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20/02/2021

Resenha :: O Timbre (Trilogia Scythe #3)

fevereiro 20, 2021 0 Comentarios

  Pode conter spoiler dos livros anteriores.

Confira a resenha dos primeiros livros da trilogia!



Chegamos ao último livro da Trilogia Scythe de Neal Shusterman. Depois daquele final espetacular de A Nuvem, iniciei a leitura da conclusão da saga com altas expectativas, nem todas foram atendidas aqui, mas não posso dizer que foi uma experiência de leitura ruim.

 

Uma visão que eu tive da trilogia, enquanto lia esse livro, é a de que o protagonismo de Scythe era seu próprio mundo distópico, os personagens são coadjuvantes, alguns com mais ou menos destaque. Claro que isso não é confirmado, apenas como eu enxerguei, pois uma das coisas mais interessantes é esse mundo diferenciado em que a morte, na maioria das vezes, não é um fato permanente, esse mundo construído pelo autor é um dos mais incríveis que já li, eu amei cada detalhe sobre isso. 

 

Finalmente, tudo estava bem. Até o momento em que não estava mais.


Mas como nem tudo é só amor, a conclusão da saga me decepcionou em um quesito: os personagens. Isso quer dizer que eles ficaram chatos? Não, muito pelo contrário, eu me vi aqui muito mais apegada a Citra, Gleyson e principalmente Rowan, nas vezes que eles apareciam, óbvio, pois foi isso que não me fez gostar mais ainda da história. Foram introduzindo desde o início novos personagens para explicar talvez o final e pouco se deu destaque para os qual já estávamos acostumados e amando.


— Bom — disse Rowan —, se ainda estou à solta, vocês deveriam me deixar ir. Assim eu realmente estaria à solta, e vocês não estariam mentindo.


Greyson ganha um papel muito importante aqui e dos três foi muito melhor desenvolvido. Citra, como Ceifadora Anastácia, também ganha seu papel, apesar de não ser o que eu esperava, ela tem sua importância.  Já Rowan sinto que foi jogado de um lado para o outro, o que me irritou, porque com certeza ele é o personagem com a personalidade mais interessante entre os “principais”, ler o pouco espaço que lhe foi dado e perceber todo o potencial dele sendo desperdiçado foi o mais difícil, pois, por melhor que fosse esse mundo literário tão bem construído, faltou a carisma de um personagem assim para segurar as pontas e se tornar um livro 5 estrelas. 

 

— Ele, ela, elu… Pronomes são coisas maçantes e preguiçosas — Jeri disse. — Prefiro chamar uma pessoa pelo nome. Mas, para responder sua pergunta mais profunda, sou homem e mulher.


Os pontos positivos em relação a outros personagens introduzidos durante a trilogia foi a de Nimbo-cúmulo que, apesar de já ter tido mais destaque desde o livro anterior, nesse terceiro ganha um aspecto de personalidade mais humano, que faz nos apegarmos a ela. Um secundário que engrandeceu a história também foi Jeri, uma persona interessantíssima e de grande representatividade, por ser alguém de gênero fluído. E o que amei muito foi a explicação das estruturas sociais por regiões que engrandeceram muito a leitura.

 

— E não recebi nenhuma recompensa pelos meus esforços, apenas dor.


O romance de Citra e Rowan, apesar de eu gostar, não acredito que foi bem desenvolvido. Durante toda a saga eles tiveram muito poucos momentos juntos depois de separados pela primeira vez. No livro anterior tiveram basicamente dois encontros, e nesse aqui também foi pouco, o que fica mais difícil de convencer esse amor todo que sentem um pelo outro. Mesmo assim ainda peguei mais nuances de sentimentos de Rowan do que de Citra. O que me incomodou foi que grande maioria das pessoas aqui tinham sentimentos positivos fortes por ela (sem explicação), e por ele quase ninguém se importava. Sim, ele é meu favorito é isso me incomoda (risos). Rowan estava no livro para sofrer e para poucos se importarem, mas eu me importava (precisava desabafa sobre esse fato — rindo).

 

Não que a Grande Dama da Morte tivesse qualquer interesse em salvar Rowan — o salvamento dele fora apenas um efeito colateral. Mas tudo bem. Ele podia viver com isso. Desde que Citra também estivesse viva.


Achei o Ceifador Goddard como vilão mais ok do que bom nesse livro, nos anteriores ele pareceu mais impressionante, aqui ele é apenas mau por ser mau, gosta de matar, o que o torna realista, mas não me deixou muita coisa no que dizer sobre ele. Em compensação o caos causado por ele e pelos extremistas dos tonistas foram bem impactantes. 


— Viu só? A maneira como você chega ao cerne da questão é sempre revigorante. Tão divertida. Eu manteria você como um animal de estimação se não tivesse medo de que você fugisse e botasse fogo no meu corpo enquanto durmo.

— É realmente algo que eu faria — Rowan disse.


Enfim, apesar de uma boa estrutura, um universo muito incrível e uma boa escrita do autor, esse último livro não me encantou como os dois primeiros, mas continua valendo muito a pena a leitura e espero ler mais coisas do autor, precisava desabafar sobre aquilo que não curti, mas desejo muito que isso não impeça vocês de aproveitarem a Trilogia Scythe. É isso, leiam!



Informações Técnicas do livro

O Timbre

Scythe #3

Neal Shusterman

Tradução: Guilherme Miranda

Ano: 2020

Páginas: 560

Editora: Seguinte

Sinopse:

A humanidade alcançou um mundo ideal em que não há fome, doenças, guerras, miséria... nem morte. Mas, mesmo com todo o esforço da inteligência artificial da Nimbo-Cúmulo, parece que alguns problemas humanos, como a corrupção e a sede de poder, também são imortais. Desde que o ceifador Goddard começou a ganhar seguidores da nova ordem, entusiastas do prazer de matar, a Nimbo-Cúmulo decidiu se silenciar, deixando o mundo cada vez mais de volta às mãos dos humanos.

Depois de três anos que Citra e Rowan desapareceram e Perdura afundou, parece que não existe mais nada no caminho de Goddard rumo à dominação absoluta da Ceifa – e do mundo. Mas reverberações das mudanças na Ceifa e da Grande Ressonância ainda estremecem o planeta, e uma pergunta permanece: será que sobrou alguém capaz de detê-lo

A resposta talvez esteja na nova e misteriosa tríade de tonistas: o Tom, o Timbre e a Trovoada.


16/02/2021

Resenha :: Nosso Amor de Ontem

fevereiro 16, 2021 1 Comentarios
*recebido em parceria com o Grupo Editorial Coerência

Olá, pessoas, tudo bem? Esse foi um livro recebido em parceria com a Editora Coerência. Confesso que a capa e sinopse já haviam me chamado atenção, mas não me preparado para o que ia encontrar nessa história.

 

Essa não é apenas uma história sobre romance, e sim uma celebração às diversas formas de amor, e também, como não poderia deixar de ser, uma nota sobre as pessoas que não sabem amar. Dito isso, começo dizendo que vamos conhecer Amélia, que primeiro descobriu que a própria mãe, Eloá, era alguém que não sabia amar, que a deixou sem olhar para trás aos cuidados da tia. Que lhe dedicou todo o amor e a própria vida, sendo assim mais que tia Elisa, mas também mãe e amiga.



Com uma narrativa em terceira pessoa, vamos conhecendo o que acontece com Elisa e Amélia, além de também conhecermos um pouco sobre a vida de Beatriz, seu marido Gustavo e seu filho a quem carinhosamente chamava de Guga. Afinal, quando Amélia trabalhava meio período na creche da escola, onde a tia lecionava, e ainda estagiava para o seu curso de Nutrição em um restaurante, recebeu o convite para ser babá nos finais de semana na casa de Guga, um de seus alunos da creche, cuja mãe Beatriz lutava contra um câncer. E não deixamos de saber alguns acontecimentos futuros com pequenos spoilers dados pelo narrador.

 

Viva a sua vida. Estude, assista às aulas com atenção. Se tiver que dar certo, dará. Se ele vir o quanto está perdendo, é possível que busque melhorar. Se não... bem, nesse caso, sei que você não vai desejar estar com uma pessoa como ele.


Toda a trama acaba sendo uma visão criativa sobre a vida e os diferentes amores que nos cercam e como lidamos com as surpresas que a vida nos oferece ao longo do caminho. Eu curti que a autora foi criando uma linha onde as vidas se cruzavam e se encontravam em vários momentos até caminharem em paralelo. O que faz com que a vontade de ler, até chegar nesses encontros, ansiando por esse entrelace, seja feito em um ritmo de leitura até intenso.



A autora tem uma maneira de contar a história que vai te prendendo, te fazendo se encantar com as histórias em um crescente, porém, mesmo com essa fluidez, algumas vezes eu me senti um tanto cansada com o excesso de descrição ou mesmo repetição de algumas informações, que para a história no geral me pareceram desnecessárias, mesmo entendendo a ideia da autora em escreve-las.


Foi com o coração transbordando um misto de saudade, amor e gratidão que convenceu Elisa a seguir seus sonhos e a se entregar ao amor.


Os personagens são um grande trunfo da autora, eles são bem desenvolvidos e despertam tanto a torcida, quando empatia e até mesmo desprezo. O que só pode depor a favor do modo como a autora nos apresenta, sendo cada um deles bem diferenciados entre si, facilitando com que não nos percamos durante a leitura. Porque mesmo sem ler o nome nós saberíamos exatamente qual personagem teria aquela atitude. Além de que temos, além das relações familiares e amorosas, aquelas que conquistamos durante a vida, as amizades. E como é maravilhoso ir conhecendo e reconhecendo esse tipo de amor, que existe apesar de tudo! Dos defeitos, das qualidades e que simplesmente existe em uma troca de afeição e confiança.



Eu gostei muito, durante a leitura, como a linguagem vai mudando de acordo com a idade e situações dos personagens. Deixando a história no tom certo para os diversos momentos, mas em algumas situações talvez um pouco formal demais, afinal quem deixaria de apreciar um bumbum para observar glúteos? Mas nada que tenha interferido na leitura de um modo geral. Assim como os diálogos eram do tamanho exato para o tipo de conversa que estava acontecendo, nem longos ou curtos demais e ainda com a capacidade de demonstrar as emoções que os personagens iam experimentando durante a conversa.

 

Nunca pensara que encontraria um amor tão verdadeiro àquela altura da vida. Jamais sonhou que seria amada de maneira tão apaixonada.


E assim quando Amélia e Guga se reencontram, além de começarmos a descobrir como foi sua vida até aquele momento, começamos uma torcida imediata para que ele possa ser aquele que vai devolver a alegria do amor ao coração de Amélia e que ela possa fazê-lo viver o amor que tanto ansiou por todos esses anos. Descobrindo assim que saber envolve também deixar alguém te amar. E que existe dois pesos e duas medidas para a sociedade quando se trata da diferença entre as idades do casal, assunto que foi tratado de uma forma muito bonita durante a história, afinal será que existe idade para amar?

 

Nos levando assim a nos apaixonarmos por uma história sem perfeição, mas com toda a beleza das imperfeições de uma vida que foi vivida, permitindo experimentar o amor em todas as suas formas, até finalmente encontrar aquele amor com gosto de primeira vez, por ser diferente de todas as outras e que tanto dá segurança quanto tira o controle dos acontecimentos e faz o coração bater em um ritmo diferente, por saber que a vida nunca mais será a mesma depois de dizer sim a ele.



Sobre a edição: uma capa muito bonita com uma encadernação de qualidade, impressão impecável e diagramação com papel e fonte que facilitam a leitura. Não observei nenhum erro de ortografia ou digitação. Boa leitura e divirta-se.




Informações Técnicas do livro

Nosso Amor de Ontem

Eliana Portella

Ano: 2020

Páginas: 366

Editora: Coerência

Sinopse:

Amélia pensava que a felicidade era calmaria. E, ao lado de seu melhor amigo, levava uma vida tranquila. Ela acreditava que contentar-se com uma relação terna era o melhor que poderia viver. Mas, uma reviravolta ruiu seu alicerce, despedaçou seu coração e desafiou-a a recomeçar.

Guga foi criado em um lar onde a paixão não era presente e assistiu a grande mulher que o trouxe ao mundo, sucumbir ao último sopro de vida, mas não sem antes ensiná-lo a acreditar no amor e na alegria de viver.

Passado e presente se encontram. Será que o melhor ficou para o final?



Para comprar:

 Livro Físico


Dinâmica, inovadora, eclética e arrojada, a Editora Coerência já chega ao mercado revelando seu diferencial: a divulgação dos autores nacionais, que têm tanta dificuldade em se fazerem notar.
Criada não apenas para viabilizar a publicação de autores (ainda) não renomados, a Coerência conta com toda uma equipe de revisores, diagramadores, ilustradores, capistas e assessores, que preparam a obra para que esta chegue com qualidade à casa de milhares de leitores em todo o Brasil.
Foi pensando em fazer com que sonhos tivessem vida que a editora-chefe, Lilian Vaccaro, formulou a Coerência, para que se tornasse não mais do mesmo, e sim um lugar onde o autor pode, acima de tudo, se realizar e ganhar experiência no mercado editorial.


Conheça mais sobre o Grupo Editorial Coerência
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13/02/2021

Resenha :: Teto para Dois

fevereiro 13, 2021 0 Comentarios


Ganhei Teto para Dois de aniversário da minha querida amiga Carol Finco. Aproveitei a Leitura Coletiva do Livraria em Casa para ler este romance que muita gente fala bem. Comecei a ler no finalzinho de 2020 e terminei no primeiro dia do ano novo.


Tiffy terminou o relacionamento com Justin e precisa arrumar um lugar barato para ficar. Leon está precisando de dinheiro e decide sublocar o apartamento onde fica apenas de manhã e de tarde. Ele é enfermeiro e trabalha no turno da noite. O problema é que o apartamento só tem um quarto e uma cama.

 

Eles vão dividir a cama em horários alternados e não vão se ver, já que estarão no apartamento em horários diferentes. Eles começam a se comunicar através de post-its deixados pela casa. Bem inusitado, não acha? [Risos]

 

Eles começam a gostar um do outro, mas ela tem um ex-namorado possessivo, enquanto ele precisa lidar com uma namorada ciumenta. No meio disso tudo, Leon ainda precisa ajudar o irmão que foi preso injustamente. Claro que eles vão contar com a ajuda de grandes amigos.


Humilhação é como mofo: quando a gente ignora, o lugar todo fica verde e fedendo.


Teto para Dois é um romance fofinho daqueles que aquecem o coração, mas a autora Beth O’Leary não deixa de falar sobre temas importantes como o relacionamento abusivo. Gostei muito de ver como a personagem reage durante o tratamento da dependência emocional que tem com o ex. Claro que Justin não vai facilitar nem um pouquinho para Tiffy.

 

Demorei um pouco para entrar na história, mas depois já estava torcendo pelo casal. Amei os personagens secundários! Richie, irmão de Leon, é uma figura. Mo e Gerty, amigos de Tiffy, estão sempre ao lado dela. Não posso esquecer da pequena Holly e do Sr. Prior, pacientes do Leon, além da divertida autora Katherin. Não falei, mas Tiffy é editora de livros do tipo Faça Você Mesmo.



Um livro divertido que também traz diversidade. Teto para Dois não é um livro maravilhoso, mas eu indico a leitura por ser um romance gostoso de ler, com capítulos curtinhos, que trata de temas sérios de forma respeitosa. Comecei as leituras de 2021 de forma positiva.

 

Com amor, André



Informações Técnicas do livro

Teto Para Dois

Tiffy e Leon dividem a cama. Tiffy e Leon nunca se encontraram.

Beth O'Leary

Ano: 2019

Páginas: 400

Editora: Intrínseca

Sinopse:

Três meses após o término do seu relacionamento, Tiffy finalmente sai do apartamento do ex-namorado. Agora ela precisa para ontem de um lugar barato para morar. Contrariando os amigos, ela topa um acordo bastante inusitado.

Leon está enrolado com questões financeiras e tem uma ideia pouco convencional para arranjar dinheiro rápido: sublocar seu apartamento, onde fica apenas no período da manhã e da tarde nos dias úteis, já que passa os finais de semana com a namorada e trabalha como enfermeiro no turno da noite. Só que tem um detalhe importante: o lugar tem apenas uma cama.

Sem nunca terem se encontrado pessoalmente, Leon e Tiffy fecham um contrato de seis meses e passam a resolver as trivialidades do dia a dia por Post-its espalhados pela casa. Mas será que essa solução aparentemente perfeita resiste a um ex-namorado obsessivo, uma namorada ciumenta, um irmão encrencado, dois empregos exigentes e alguns amigos superprotetores?


10/02/2021

Resenha :: Audácia e Presunção

fevereiro 10, 2021 0 Comentarios

Quem conhece a história do Clube do Farol sabe que nós amamos clássicos e leituras conjuntas. Por isso, quando a nossa editora parceira lançou um livro que foi escrito pela Jane Austen e ganhou uma adaptação toda especial pela Lis Wey, com certeza não iríamos resistir a leitura desse livro.


A edição se divide em duas partes. A primeira é a história escrita por Jane Austen e a segunda a versão da Lis Wey, continuando a partir do ponto onde Jane Austen parou. Vamos conhecer a história de 04 irmãs e 02 irmãos que são filhos de um viúvo adoecido.



Claro que o foco é nas quatro irmãs, dentre elas a irmã mais nova, Emma Watson que, depois de anos vivendo sob a tutela de uma tia na Escócia, foi enviada de volta para casa e encontrou suas irmãs, descobrindo inimizades, desentendimentos, rancores e mal-entendidos. Influenciada pelas percepções da irmã mais velha, Elizabeth, Emma passa a observar as pessoas e formar a própria opinião sobre elas. 

 

A contribuição feminina ainda será de grande valor e há vontade para tal, mas só isso não é suficiente.


Elizabeth, a irmã mais velha e responsável pelos cuidados com o pai, sofreu uma desilusão causada por Penélope, outra de suas irmãs, que a afastou de Purvis, o grande amor de Eli. Depois disso, Penélope partiu atrás de um marido. Outra de suas irmãs, Margareth, disputa com todas as moças solteiras o amor do galanteador Tom Musgrave. No primeiro baile que comparece, Emma conhece a família Edwards e os Osbornes, família mais abastada da região, além do antigo tutor de Lorde Osborne, o Senhor Howard, personagens cruciais no desenrolar da trama.

 

É audácia, presunção e uma pitada de modéstia, tudo ao mesmo tempo, junto e misturado nesta tradução do texto original feita por mim.


Trama que continua na versão da Lis Wey dessa história. Mesmo ela mantendo a base da narrativa dada por Jane Austen, ganhou os contornos da própria história, dando mais vida e personalidade a personagens que apareceram no baile e desenrolando à sua maneira as histórias começadas. Assim como o desenrolar da história das irmãs, Margareth, que conseguiu superar Lydia em meu ranço eterno, e a Penélope que, apesar da desavença com Elizabeth, tem um segredo que minha nossa!!!



Como alguém que já leu todas as histórias completas de Jane Austen, pude perceber várias referências a essas histórias na narrativa da Lis Wey, nada que desabone, ok?! Mas houveram algumas coisas que, por ser uma história ligada a Jane Austen, me incomodaram bastante por não ser algo que Austen escreveria. Mas aqui fica algo muito pessoal. Como a história é da Lis Wey, nessa parte, entendo perfeitamente que a escrita seja dela.


— Saber a hora de não falar nada é um conhecimento que só os mais inteligentes possuem — disse Penélope.


Creio que o título do livro retrata muito bem a segunda parte da história, sendo audácia e presunção sentimentos marcantes nos personagens. Assim como algumas emoções dignas dos romances que tanto amamos escritos por Austen como finais felizes. Confesso que terminei a leitura sem conseguir cumprir as metas. Ok, podem me julgar, mas foi impossível parar para deixar para descobrir depois como a história iria terminar e o final de cada personagem.


De fato, perdi Purvis, mas quase ninguém casa com o primeiro amor.


AH! E, durante essa leitura, a autora lançou o e-book Entrelinhas, histórias de época retiradas do Wattpad da autora, com um spin-off da história de Elizabeth, com conto de mesmo título. Neste breve spin-off de Audácia e Presunção vamos conhecer mais sobre o que aconteceu e como ela chegou ao surpreendente final na obra.

 

Acho que o fato da autora não tentar ser Jane Austen, e sim uma autora escrevendo a partir de uma história dela, é muito honesto e faz com que a diagramação da editora seja ainda mais perfeita do que já foi. Com imagens, boa fonte e espaçamento, uma capa lindíssima e papel e revisão confortáveis para leitura. A tradução foi feita e adaptada pela própria autora, o que mostra seu total e pleno envolvimento pelo projeto.




Informações Técnicas do livro

Audácia e Presunção

Os Watsons

Jane Austen com final de Lis Wey

Ano: 2020

Páginas: 226

Editora: Papoula Editorial

Sinopse:

Jane Austen abandonou a escrita de The Watsons por volta de 1805, deixando a história de Emma, Elizabeth, Margaret e Penélope sem um final. Em 1850, a sobrinha Catherine Hubback o publicou – “The Younger Sister”, ainda sem tradução no Brasil -, provavelmente seguindo as confidências de Jane Austen à sua irmã Cassandra sobre as previsões de final. Mais de 200 anos depois, a jovem autora brasileira Lis Wey decidiu reviver as páginas de uma de suas autoras prediletas, propondo uma versão em Língua Portuguesa para a obra e escrevendo um final diferente para o romance. “Emma Watson é a mais nova dos filhos de um viúvo adoecido. Depois de anos vivendo sob a tutela de uma tia na Escócia, foi enviada de volta para casa e encontrou suas irmãs, descobrindo inimizades, desentendimentos, rancores e mal-entendidos. Influenciada pelas percepções da irmã mais velha, Elizabeth, Emma passa a observar as pessoas e formar a própria opinião sobre elas. Elizabeth, a irmã mais velha e responsável pelos cuidados com o pai, sofreu uma desilusão causada por Penélope, outra de suas irmãs, que a afastou de Purvis, o grande amor de Eli. Depois disso, Penélope partiu atrás de um marido. Outra de suas irmãs, Margareth, disputa com todas as moças solteiras o amor do galanteador Tom Musgrave. No primeiro baile que comparece, Emma conhece a família Edwards e os Osbornes, família mais abastada da região, além do antigo tutor de lorde Osborne, o senhor Howard, personagens cruciais no desenrolar da trama.” Os conflitos das irmãs fazem desta história de Jane Austen um terreno fértil à criatividade de Lis Wey, autora de “A Herdeira do Título”, “O Segredo de Lady Julie” e outros romances de época nacionais ambientados na Inglaterra de Austen.



Para comprar:


 Livro Físico

Editora

 E-book

Amazon



The Books Editora é uma casa editorial recentemente lançada no mercado para autores de várias nacionalidades. Viemos de forma humilde, mas com garra prestar todo o suporte para edição e venda de seu livro.
Com seriedade, comprometida e com vontade de crescer junto com o autor. 
Somos uma editora onde o autor será respeitado e terá sua obra recebendo a atenção que merece.
A literatura nacional contemporânea merece mais respeito.
Caso haja dúvidas estamos à disposição.
Juntos, somos mais! 


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05/02/2021

Resenha :: Do Simples ao Acaso

fevereiro 05, 2021 0 Comentarios

Esse livro é uma coletânea de contos que falam sobre amizade, amor, perdas, superação e esperança. E foi em busca de algo com esses temas, que eu pudesse ler de madrugada no Kindle, durante uma crise de insônia, que comecei a ler.


O beijo acontece antes dos lábios se encontrarem, através do olhar desarmado e cheio de esperança de ambos, pois é o tipo de beijo que muda tudo ou mantém tudo inalterado, para sempre.



Conto 01 - Meu cretino favorito

 

Cada conto dessa coletânea é o fragmento de um momento marcante na vida de um personagem, aquele momento que muda tudo. Nesse temos um casamento em andamento e a narradora, melhor amiga do noivo, conta como foram seus dias com o noivo Fernando até aquele momento.

 

A história nos leva ao passado e vamos conhecendo os personagens, criando laços e empatia. E, claro, ao ler vamos começar a torcer pelo casal, Fernando e amiga, mas como eles ficariam juntos se o Fernando nesse momento está chegando ao altar com outra?

 

Aí vem a surpresa da história da autora e, ao invés de me deixar triste ou insatisfeita com o final, fiquei encantada com o rumo que a história tomou e vi que mesmo o mais clichê de todos os clichês pode ser algo surpreendente! Se eles se casaram? Por que ela não era a noiva? O que aconteceu? Ah... Leia e descubra. Te garanto vai ser uma experiência muito divertida e linda.



Conto 02 - Crônicas de Taquari

 

Todos nós temos a nossa própria rua, aquela das memórias de tempos que deveriam ter sido eternos, onde nós ainda éramos nós mesmos e nossos amigos seriam pAra sempre.

 

Eu amei esse conto por me lembrar que não é errado parar e revisitar aquela rua especial, seria errado tentar viver nela, que agora é uma lembrança.

 

Separei essa citação porque ela me fez pensar em algo que acredito muito. Aqueles que são lembrados nunca deixam de existir, nem as pessoas, nem os momentos.


Porque é impossível esquecer alguém que é feito dos sonhos que alimenta e vive.



Conto 03 - Conselhos de mãe

 

Quem nunca prestou a atenção em uma conversa de outras pessoas que atire a primeira pedra, porém o título do conto por si só já faz com que pensemos, automaticamente, em vários conselhos memoráveis que recebemos de nossas mães.

 

Tenho que dizer que, ao ler a alcunha de um dos personagens, já comecei a rir do absurdo, mas é um apelido e é exatamente como deve ser, carinhoso e absurdo. Mas a magia do conto é aquela certeza que mãe sempre tem razão, mesmo quando está completamente errada.



Conto 04 - Nada normal, mas tão real

 

Quando se conhece alguém a vida toda, perdemos a objetividade, o foco e a imparcialidade. Não é errado, nem evitável. Porém um período de afastamento coloca a prova o que era real do que era convivência e cegueira.

 

E esse conto fala sobre isso, sobre descobrir e redescobrir alguém. Alguém que você conheceu a vida toda, mas pela primeira vez nota que sempre existiu algo que nunca foi levado em consideração, mas agora entrou em foco e não pode ser deixado de lado.

 

Amei toda a narrativa, a torcida que fui criando enquanto estava lendo e como me senti quando terminei... Hum... Só posso dizer que esse conto tem um jeito de que continua em outra história.



Conto 05 - Um milagre de Natal

 

Esse conto fala sobre a empatia, sobre se colocar no lugar do outro. Se preocupar com os problemas que outras pessoas têm torna-nos mais humanos, menos egoístas e menos centrados em nós mesmos e no castelo que construímos ao nosso redor, onde temos o defeito de julgar a vida das outras pessoas usando nossos pesos, nossas medidas. Enquanto o mundo é feito de tantos castelos, tantos outros pesos e medidas.

 

Não é fácil sair da zona de conforto, do que é familiar, próximo, seguro. Mas a morte nos refresca a memória que a eternidade é a maior das ilusões, a mentira que acreditamos todos os dias, que nos faz esquecer que estar vivo é o maior dos milagres.

 

Quando dedicamos nosso tempo para tornar o próximo feliz, aquela gota de alegria gerada retorna para nós em um mar que nos transborda e transforma, como só um verdadeiro milagre consegue realizar.


O Natal não é isso? O nascimento de um menino? Uma nova vida, cheia de esperança e expectativas? Não precisa da parte religiosa para acreditar nas promessas e milagres do Natal, cada família com um bebê vive esse milagre. Da vida, da continuidade.

 

Por isso é tão difícil lidar com a mortalidade, com o fim, o adeus. E dar um sopro de esperança, um pouco de carinho para quem está tão próximo a esse momento, onde viver deixa de ser uma opção é um aprendizado doloroso, mas necessário. E que temos nesse conto. Leia, aprenda e se permita chorar, se quiser. Feliz vida para você!



Conto 06 - Make a wish - Faça um Pedido


Essa aí precisa é de amor-próprio, que infelizmente está escasso no mercado!


Às vezes, muitas vezes, não recebemos o que pedimos, porque pedimos errado. E, mesmo um conto curtinho, me fez refletir muito sobre o que queremos e porque queremos.


Coragem não vem em frasco pra gente sair distribuindo assim.

                                                                                                        

Esse conto foi uma surpresa, parecia tão inofensivo e, no entanto, assim como os outros, veio com muito mais que apenas palavras, espero que você dê uma chance a essa coletânea. Porque, talvez, você como eu tenha seu pedido atendido. Quer entender? Leia... rs.


Pedem coisas impossíveis, (...) ou querem coisas que podem talvez remediar uma situação.



Conto 07 - Os primeiros verões

 

Escrevi e apaguei o texto várias vezes, porque ao invés de falar sobre o conto, acabava por me declarar para o meu marido. Mas a verdade por trás dessa história mexe comigo de várias maneiras, e todas elas de uma forma doce e muito especial.

 

Esse conto fala sobre um casal que comemora suas bodas de casamento e do quanto eles se tornaram uma só pessoa, mantendo sua individualidade e reaprendendo a amar aquela pessoa que foi sendo mudada pelo tempo. Fala sobre os filhos, noras e genros que o casamento trouxe, sobre os netos. Sobre relembrar dos primeiros dias, ansiando de forma apaixonada pelos próximos. O contentamento das lembranças que firmaram o caminho do que agora é sólido, concreto e que dura.

 

Devagar, ela se aproxima da mesa ainda sorrindo como se soubesse um segredo que mais ninguém conhece e sei com uma certeza que me impressiona, que esse é apenas o primeiro dia do resto de nossas vidas.


De como é possível reviver sem ansiar em viver de novo, apenas pela alegria de ser grato por ter vivido, e mal poder esperar por tudo que ainda irá viver. É um conto sobre gratidão, contentamento e sonhos. Afinal o melhor ainda está para acontecer.



Cada conto me surpreendeu pela leveza e a criatividade em flertar com o clichê e deixar totalmente único e realmente delicado. As diferenças entre cada conto faz com que a leitura seja rápida e deliciosa, quase culposa... risos. Afinal é só mais um. Outro ponto incrível é que os contos não deixam aquele gosto de serem curtos demais ou que estão incompletos. São na medida exata da história e da imaginação depois do ponto final.




Informações Técnicas do livro

Do Simples ao Acaso

Coletânea de Contos

Gih Cordeiro

Ano: 2017

Páginas: 64

Editora: Independente

Sinopse:

Coletânea de contos que falam sobre amizade, amor, perdas, superação e esperança, em uma linguagem leve e universal que fala direto ao coração do leitor!!!