não pode correr o risco de ele descobrir sua identidade, e não vai tolerar outro caçador de fortunas.
Depois de uma noite de amor com Lady V, Ashe não consegue tirar da cabeça aquela mulher de máscara branca, belas pernas e língua afiada. Mesmo sem saber quem ela é, o duque nunca tinha ficado tão fascinado por nenhuma outra mulher antes.
Mas agora, à beira da falência, ele precisa arranjar muito dinheiro, e rápido. Sua única saída é se casar com alguma jovem que tenha um belo dote, e sua aposta mais certeira é a Srta. Dodger, a megera solteirona que tem fama de espantar todos os seus pretendentes.

04/08/2018

Resenha :: Anne da Ilha (Anne de Green Gables #3)

04 agosto 0 Comentários

  Pode conter spoiler dos livros anteriores.

Confira as resenhas dos primeiros livros da série!


Oi, faroleiros, é com grande expectativa que comecei a leitura deste terceiro livro da série Anne de Green Gables, e a leitura fluiu de maneira tão fantástica como as anteriores. A escrita da Lucy permanece no mesmo ritmo e com a mesma sensibilidade. Neste livro a Anne já está com 18 anos e se preparando para ir à faculdade com sua amiga Priscilla com quem irá morar, o Gilbert e mais um amigo de Avonlea. A vida deu prosseguimento e ela espera conseguir se sustentar durante todo o curso sem precisar gastar as economias Marilla.

“— Vou me sentir tão solitária quando você se for! – Lamentou Diana, pela centésima vez. – (...) – Mas ainda estamos juntas! – respondeu Anne, com animação. – Não devemos permitir que a próxima semana roube a alegria desta. Eu mesma detesto a ideia de partir... meu lar e eu somos tão bons amigos!”

As mudanças são inevitáveis, mas nossa Anne é teimosa, e ela espera que pelo menos uma coisa não mude, sua amizade com o Gilbert, mas será que isso é possível? Confesso-lhes que esta foi minha maior preocupação na história. Que vontade de matar a Anne em alguns momentos. Acho muito bacana que por mais que a história gire em torno da Anne, os outros personagens têm suas vidas levadas à diante também. As crianças, por exemplo, é uma alegria a parte na história. Temos novos personagens que só acrescentam emoção à história. Mas, o que mais gostei, é que a personalidade e essência da Anne e da história permanece a mesma.

“— Parece-me muito tedioso – ela respondeu, com uma careta. – Oh, mas ainda não citei o que transforma tudo – prosseguiu Anne, suavemente. – Haverá amor ali, Phil. Amor leal e terno, tal como nunca vou encontrar em outro lugar do mundo.... amor que está esperando por mim. Isso não faz da minha pintura uma obra de arte, mesmo que as cores não sejam assim tão brilhantes?”

A autora continua a nos trazer lições e reflexões para nossa vida. Lemos esta história pensando no real significado de família, amizade, respeito aos outros. Vemos o quão é especial respeitar e viver bons valores. A história tem também o amadurecimento que a idade dos personagens pede. Os conflitos e expectativas do relacionamento amoroso, mas das amizades também. Nos mostra que não devemos viver nosso presente, fixado em sonhos e desejos infantis, tudo em nossa vida deve amadurecer e nunca devemos nos fechar para algo novo, só porque não era o que desejávamos. É bem difícil não citar o livro todo... Há trechos realmente maravilhosos, divertidos ou bem verdadeiros.

“— Não creio que o capeta seja tão feio — responde tia Jamesina, meditativa. — Ele não conseguiria fazer tanto mal se fosse. Sempre o imagino como um elegante cavalheiro.”

O livro está com uma tradução excelente, de leitura rápida pelo seu tamanho, e a capa continua uma arte. Está maravilhoso em todos os sentidos e o final me deixou muito feliz e emocionada. Não entrarei em mais detalhes, pois a emoção deste livro está no virar de cada página. Leia-o que vale muito a pena, mesmo que não seja seu gênero literário habitual, tenho certeza que você irá gostar também. Continuou sendo uma história 5 estrelas para mim. Amei a trilogia completamente.

“O humor é o mais picante condimento no banquete da existência. Ria de seus erros, mas aprenda com eles; alegre-se em suas aflições, mas fortaleça-se com elas; zombe das dificuldades, mas supere-as.”

Boa leitura,

Carol Finco


 Nota ::  



Informações Técnicas do livro

Anne da Ilha
Anne de Green Gables #3
Ano: 2018
Páginas: 236
Editora: Pedrazul
Sinopse (Skoob):
O terceiro livro da série Anne de Green Gables! Anne Shirley decide deixar Green Gables e seu trabalho para ir atrás de seu sonho original: completar os estudos em Redmond College. Apesar de sentir-se dividida entre partir rumo ao desconhecido ou permanecer no ambiente familiar, Anne faz as malas e vai morar em Kingsport com Priscilla Grant. Gilbert Blythe também está indo para Kingsport para estudar e se tornar médico, e nada o tornaria mais feliz do que se Anne revelasse que sente mais do que amizade por ele. Novas aventuras descortinam-se além da curva do caminho, enquanto Anne guarda as lembranças da rotina rural de Avonlea, uma vida repleta de surpresas aguarda por ela, incluindo um pedido de casamento e a perda de algumas de suas preciosas ilusões juvenis.


Editora Pedrazul atualmente é a editora que mais se dedica à tradução e à publicação de obras mundialmente consagradas, algumas ainda desconhecidas no mercado editorial brasileiro, como os autores que influenciaram o estilo da mais famosa escritora inglesa de todos os tempos, Jane Austen. Também atua no segmento romance histórico e de época escritos por autores contemporâneos.