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16/08/2018

Resenha :: Tipos Incomuns (Algumas Histórias)

16 agosto 0 Comentários


Surpreendente, tipos incomuns são contos, ou pequenas histórias, de pessoas comuns na vida real e não tão comuns em histórias. Tom Hanks surpreende por além de seus personagens não serem comuns também as histórias não são. Porque?

Os contos são diferentes entre si na forma de escrever e também no tipo do texto, a diagramação diferenciada entre eles pontua bem essa questão e auxilia na leitura.  Alguns contos, são como entradas em diários datados por marcações de dias ou períodos de tempo, outros são contos de algum período de tempo, como o Natal, temos ainda os textos “jornalísticos” com entradas em colunas como as de um jornal impresso. E cada uma ocorre em uma época e cidade diferente dos EUA.


O ponto em comum fica por uma escrita leve, despretensiosa e informativa. Com entradas inteligentes e divertidas para a máquina de escrever “aparecer” na história. Também é divertido procurar por ela, gera uma ansiedade que não estressa mas deixa a leitura curiosa. Queria poder contar mais sobre as “descobertas” sobre a máquina, mas seria spoiler.

“Tentei me entreter com o celular, um jogo chamado 101, respondendo perguntas de verdadeiro ou falso e de múltipla escolha. Verdadeiro ou Falso: o presidente Woodrow Wilson usou uma máquina de escrever na Casa Branca. Verdadeiro! Ele escreveu um discurso cantado milho numa Hammond Type-o-Matic na esperança de ganhar apoio para a Primeira guerra Mundial.”

Como você não precisa necessariamente ler um conto para entender o próximo, esse é um livro maravilhoso para ser lido entre a uma leitura e outra de outro livro ou mesmo entre os textos acadêmicos/escolares. As mudanças entre os textos te deixam a vontade para fazer isso, mas também aguçam a curiosidade sobre o que virá a seguir.

Mas prefiro avisar, que alguns personagens se repetem em diferentes contos. Durante a leitura você começa a encontrar alguns padrões e perceber que mesmo sem serem ligados um conto te prepara para o próximo, de certo modo.

Meu conto favorito é o conto Véspera de Natal de 1953, O uso das festas de fim de ano para trás uma quebra no drama da história que narra um ex-soldado  nos dias atuais, celebrando em família o natal e isso o levar a refletir sobre as suas cicatrizes e traumas físicos e emocionais, por ser um veterano da Segunda Guerra Mundial. Sendo hoje um marido amoroso e pai de três filhos, vivendo o momento em que o filho mais velho de quase 11 anos, faz de tudo para que a magia do Natal não seja estragada para a mais nova de 6 anos, enquanto já pensa em como fará com a bebe Connie. Isso sem esquecer o amigo irmão que ganhou na guerra, e que se mantém afastado por causa dessa mesma guerra que os uniu.

A maneira como tudo é abordado me fez amar o texto e de certo modo admirar aquele soldado e tudo que ele conseguiu conquistar, mesmo sem conseguir esquecer os horrores pelo qual passou.  O conto Um Elefante na sala da redação, me fez rir e pensar no bullyng que a gente sofre pelo corretor ortográfico do celular. E posso declarar que eu amei, um do jornalista e os outros dos contos dos 04 amigos que abriram o livro.

Então, sim eu amei esse livro. Estou muito grata pela oportunidade de ter o lido e espero que você se presentei com ele também. Dá para ler durante o ano, sem pressa, sem urgência. Mas eu duvido que alguém consiga levar tanto tempo.
Leia e divirta-se,

Conheça o hotsite do livro: http://tiposincomuns.com.br

Nota :: 

Informações Técnicas do livro

Título: Tipos Incomuns (Algumas Histórias)
Autor: Tom Hanks 
Páginas: 352
Editora: Arqueiro

Sinopse (Skoob)
Um affaire agitado e divertido entre dois grandes amigos. Um ator medíocre que se torna uma estrela e se vê em meio à frenética viagem de divulgação de um filme. O colunista de uma cidadezinha com um ponto de vista antiquado sobre o mundo. Uma mulher se adaptando à vida na nova vizinhança após o divórcio. Quatro amigos e sua viagem de ida e volta à Lua num foguete construído num fundo de quintal.
Essas são apenas algumas das pessoas e situações que Tom Hanks explora em sua primeira obra de ficção. Os contos têm algo em comum: em todos, uma máquina de escrever desempenha um papel — às vezes menor, às vezes central.
Conhecido por sua sensibilidade como ator, Hanks traz essa característica para sua escrita. Ora extravagante, ora comovente, ocasionalmente melancólico, Tipos incomuns deleitará e surpreenderá seus milhões de fãs.
Livro recebido em parceria com o blog Meu Passatempo Bla Bla Bla, então você me encontra escrevendo sobre o texto lá e aqui no clube.

14/08/2018

Resenha :: A Cortesã (Damas Perfeitas #2)

14 agosto 0 Comentários

Olá faroleiros, tudo bom?

Hoje trago a resenha de “A Cortesã”, segundo livro da série Damas Perfeitas da autora Nahra Mestre que está sendo publicada pela Editora Portal. Caso ainda não tenha conferido a resenha do primeiro livro, A Marquesa”, não deixe de clicar aqui.

Como o título já deixa claro, neste livro iremos conhecer melhor o passado de nossa adorável Marie Bourdon, e já te digo: prepare seu coração!

Marie é uma mulher de origem francesa, havia sido abandonada por sua mãe quando criança e acabou sendo criada por uma parente próxima. Crescendo em um Bordel, ela viu que seu destino seria tornar-se uma cortesã, porém não era isso que seu coração desejava e por esse motivo ela resistiu bravamente, tendo de aguentar as mais diversas situações.

Não acredito que possamos ser julgados pelo lugar de onde viemos. Cada pessoa é única, diferente.

Em uma noite, Marie deixou-se levar por uma ilusão, um devaneio, quando um nobre inglês lhe prometeu pedi-la em casamento e tirá-la dessa vida. Nossa jovem personagem decide ir até Londres atrás dele, por não aguentar esperar, e ao chegar lá e descobrir a verdade, além desse baque, Marie foi roubada e abandonada.

Desesperada, em um choro inconsolável, sem ter nada além das roupas do corpo, eis que um anjo aparece para Marie e mostra que ainda existem pessoas de bom coração neste mundo, que fazem o bem apenas por desejar fazê-lo, sem esperar absolutamente nada em troca. E se você pensou em David Hervey, você acertou!

A partir desse momento, David e Marie passam a conviver e a se conhecer melhor, o romance entre os dois vai se desenvolvendo de forma gradativa e natural. E graças a isso vemos Marie florescer durante a trama, no início por conta de tudo o que ocorreu ela teme contar a verdade a David, até porque isso lhe fere o coração, mas ao longo da narrativa vamos conhecendo-a melhor e entendendo todos os seus motivos.

Às vezes algumas verdades precisam ser escondidas para proteger quem amamos.

David nos encanta e conquista a cada página, com seu jeito doce e encantador. Um daqueles personagens que gostaríamos de trazer à vida e colocar em um potinho para sempre, sua bondade é tão grande que chega a ser comovente em diversos trechos.

E, não posso deixar de citar a já conhecida Sarah Anson que tem uma participação muito importante neste livro, e reforça novamente o encantamento que causou em “A Marquesa”.

Não posso me alongar demais falando sobre este livro, pois não desejo estragar a experiência de leitura de ninguém... Esse é um ótimo romance de época, uma leitura rápida e fluida que é capaz arrancar suspiros, emocionar os leitores e uma bela reviravolta.

Agora, sigo aguardando os próximos lançamentos de Nahra Mestre que com certeza irá me surpreender novamente!

Sobre a edição: A Editora Portal conseguiu fazer uma belíssima capa para “A Cortesã” assim como a de “A Marquesa”, sinceramente, não consigo decidir qual das duas mais gostei, acho que elas captaram perfeitamente a essência das personagens. A diagramação e revisão, novamente, ficaram ótimas!

Gostaria que soubesse que uma dama não é aquela mulher que tem posses ou títulos. Uma dama de verdade é aquela que tem o coração nobre como o seu. Não se esqueça de nós, pois nunca nos esqueceremos de você.

Caso já tenha lido, por favor, não deixe de contar o que achou da leitura!

Abraços e até a próxima!


Nota :: 


Informações Técnicas do livro

A Cortesã
Damas Perfeitas #2
Ano: 2018
Páginas: 170
Editora: Portal
Sinopse (Skoob):
A Cortesã é o segundo livro da série Damas Perfeitas. Apesar de independentes, as histórias se interligam ao longo da série e, assim, aconselha-se a leitura do primeiro livro, A Marquesa.
A série Damas Perfeitas retrata as mulheres que se escondiam atrás das convenções sociais impostas no século XIX, na Era Vitoriana. Nessa época, quando o conceito de "amor romântico" passa por profunda transformação, existiram algumas que desafiaram as regras e fizeram a diferença na história do Reino Unido. Apesar da aparência frágil e submissa, elas tiveram um papel fundamental nas relações sociais e políticas de seus maridos. Por trás dos homens e com muita sensibilidade, fizeram história no período Pós- Revolução Industrial.

Nascida e criada no bordel mais famoso de Paris, Marie Bourdon nunca almejou ser uma cortesã. Enquanto procurava uma maneira de escapar de seu destino, foi surpreendida por um nobre inglês, que lhe prometeu matrimônio, alimentando sua ilusão de abandonar a vida que lhe fora traçada.
David Hervey, o segundo filho do marquês de Bristol, sempre esteve atento às necessidades de todos a sua volta. Amigo fiel e irmão dedicado, sua disponibilidade para ajudar o próximo muitas vezes sobrepunha os próprios anseios. 
Enganada, roubada e abandonada, Marie conhece David, seu anjo salvador, a esperança de um recomeço. Entretanto, apesar de se ver cada vez mais envolvida, o passado resolve assombrá-la, relembrando-a a todo momento de onde ela veio.
Um romance de época que ressalta as implicações dos estereótipos e retrata uma mulher forte, disposta a encarar de frente as adversidades da vida e que coloca à prova o altruísmo de David.

Adquira o e-book de A Cortesã na Amazon, clicando aqui! 

Para conhecer o site da Portal Editora, clique aqui.

11/08/2018

Resenha :: Serafina e a Capa Preta

11 agosto 0 Comentários

Nunca vá para as profundezas da floresta, há muitos perigos lá, tanto escuros quanto claros, e eles tentarão seduzir a sua alma.

Imagine você ter doze anos, morar com seu pai escondida numa mansão enorme, ser proibida de se mostrar para os outros moradores e, ainda, se tornar a caçadora de ratos oficial do lugar? Essa era a vida de Serafina. A jovem franzina, diferente de qualquer outra garota da sua idade vivia clandestinamente do porão na mansão dos Vanderbilt, em Baltimore, cenário da nossa história.

Todo dia após o expediente de trabalho, quando a maioria dos empregados ia embora, Serafina e seu pai se acomodavam no subsolo para jantar e descansar, permanecendo até o dia seguinte para a jornada seguinte. A vida para eles, até aquele momento parecia tranquila.

Nesse primeiro momento do livro eu mergulhei no mundo de Serafina, pois a narrativa da história é muito gostosa e envolvente. De cara o autor já nos apresenta as peculiaridades de Serafina, o que nos instiga a imaginar o que se esconde por trás de uma garota com habilidades tão diferentes. Principalmente pela forma como ela caça os ratos e se esconde nas brechas das paredes.

A captura dos camundongos, tímidos e propensos a erros provocados pelo pânico nos momentos cruciais, não representava mistério algum para ela. Eram as ratazanas que a faziam passar maus bocados toda a noite, e era para as ratazanas que ela tinha afiado suas habilidades. Estava agora com doze anos de idade. E era exatamente isto: Serafina, a C.O.R.


A sigla C.O.R. quer dizer “Caçadora Oficial de Ratos”. Foi uma função que seu pai, num momento em que a filha indagou o qual seria seu trabalho ali, lhe atribuiu para que ela se sentisse parte do grupo de funcionários.

Apesar de não ter frequentado a escola, Serafina era uma garota instruída. Seu pai se preocupou com que ela aprendesse a ler e escrever utilizando os livros da biblioteca da mansão. Isso a transformou numa ávida leitora que pegava emprestados livros toda vez que surgia a oportunidade. Só por essas informações vemos que há preocupação do pai em educar Serafina. Diversas passagens nos revelam uma relação de amor entre pai e filha. Porém seu pai esconde segredos sobre o passado da jovem que, até então se conformava com as respostas evasivas dele toda vez que o questionava sobre a mãe ou o porquê de morarem na mansão quando poderiam morar na cidade como muitos funcionários dali.

Mas uma tragédia acontece numa noite em que a garota caça os ratos que assaltam os porões. Serafina se torna a única testemunha. Ela não só presenciou o crime como quase se tornou vítima do homem da Capa Preta. O malfeitor fora batizado assim pela própria Serafina e esse nome o descrevia muito bem, já que ele andava trajando uma enorme capa preta.

Agora ela podia ouvir a respiração dele, o movimento de suas mãos e o farfalhar das roupas. Fagulhas a queimavam por dentro. Ela queria correr, fugir, mas suas pernas não obedeciam.
— Não precisa ter medo de nada, menina. – ele disse para a criança. — Não vou machucar você... 
A forma como pronunciou essa palavra fez os pelos da nuca de Serafina se eriçarem. Não vá com ele, pensou. Não vá.

E nesse momento da história somos transportados para uma narrativa de suspense incrível. Me senti conectada com a cena de tal forma que me apavorei por Serafina. Muito boas as descrições do autor sobre o terrível homem de capa preta que assombrou a criança indefesa, que até aquele momento era desconhecida para Serafina.

O desaparecimento da garota só é percebido no dia seguinte e mesmo com a prova de que algo aconteceu seu pai não acredita que sua filha presenciou um crime. Ele alega que Serafina é fantasiosa e que a menina desaparecida está, na verdade, perdida na floresta ao redor da casa. Floresta essa, que o pai proibiu Serafina de adentrar desde que ela aprendeu a andar.

Inconformada a jovem procura o garoto Vanderbilt, Braeden, sobrinho do senhor e senhora Vanderbilt. Serafina imagina que ele vai acreditar nela por ser jovem e acredita que ele tem a mente aberta, diferente dos adultos moradores da mansão que ela sorrateiramente observava.  Mesmo proibida de se mostrar para as pessoas, Serafina goza da vantagem de conhecer cada canto, de cada cômodo e tem a proeza de se esconder perfeitamente quando preciso. Assim ela vai em busca da ajuda de Braeden e sua vida, a partir daquele momento, não será mais a mesma.

A amizade improvável entre uma garota franzina e suja e um jovem rico e órfão torna a trama mais emocionante. Braeden foi tocado pela peculiaridade da garota que apareceu do nada com a história miraculosa sobre o sumiço da menina que estava hospedado na mansão dos seus tios. O Capa Preta havia sumido com ela. O mais interessante é que ele acredita nela e embarca na aventura da busca pelo malfeitor que fará novas vítimas. Nessa jornada os dois vão passar por mal bocados e se deparar com a Capa Preta em pessoa. Sobrenatural ou real?


Nosso caráter não é definido pelas batalhas que vencemos ou perdemos. Mas sim pelas batalhas que ousamos lutar.

Esta é uma história com muito suspense, baseada em amizade, emoções e descobertas. No desenrolar da trama a jovem vai descobrir quem ela é de verdade e qual o seu lugar nesse mundo. Eu fiquei encantada com esse livro por ter sido uma leitura muito divertida e emocionante. Passei o livro todo tentando desvendar a identidade da Capa Preta e me surpreendi no final. Amei demais a personagem Serafina e suas estranhezas, mas, principalmente, curti sua interação com Gideão, o cachorro de Braeden. O cachorro rouba as cenas que aparece com seu porte e sua braveza. Ele chega a rosnar para Serafina, que, aos poucos ganha a confiança do animal.

Serafina e a Capa Preta é o primeiro livro da série e o único traduzido e já publicado no Brasil. Estou ansiosa pelas próximas publicações. Eu indico essa história para leitores pré-adolescentes e adolescentes pelo fato do livro abordar o tema amizade e crescimento pessoal num tom lúdico. Indico, também, para leitores que gostam de mistério e curtem uma leitura leve e divertida.


Nota :: 


Informações Técnicas do livro

Serafina e a Capa Preta
Serafina #1
Ano: 2018
Páginas: 240
Editora: Valentina
Sinopse (Skoob):
Serafina nunca teve motivos para desobedecer ao seu pai e se aventurar além da Mansão Biltmore. Há espaço de sobra para ser explorado naquela casa imensa, embora ela precise tomar cuidado para jamais ser vista. Nenhum dos ricaços lá de cima sabe da existência de Serafina; ela e o pai, o responsável pela manutenção das máquinas, moram secretamente no porão desde que a garota se entende por gente. Mas quando as crianças da propriedade começam a desaparecer, somente Serafina sabe quem é o culpado: um homem aterrorizante, vestido com uma capa preta, que espreita pelos corredores de Biltmore à noite. Após ela própria ter conseguido – depois de uma incrível disputa de habilidades – escapar do vilão, Serafina arriscará tudo ao unir forças com Braeden Vanderbilt, o jovem sobrinho dos donos de Biltmore. Braeden e Serafina deverão descobrir a verdadeira identidade do Homem da Capa Preta antes que todas as crianças... A busca de Serafina a levará ao interior da mesma floresta que tanto aprendeu a temer. Lá, descobrirá um esquecido legado de magia, que tem relação com a sua própria origem. Para salvar as crianças, Serafina deverá procurar as respostas que solucionarão o quebra-cabeça do seu passado.


Para a Editora Valentina, leitura é, acima de tudo, entretenimento.
Olho vivo e faro fino.
Esse é, na verdade, o lema de todo grande editor. E a pinscher dessa editora encarna esse lema como ninguém.

10/08/2018

Resenha :: Último suspiro

10 agosto 2 Comentários


Sinop é uma cidadezinha pacata do interior do Mato Grosso. Nela mora Louise, uma jovem trabalhadora que toca a empresa do pai após sua morte. Distanciada e silenciosa, nada acontece em Sinop.

Louise conhece Arthur, um homem de meia idade, que está passeando pela cidade. Tão logo Louise termina seu namoro com Victor, ela se vê envolvida em Arthur. E nem percebe que um assassino está solto na cidade onde mora.

"A vida é mais do que ter milhares de clientes. Muito mais do que simplesmente acordar e viver a rotina sufocante. A vida é muito mais do que milhões no banco. Para mim a vida é sentir. Ver o que está a nossa volta, não só enxergar, mas perceber que o tempo é valioso e que se o desperdiçamos sem amar realmente o que se faz é melhor não viver."

Marta de Miranda foi simplesmente sensacional nesse suspense. Não faltou nada em seu livro de estreia. Com uma escrita que te envolve do início ao fim, ela vai te apresentando como cada personagem vive e reage ao assassino, que pode ser qualquer um.

"Seu crânio estava aberto e seu cérebro havia sido retirado e depositado ao lado do corpo. Ele estava deixando algo que lembrava a vida de cada vítima. Como um troféu."

Um thriller sedutor com um toque de romance. Um livro que não te deixa pensar em outra coisa a não ser terminá-lo. Minha parceira Marta está de parabéns, pois conseguiu um livro excepcional. Já que a parte final é de arrepiar.

Leiam “Último suspiro” e venha fazer parte do clube que quase pirou com ele.


Nota :: 


Informações Técnicas do livro

Último Suspiro
Ano: 2018
Páginas: 183
Editora: Coerência
Sinopse (Skoob):
Louise é uma jovem que vive a meia hora de distância da pacata Sinop, uma cidade interiorana no norte do Estado de Mato Grosso, Brasil. Apesar das atividades criminosas da cidade ser mais delitos de trânsito, ela prefere morar afastada e viver silenciosamente na casa onde cresceu ao lado do pai e do irmão. Tem alguns amigos e um relacionamento desgastado pelo tempo, então, decide terminar com Victor, o namorado da época da adolescência. E é nesse momento que Arthur entra na sua vida de modo sedutor e ao mesmo tempo misterioso. Quando Louise se dá conta está totalmente apaixonada. A medida que se envolve, o cenário da cidade se transforma em outro. Algumas mulheres desaparecem e dias depois são encontradas assassinadas. Um assassino em série passa a ser procurado pela polícia. E no meio da impotência de não poder fazer nada por Ricardo, braço direito do seu pai que teve a sobrinha assassinada, Louise caminha para o seu último suspiro.


_____Sobre a Autora_____

Marta de Miranda


Marta de Miranda nasceu em 19/01/1985 em Terra Nova no Paraná. Aos seis anos mudou-se para Sinop no Estado de Mato Grosso com os pais e os irmãos em busca de novas oportunidades. Desde criança é apaixonada por livros. É formada em Ciências Contábeis pela UNEMAT e pós-graduada em Planejamento e Gestão Estratégica. É casada, trabalha numa instituição de fins não econômicos, faz aula de ballet e tem três lindos gatos: a Lou, o Haroldo e a Charlotte.