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14/02/2020

Resenha :: A Promessa da Rosa (Flores da Temporada #1)

fevereiro 14, 2020 0 Comentarios

Eu sou muito fã da escrita e dos livros da Babi, e este é, com certeza, um dos meus livros de época favoritos. Se eu fosse comparar este livro a algum outro, seria com Jane Ayre da Charlotte Brontë (que amo). Em ambos os livros, temos uma personagem forte, que sofre igual a uma condenada, mas que tem um lindo final.

Babi nos apresenta Kathelyn Stanwell que, apesar de ser a filha de um conde, não se importa com títulos de nobreza e, por esse motivo, já decidiu que só se casará por amor (para desespero de seu pai). Ela é muito alegre, descontraída e extrovertida, e vive tendo uns ataques de risos que a colocam sempre em confusão. E é por uma dessas confusões que Katlelyn só foi a um baile até agora, pois estava em um longo castigo, que tem atrapalhado a sua grande temporada de bailes.

Mas acontecerá um grande baile de máscaras e ela tanto insiste, que seu pai a libera para ir, achando que ela poderá encontrar um bom partido. Porém suas intenções eram outras. Kathelyn é apaixonada por artes e descobriu que na casa onde ocorrerá o baile tem uma sala abarrotada de relíquias, quadros e estátuas.

Então quando chega a tal sala, é claro, está fechada, mas um amigo de infância, filho da cozinheira, a ensinou a abrir fechaduras (vai que um dia ela precise, né?!). E ela usando grampos, arromba a fechadura e se delicia com as relíquias, porém ela é surpreendida por um mascarado todo de negro, que ela apelidou de Falcão. E entre conversas, alfinetadas e ameaças, acaba surgindo um clima entre os dois.

Kathelyn é muito comportada, mas vê aí a sua chance de experimentar coisas novas, afinal está mascarada e ninguém a reconhecerá, e como o Falcão deve ser um serviçal, ela não vê mal algum em se esgueirar pelo jardim com ele.

Duque Arthur Harold decidiu que é hora de se casar, mas antes vai aproveitar o baile de máscaras para ver as relíquias que acabou de ganhar em um jogo de cartas. Mas ao se deparar com uma linda moça na tal sala, fica todo desconfiado, mas logo percebe que a bela dama adora as artes e tem um gosto muito parecido com o dele. E como ela não rejeitou o seu convite para o jardim, logo imagina que deve ser uma cortesã.

Ele nunca conheceu alguém que se desfizesse de seu título dessa maneira. Devia estar irritado, mas no lugar estava... Fascinado.

No jardim eles se beijam e, quando a coisa começa a esquentar, Kathelyn foge em disparada.

Arthur logo começa a sua busca pela tal dama misteriosa, e quando ele descobre que a tal dama é a filha de um conde, ingênua e ardilosa, mais que depressa firma compromisso com o pai da moça em segredo. Ele quer a total liberdade para cortejá-la, porém ela pode ir aos bailes que aconteceram, mas sem que possíveis interessados a cortejem além dele.

Arthur se vê completamente encantado com as artimanhas e geniosidade da moça e tem a certeza de que este casamento tem tudo para dar certo. Mas nenhum dos dois está preparado para a avalanche de inveja e intriga que esta união pode desencadear.

Kathelyn fica apreensiva com a proximidade do Duque, mas acaba se apaixonando perdidamente por ele, e decide que se ele investir no relacionamento acabará aceitando o pedido e se casando com ele.

Mas, nas vésperas do casamento, sua vida muda radicalmente, por inveja, e um grande (enorme) mal entendido. Ela se mete em uma confusão que seria cômica se não fosse trágica. Kathelyn se vê desamparada com uma mão na frente e outra atrás. Contando somente com o apoio de duas pessoas muito queridas. Tendo somente a chance de tentar um recomeço. E é isso que ela faz.

Arthur tirou os cabelos grudados pelo suor em sua face e a olhou com tanta paixão que ela acreditou ter encontrado tudo o que sempre faltou no mundo.

Este recomeço é regado de muita confusão e superação. Mas também de muita alegria, pois ela consegue realizar um grande sonho que jamais poderia ser realizado em Londres.
E quando ela acha que enfim conseguiu conquistar a sua feliz normalidade... Aparece em um baile de máscaras em Paris, um mascarado todo de negro, e ela sabe, com certeza, de que se trata do Falcão mais uma vez. A partir daí se desenrola uma trama cheia de desentendimentos, paixão, vingança, descobertas, muitos arrependimentos e perdão.

Babi soube fazer uma historia fantástica digna de um romance clássico de época, foi tudo dosado na medida certa (apesar de eu achar que a pobre Kathelyn sofreu mais do que merecia, morri de pena dela em vários momentos). Também fui surpreendida e arrebatada com os vários acontecimentos. O livro é recheado de reviravoltas e todas as minhas suposições foram quebradas ao virar as páginas. Este livro foge totalmente dos atuais romances de épocas, que são levinhos e com uma intrigazinha e muito sexo. Neste livro de 432 páginas, você com certeza vai sorrir, sofrer e se emocionar em grandes proporções. Um romance surpreendente e arrebatador.




Nota :: 


Informações Técnicas do livro

A Promessa da Rosa
Flores da Temporada #1
Ano: 2015
Páginas: 432
Editora: Novo Século
Sinopse:
Século XIX: Status, vestidos pomposos, carruagens, bailes… Kathelyn Stanwell, a irresistível filha de um conde, seria a debutante perfeita, exceto pelo fato de que ela detesta a nobreza; é corajosa, idealista e geniosa. Nutre o sonho de ser livre para escolher o próprio destino, dentre eles inclui o de não casar-se cedo. No entanto, em um baile de máscaras, um homem intrigante entra em cena… Arthur Harold é bonito, rico e obstinado.
Supondo, por sua aparência, que ele não pertence ao seu mundo, à impulsiva Kathelyn o convida a entrar no jardim – passeio proibido para jovens damas. Nunca mais se veriam, ela estava segura disso. Entretanto, ele é: o nono duque de Belmont, alguém bem diferente do homem que idealizava, só que, de um instante a outro, o que parecia a aventura de uma noite, se transforma em uma paixão sem limites.
Porém, a traição causada pela inveja e uma sucessão de mal-entendidos dão origem ao ciúme e muitas reviravoltas. Kathelyn será desafiada, não mais pelas regras sociais ou pelo direito de trilhar o próprio caminho, e sim, pela a única coisa capaz de vencer até mesmo a sua força de vontade e enorme teimosia: o seu coração.


Confira também:

12/02/2020

Resenha :: Por Você (Libertinos #1)

fevereiro 12, 2020 3 Comentarios

De ficar louca de amor!

Conheci a Silvana pelo Facebook, durante a divulgação de Por Você. Gente, vocês não fazem ideia de como essa capa linda chamou a minha atenção! Vamos conhecer um pouco do primeiro livro dessa série maravilhosa?!

Como falei, me apaixonei pelo livro antes mesmo de começar a leitura. Leitura essa que fiz em um dia e meio (tive que parar para trabalhar né, gente?! Rs). Por Você é um romance de época que se passa, como a grande maioria dos livros do gênero, em Londres. E como todo bom romance, há um casal forte! E posso acrescentar ao casal, Juliet e Tristan, mais um adjetivo: sagaz! Ela, uma mocinha que vem do interior para uma temporada em Londres acompanhada apenas de sua dama de companhia. Ele, um libertino (é o que as fofocas falam) lindo e muito cativante.

O que esperar de um baile que dura já há dias? Era isso que Tristan estava pensando quando percebe a bela Juliet no canto do salão. Uma única dança! Foi o necessário para ambos perceberem que algo de diferente entre eles existia. Com Tristan, ela se sentia mais à vontade do que com qualquer outra pessoa. Ela poderia ser ela mesma. Sem reservas, sem “pudor”. Porém, em cada lugar que ia, sempre tinha alguém para “avisar” que o melhor era ficar longe de Tristan. Mas, Juliet não levou isso tão a sério! Entretanto, esses rumores poderiam vir a ter algum fundo de verdade? Poderia Tristan estar apenas usando a jovem donzela?

Gostei muito do livro e do desenrolar da história. Como podemos ler na sinopse, algo bem ruim acontece quando pensamos que está tudo lindo e maravilhoso! Juro que nessa parte do livro me deu uma dor no coração. Uma verdadeira angústia! Poderia, então, o amor de Juliet ser suficiente para salvar Tristan e juntos reconquistarem o que se perdeu? Isso você só saberá lendo o e-book que está disponível na Amazon, ou a versão física disponível no site da Editora Portal. Não me xinguem, nem queiram o meu mal! Não posso contar!

Minhas impressões: Como falei anteriormente, nem tinha lido o livro e já havia sido conquistada por essa capa linda. Ao começar a leitura, fui inundada por inteiro por esse romance lindo! Tudo no livro é lindo e perfeito — no livro dois vamos ter mais do final! Desde o primeiro encontro de Tristan e Juliet no baile foi — digamos que incomum e muito inusitado — perfeito para eles, como eles.

O casal é ótimo junto. E o que é ótimo junto se torna maravilhoso quando Tristan e Juliet se juntam aos outros libertinos (como o melhor amigo de Tristan). A maneira com o amor deles nasce e vai crescendo é lindo! Como vencem seus medos, inseguranças e, principalmente, problemas é magnífico. Ah, eu adorei tudo!!

Espero que tenham gostado da resenha e que se interessem pelo livro como eu. Vale muito a pena apoiar os autores nacionais.

Beijos, Renara e baby Donatelo.


Nota :: 


Informações Técnicas do livro

Por você
Libertinos #1
Ano: 2018
Páginas: 200
Editora: Portal
Sinopse:
A partir do momento em que o libertino Tristan Smith convida a inexperiente Juliet Fiennes para dançar, tudo o que poderia ser considerado tradicional cai por terra.
Desde a forma como ele a conduz durante o bailado, até o modo como a pede em noivado, nada entre eles ocorre segundo as normas vigentes da época. E exatamente por isso o amor floresce espetacularmente entre os dois.
Usando de todos os métodos de sedução, o jovem empresário de origem nobre dribla seus rivais, e consegue vencer as resistências da dama, provando seu valor e enfim conquistando seu coração.
Mas quando tudo parece perfeito e encaminha-se para o final feliz típico dos contos de fadas, o inesperado acontece, e tudo muda. Como poderá o casal lidar com as dificuldades que surgem em seu caminho tentando mudar seu destino e destruir sua bela história de amor? Nesse romance, onde a força da persistência se entrelaça com a beleza do amor, descubra que às vezes o destino pode ser surpreendente!

10/02/2020

Resenha :: Sulwe

fevereiro 10, 2020 0 Comentarios

Oi, pessoal. Desde que eu vi que a Rocco iria lançar este livro escrito pela Lupita Nyong’o, eu tive vontade de lê-lo. Sobre ela nem preciso comentar muita coisa né?! Mesmo que você não tenha assistido nenhum filme que ela tenha participado, com certeza sabe que é uma artista fantástica, ganhadora do Oscar de melhor atriz coadjuvante, já em seu primeiro filme. Confesso que eu mesma ainda não vi nenhum filme feito por ela, acreditem... nem Pantera Negra, mas pretendo assistir. Porém mesmo assim tenho uma admiração enorme por ela como pessoa, uma mulher que buscou e conquistou aquilo que sonhava, superou as expectativas, creio eu, que dela mesma.

Este livro é uma história infantil, onde ela se inspirou em sua própria vida, para mostrar que seu valor e sua beleza não estão na cor da sua pele. É uma história que serve de inspiração tanto para meninas e meninos, independente de sua cor, mas que, com certeza, ajudará a melhorar o amor próprio e a autoconfiança em meninas que são negras, como é o caso da Sulwe.


Sulwe nasceu com a pele da cor da meia-noite.

Sulwe é uma menina que tem a cor da sua pele mais escura que a de toda a sua família, sua irmã possui um tom de pele que ela diz ser da cor do meio-dia e possuiu vários amigos, enquanto ela não brinca com ninguém e ainda sofre preconceito com a cor da sua pele. Por isso ela está muito triste e resolve tomar algumas atitudes para mudar sua cor e, por fim, faz uma oração a Deus pedindo para Ele realizar o seu desejo.

– Bem, você é linda aos meus olhos. Mas não pode depender da sua aparência, para que se sinta bonita, meu amor. A real beleza vem da sua mente e do seu coração. Começa pela forma como você vê a si mesma, não como os outros veem você.

Este livro narra uma parábola muito interessante para ilustrar como cada um tem valor, independente de sua característica física. Traz a todos uma lição de amor próprio fantástica. Ele merece ser lido para todas as crianças que, de alguma forma, se sentem feias devido a sua aparência, pode ser a cor da pele, do cabelo, etc.

Por ser um livro infantil a história é bem curtinha, mas a lição e valor dele são enormes, por isso nem posso falar muito, mas afirmo que é uma história que merece ser vista, isso mesmo, vista, as ilustrações trazem uma beleza e acréscimo à história sem medidas, ficaram maravilhosas, e lidas por todos.

Há muitos adultos, principalmente mulheres que ainda não se sentem bonitas como são. Se valorize, se ame, busque suas qualidades e não suas imperfeições que todos, absolutamente todos têm.

Obrigada a Rocco Pequenos Leitores por publicar no Brasil este livro e nos proporcionar o prazer de podermos vê-lo e lê-lo.

Boa leitura e até o próximo.

Carolina Finco


Nota :: 


Informações Técnicas do livro

Sulwe
Ilustração: Vashti Harrison
Ano: 2019
Páginas: 48
Editora: Rocco
Sinopse:
Sulwe significa estrela, daquelas que aparecem no céu da meia-noite. E quem não gostaria de ter um nome desses e de brilhar feito astro celeste? Para Sulwe nada disso tinha importância porque ela não tinha amigos e alguém sem amigos não é nem um pouco feliz. O que Sulwe queria mesmo era brilhar como outro astro: o sol, radiante feito a luz do meio-dia.
Entristecida por ter a pele escura feito noite, a menina não se parecia com ninguém de sua família e as outras crianças zombavam dela apelidando-a de nomes que a aprisionavam em sua pequena redoma de insatisfação. Decidida a clarear sua pele, Sulwe tentou de um tudo: a maior borracha que tinha, alimentos de cor clara e até a maquiagem de sua mãe.
Após não ter sua oração atendida por Deus, a menininha abre seu coração para sua mãe que apresenta a ela a mais bela história sobre ter orgulho de si mesma. Já que seu nome significa estrela, seu brilho e beleza estavam nela própria. Sua mente e seu coração eram os responsáveis pela real beleza que ia além do que o espelho mostrava e do que os olhos dos outros enxergavam.
Sulwe aprendeu que o dia e a noite, cada qual com suas características, precisam existir juntos. O dia para que as pessoas tenham energia para trabalhar, estudar e brincar. E a noite para que as pessoas possam descansar, dormir e sonhar. Sulwe aprendeu também que a noite se manifesta no dia através das sombras e o dia se manifesta na noite através dos raios de luar.
A pequena estrela entendeu que sua beleza é única. Sentiu-se radiante e forte para enfrentar o que quer que fosse pois sabia que seu brilho era capaz de levá-la a qualquer lugar. E se ainda assim ela precisasse se lembrar de sua força, bastava olhar para o céu no momento mais escuro da noite para ver a si mesma.

08/02/2020

Resenha :: A História de Jesus Para Quem Tem Pressa

fevereiro 08, 2020 2 Comentarios

Olá, leitores!!! Venho convidar vocês a conhecerem uma leitura que é para nos tirar da zona de conforto e nos fazer olhar a história de Jesus com outros olhos. Porque além de conhecer a divindade através da religião, somos convidados a conhecer e entender um pouco do Jesus histórico. Homem que, inegavelmente, existiu e está registrado em documentos históricos, tanto Judeus, quanto Romanos.

Com uma divisão em 5 tópicos, somos convidados a olhar a figura de Jesus sob diversas perspectivas, para nos aproximarmos da real persona que andou sobre a Terra, com suas mensagens que mudaram a história da humanidade.  


No primeiro, somos levados a pensar na fisionomia de Jesus e como, ao longo dos anos, sua história foi contada e, por vezes, alguma linha de pensamento tentou moldar, a sua própria vontade, quem é Jesus. Uma das linhas que o autor aborda, para dar suporte a essa linha de pensamento, é o fato de Jesus ser retratado louro e branco, tendo sua imagem retratando a imagem europeia e não de um homem que era judeu.

Porque foi subindo como renovo perante ele, e como raiz de uma terra seca; não tinha beleza nem formosura e, olhando nós para ele, não havia boa aparência nele, para que o desejássemos.

A proposta do autor é algo que deve ser levado em consideração durante a leitura. Ele faz um convite para estudar a figura de Jesus usando como foco o Jesus retratado nos 04 evangelhos e, claro, à luz das palavras de João e Paulo. Sendo assim, não levando em conta os textos proféticos do antigo testamento, e nem a esse próprio quanto a Jesus. Apenas ao que se refere ao povo Judeu.


O segundo capítulo é dedicado à presença de Jesus na literatura do cristianismo pós sua morte (e para mim ressurreição), de como cada um dos evangelhos traz uma faceta de Jesus, ao mesmo tempo comum e única em cada um deles. Fundamentando, cada um, uma fase do cristianismo que juntos formam a base do todo.

Eu estranhei por esse motivo algumas passagens, mas, dentro da abordagem adotada, fizeram sentido e, de certa maneira, leva a uma reflexão mais profunda de alguns temas. Como o próprio autor diz, Jesus não pode ser uma tela em branco pintada a vontade de quem a vê e sim, devemos aceitar a imagem que Ele tem.

No terceiro capítulo, o autor propõe uma abordagem de Jesus como um ser que é imaginado e moldado a vontade das culturas em que é cultuado, ao ter sua mensagem trazida ao ocidente. Eu observei que a mesma abordagem pode ser feita com qualquer divindade, porém nenhuma delas tem a força histórica de Jesus Cristo, nem mesmo sua influência na história e na vida das pessoas.

Os capítulos quatro e cinco trazem uma abordagem mais moderna, tanto de estudos quanto de crenças; a busca tanto pela fé, quanto pela negação ou afirmação da não crença. Com essa história se colocando como um guia para um estudo de cada abordagem. Não de forma profunda, porém referencial desse processo. E deixando o convite que o leitor encontre a Jesus e o conheça ou reconheça.


Por fim, deixo a ressalva de que não consegui aceitar a proposta de desconsiderar os textos do antigo testamento a respeito de Jesus. Terminei a leitura com a certeza que essa abordagem faz sentido quanto ao Jesus "histórico", mas não a divindade. Porque o profeta Isaías não é chamado Messiânico à toa, e várias de suas profecias se cumpriram na vida e morte de Jesus, atestando que Ele é o Cristo.

Eu sou Cristã, creio em Jesus como filho de Deus e, com isso, quero dizer que é uma leitura interessante sob diversas formas, e que não é porque alguém escreveu que abala a fé de nenhum cristão. Mas vi e vejo como um convite à reflexão, em especial, para os 30 anos anteriores ao ministério de Jesus, afinal, como bem sabemos, Ele foi crucificado aos 33 e, para minha fé, ali morreu o Jesus-Homem para ressuscitar e reinar o Filho de Deus.


Sobre a edição: alguns termos ganharam um destaque bem-vindo e, além do significado, uma breve explicação. Notas de rodapé e indicação de outras obras ao fim de cada parte, também merecem destaque. O livro tem folhas brancas, ótima diagramação e ilustrações que acrescentam a leitura.


Nota :: 


Informações Técnicas do livro

A História de Jesus para Quem Tem Pressa
Do Jesus histórico ao divino Jesus Cristo!
Anthony Le Donne
Ano: 2019
Páginas: 208
Editora: Valentina
Sinopse:
Nestas páginas, você conhecerá as muitas faces de Jesus. Conhecerá o franzino trabalhador (diarista) de cabelos curtos, sem barba e sem alguns dentes. Conhecerá o simbólico cordeiro sacrificial da imaginação de João. Conhecerá o homem-deus das controvérsias do cristianismo primitivo. Conhecerá o chefe guerreiro da poesia viking. Conhecerá a inspiração das artes. Em suma, conhecerá um Jesus encarnado e reencarnado nestes últimos 2.000 anos.
A História de Jesus para Quem Tem Pressa conta a história da vida de Jesus, do homem e de seu duradouro legado. Separando fatos de ficção, o Professor Le Donne põe Jesus no contexto da vida político-cultural judaica no século 1 e analisa debates sobre seu status de “Filho de Deus” entre os cristãos primitivos.
Le Donne faz um tour pela arte medieval europeia, pelos casos de revisionismo histórico, pelos memes contemporâneos das redes sociais, e compara os vários tipos culturais de Jesus no pensamento iluminista e pós-iluminista. Este guia estimulante, de fácil leitura e compreensão, analisa a grande influência de uma das personalidades mais cultural e artisticamente retratadas, estudadas, cultuadas e comentadas da história da humanidade.


Para a Editora Valentina, leitura é, acima de tudo, entretenimento.
Olho vivo e faro fino.
Esse é, na verdade, o lema de todo grande editor. E a pinscher dessa editora encarna esse lema como ninguém.

06/02/2020

Resenha :: O Marido do Meu Irmão

fevereiro 06, 2020 0 Comentarios

Eu ganhei um mangá da minha amiga Juliana, que acabou sendo uma das melhores surpresas de 2019. Estou falando de O Marido do Meu Irmão, de Gengoroh Tagame, publicado no Brasil em dois volumes pela Editora Panini.

Os dois volumes de O Marido do Meu Irmão acompanham as três semanas que o canadense Mike conviveu com Yaichi e sua filha Kana. Yaichi não falava com o irmão gêmeo desde que ele se assumiu e decidiu ir morar no Canadá. Lá, Ryoji conheceu Mike e os dois se casaram. Algum tempo depois de Ryoji falecer, Mike decide viajar até o Japão para conhecer o cunhado e a sobrinha.

A jovem Kana se encanta imediatamente pelo tio estrangeiro, mas Yaichi se mantém cauteloso. Ele tem medo do que as pessoas podem achar dessa convivência inusitada. Com o tempo, a percepção de Yaichi em relação a Mike começa a mudar e ele tem a oportunidade de conhecer verdadeiramente o irmão gay através dos olhos de Mike.


Os personagens são incríveis e apaixonantes. Kana é uma menina esperta, curiosa e carinhosa. Mike é um verdadeiro urso. Grandão, ruivo e peludo. Yaichi é mais introvertido, mas a forma como ele cuida da filha é cativante.

Gengoroh Tagame é o pseudônimo de um historiador de arte que desenha mangás gay japonês. Ele é mais conhecido por suas obras sobre sadomasoquismo e violência sexual, mas, aqui, ele opta pelo sentimento.

O Marido do Meu Irmão é de uma sensibilidade ímpar e me emocionou em diversos momentos. Tem páginas sem diálogo algum que são capazes de atingir direto no coração. Esse mangá LGBTQ+ é uma emocionante história familiar sobre amor e preconceito.

Eu gosto de mangás, mas não sou um leitor assíduo. Conheço pouco essa forma de arte, entretanto, histórias como O Marido do Meu Irmão me fazem querer conhecer e ler mais.

See you Again.


Nota :: 


Informações Técnicas do Volume 1

O Marido do Meu Irmão 1
Gengoroh Tagame 
Ano: 2019
Páginas: 368
Editora: Panini
Sinopse:
A obra se passa na casa de Yaichi, um pai solteiro que vive com sua filha Kana. Dentro da sociedade típica japonesa um pai que cozinha e cuida de uma filha sozinho já é uma exceção, quando mais tarde é informado que ele é na verdade divorciado, mas ficou com a guarda da criança, você se vê apresentado a um personagem “moderno”, que já não vive naquela típica família tradicional japonesa. Entretanto essa modernidade não o protege de seus preconceitos.
Um dia Yaichi é visitado por Mike, o marido canadense de seu falecido irmão gêmeo, que até então ele fingia não existir. Com essa “invasão” na sua vida, Yaichi passa a questionar seus valores, posições e próprios preconceitos. Embora a história se foque em Yaichi, ele também explora a reação da criança ainda intocada pelo preconceito e curiosa, do gay assumido que tem que lidar com os julgamentos da sociedade e da própria comunidade que julga nas sombras.
Com a estadia prolongada de Mike, a confusão se instala dentro de Yaichi e ele passa a ter batalhas internas diárias, inclusive se questionando sobre o que aconteceria se Kana crescesse e um dia se casasse com outra mulher.


Informações Técnicas do Volume 2

O Marido do Meu Irmão 2
Gengoroh Tagame 
Ano: 2019
Páginas: 368
Editora: Panini
Sinopse:
Passando alguns dias a três, a percepção de Yaichi em relação ao seu falecido irmão gay, Ryoji, e Mike, seu cunhado, começa a mudar. Ao mesmo tempo, um colega da época de colegial vem fazer uma visita... Uma reconfortante, e por vezes dolorosa, história de família.