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04/12/2019

Resenha :: Reino dos Morcegos

dezembro 04, 2019 0 Comentarios


O jornalista capixaba Romulo Felippe recebeu ótimas críticas com o seu livro de estreia. Monge Guerreiro foi eleito o Melhor Livro de Fantasia Nacional em 2017 pelo Reino dos Livros (o maior grupo literário da América Latina). Em Reino dos Morcegos, o autor nos transporta para o sul da França, em plena Idade Média, onde vive um morceguinho albino super-simpático e aventureiro.


O ano é 1234 e os morcegos são proibidos de voar para dentro das muralhas de Carcassone, o Reino dos Homens, mas Frederico, também conhecido como Fred ou Morceguito, não é muito de seguir ordens. A corvo Ming e o esquilo-voador Sorrateiro são irmãos adotivos de Morceguito e os 3 estão sempre aprontando para desespero do Rei Joshua.

Antes do seu nascimento, “Príncipe Branco”, circulava por Carcassone uma antiga profecia. Nela, dizia-se que a vinda de um morcego mudaria o mundo. Que esse ser iluminado lideraria seu povo em uma aliança de paz entre mamíferos voadores e os seres humanos.

Morceguito vai contar com a ajuda do príncipe Frank e da princesa Yasmin de Carcassone para cumprir a profecia, mas precisa tomar muito cuidado com a bruxa Maldiva e seus capangas, o falcão Caçador e o gato Trevas.


Quando a gente pega Reino dos Morcegos nas mãos, não tem como não ficar encantado com a edição maravilhosa da editora Cavaleiro Negro. O livro tem capa dura e folhas amareladas de gramatura maior do que o normal. As letras e o espaçamento colaboram para uma leitura prazerosa e as belas ilustrações feitas pela venezuelana Elizabeth Lara deixam o livro ainda mais lindo. 

O texto de Romulo Felippe é uma delícia e os personagens, adoráveis! Adoro quando o autor não menospreza seus leitores. Só porque são crianças e adolescentes, não significa que são limitados. O autor fala sobre temas importantes, como: família (mesmo que não seja a de sangue), lealdade, amizade e amor. 

O livro traz ainda um prefácio escrito pela autora Sarah Cohen, de O Menino do Outro Mundo. O texto é tão rico que não parece ter sido escrito por uma menina de apenas 12 anos. No final, o autor Rômulo Felippe explica um pouco mais sobre a importância dos morcegos para o nosso planeta, assim como a história real de Carcassone. 


A aventura infanto-juvenil Reino dos Morcegos é para as crianças de todas as idades. Uma aventura mágica, encantadora e muito divertida. 

Com amor, André


Nota :: 


Informações Técnicas do livro

Reino dos Morcegos
Ano: 2018
Páginas: 152
Editora: Cavaleiro Negro
Sinopse:
Morcegos estão proibidos de voar para dentro das muralhas de Carcassone, mas cabe a Frederico, um corajoso morcego albino, cumprir a profecia e selar a paz entre homens e morcegos.


 _____Sobre o Autor_____


Romulo Felippe



Romulo Felippe é jornalista e escritor. Nasceu em 27 de abril de 1974, em Cachoeiro de Itapemirim (ES). Começou a escrever poemas e crônicas sob as influências de Manuel Bandeira e Rubem Braga a partir dos 8 anos, colaborando para os jornais locais Correio do Sul e Arauto. Aos 13 anos veio o primeiro emprego como repórter do jornal O Brado. Aos 18 foi co-fundador do jornal Folha do E. Santo, que nos anos seguintes tornou-se diário. Trabalhou um ano como repórter televisivo da filial da Rede Globo. Tornou-se editor do semanário Hora H. Passou um ano como corresponde do jornal O Dia, na época com um milhão de exemplares diários, cobrindo o Norte/Noroeste fluminense. No ano seguinte assumiu a secretaria de Comunicação de Guaçuí, assinando também como editor do jornal O Espírito Santo Na sequência virou sócio e editor da revista Opinião. Assumiu como Diretor de Redação do jornal Diário Capixaba. Editor das revistas Test-Drive e Moto-Test. Diretor de Redação da Revista Viver!. Diretor de Redação da Revista Caminhões. Lançou seu livro de estreia, “Monge Guerreiro”, aclamado pela crítica especializada e eleito o “Melhor livro nacional em 2017”, segundo pesquisa realizado pelo Reino dos Livros (o maior grupo literário da América Latina). Em 2017 celebrou três décadas dedicadas ao jornalismo, com coberturas realizadas em mais de 16 países e em todos os estados brasileiros Casado com a empresário Svetlana Bertolo Felippe, é pai de três filhos (Felippe, Giuseppe e Gianluca) e padrasto de mais dois (Ana Paula e Henrique). Contrato assinado para relançar “Monge Guerreiro” em 2018 no Brasil pela paulista Cavaleiro Negro e também na Europa em edição especial com capa dura, pela italiana Newton Comptom Editori. Autor convidado da Bienal Rio 2017 na mesa “Publiquei! E agora?”. Reside na ilha de Vitória, no Espírito Santo.

02/12/2019

Resenha :: Doce Paixão (Irmãos Borella #1)

dezembro 02, 2019 3 Comentarios

Uma história cheia de carisma que vai trazer o sabor do amor para os dissabores da vida.

E assim começo falando sobre essa história, que me trouxe algo que faz algum tempo que não via em um romance contemporâneo: a capacidade de, em poucas palavras, dizer tanto e tocar de forma tão intensa meu coração.

Entre sorrisos e olhares, a simples aproximação foi suficiente para que Ari se perdesse e Giuliano se encontrasse. E com a simplicidade, veio a verdade da história, dos personagens e, principalmente, o que poderia ser um clichê, se tornou algo tão possível, tão verdadeiro que me colocou no lugar da Ari e me fez sentir tanto e tantas coisas com a narrativa alternada entre eles.

Olho para o lado e vejo minha doce namorada olhando para mim com aquele sorriso que tem guardado só para momentos como esse. Quando a calmaria toma conta do ambiente e as palavras não são necessárias para dizer o que sentimos um pelo outro.

Narrado por Ariana e ora por Giuliano, a história foi sendo contada de uma forma doce, envolvente e, principalmente, deliciosa. Com toques de humor, realidade e muita sensualidade, Doce Paixão mostra que as inseguranças nos acompanham, sejam por ter sido magoada por se ser como é ou por estar em um terreno novo, maravilhoso e totalmente assustador do primeiro amor.

— Seu olhar travesso com o sorriso de lado pecaminoso quase me faz perder a fome. — Huhumm! — Respondo ao saborear meu lanche.

Outro ponto realmente surpreendente foi a Giuliano nos apresentar uma São Paulo não muito conhecida, apesar de estar ao lado de bairros badalados como Vila Mariana e entorno. Porém, ouvir meu marido paulistano falar disso deixou a leitura ainda mais prazerosa com as curiosidades por ele apresentadas.

As formas como as cenas de amor do casal são narradas, estão na medida para passarem o momento do casal sem serem eróticas ou descritivas demais, a intensidade dos sentimentos "fala" mais que o ato e torna tudo ainda mais real e sedutor.

— Ouça-me bem, não importa o que ou quem fale algo sobre você, isso não muda o fato de que a quero comigo, desde que me queira também.

Os personagens secundários causam empatia e simpatia de forma tão rápida que não ficam de forma nenhuma superficiais, pelo contrário, se tornam partes importantes da história e deixam aquela curiosidade para saber mais sobre eles.

Eu sinceramente estou completamente apaixonada por esse casal que descobriu no amor do olhar do outro as suas qualidades e a segurança que precisavam para saber que serem o que são, basta para ser feliz e fazer feliz o outro. E já quero ler o próximo livro, Laços e Abraços. Boa leitura, divirtam-se.


Nota ::  


Informações Técnicas do livro

Doce Paixão
Irmãos Borella #1
Ano: 2017
Páginas: 85
Editora: Independente
Sinopse:
Quando você olha a multidão e só consegue notar uma pessoa...
Giuliano não esperava pelo amor. Ariana só queria amar.
Ele acreditou que ela não era para ele e ela não queria ser só mais uma na fila do doce padeiro.
Entre sorrisos e olhares, a simples aproximação foi suficiente para que Ari se perdesse e Giuliano se encontrasse.
Uma história cheia de carisma que vai trazer o sabor do amor para os dissabores da vida.


_____Sobre a Autora_____

Danda de Alencar



Escritora cearense, apaixonada por romances, fantasia, drama!!! Nasceu no dia 12 de junho, não sabe se ser geminiana é uma bênção tão grande, mas como nasceu no dia dos namorados, é uma romântica irreparável, vive sonhando com seus personagens favoritos, e verdade seja dita, às vezes, prefere um livro do que uma pessoa, e também costuma escrever coisas sem nexo, que só ela entende o que significa, pode-se dizer que é apenas humana? Mas na verdade ela é mesmo meio louca, nada de mais!

29/11/2019

Resenha :: Um Reino de Sonhos

novembro 29, 2019 0 Comentarios

Oi, pessoal. Hoje vou falar do primeiro livro da Trilogia WestmorelandUm Reino de Sonhos, da autora Judith MacNaught, lançado pela Bertrand Brasil. Confesso que sou fã desta autora há muitos anos e que fiquei muito feliz com o lançamento desta trilogia para poder adquiri-la, pois eu já havia lido e simplesmente amo as histórias e o jeito de escrever da Judith; tanto seus romances de época, como os contemporâneos.

Com esta releitura, percebi que o nosso ânimo influencia bastante no gostar ou não tanto de um personagem, como da história em si. Logo no início da leitura estava tomando certo ranço da mocinha, mas fui em frente porque eu já sabia se tratar de uma história fantástica. As personalidades dos personagens vão sendo descritas ao longo da narrativa, assim você tem a oportunidade de ir reavaliando sua opinião sobre os mesmos. Este é um romance medieval, e autora utiliza os conflitos entre a Inglaterra e Escócia para inserir o enredo de sua história de maneira muito verdadeira para o que acontecia de verdade na época.

Jennifer Merrick é uma jovem podemos dizer que única. Ela é condessa por herança da sua mãe, já que na Escócia as mulheres podiam herdar títulos de nobreza. Seu clã é apoiador do Rei Tiago da Escócia e tem verdadeiro horror para com os ingleses. Sua personalidade forte e a inveja de seu meio irmão para com ela, a levou a ser mandada para um convento pelo seu pai, juntamente com sua meia irmã mais nova. Ela é uma jovem menosprezada por seu pai, que a utiliza apenas como um pião, afinal ela não passa de uma mulher, também é menosprezada pelo seu clã, mas apesar de tudo isto, tudo o que ela sonha é reconquistar o amor e respeito de todos. Já havia se passado dois anos que tinha ido para o convento, quando recebe a notícia que irá finalmente retornar para casa, porém, ela não contava ser raptada, juntamente com sua irmã, pelo maior inimigo de todos os clãs escoceses, o Lobo Negro.

— Eu realmente não sou orgulhosa — disse ela com um sorriso encantador, bem ciente de que ele estava, sem dúvida, referindo-se à sua aceitação tardia e nem um pouco amável da trégua que lhe oferecia. — Sou apenas decidida, acho. Teimosa também. E voluntariosa. Mas não orgulhosa.
— Os rumores e minha própria experiência com você me levariam a pensar o contrário.

Royce Westmoreland é um cavaleiro do rei da Inglaterra, temido por todos em batalha por ser considerado invencível, e quando seu irmão lhe entrega de bandeja as filhas do inimigo do seu Rei, ele planeja então usá-las. Ele só não contava com todos os transtornos que a filha mais velha lhe traria, porém é justamente o desafio e falta de medo dela para com ele que desperta os seus desejos, afinal existe diversos tipos de batalha, e nada melhor do que domar um potro selvagem em forma de mulher. Mas isto lhe traz mais problemas do que ele desejava para com o seu soberano.

Royce se perguntava, com o cenho fechado, como era possível que intimidasse cavaleiros, nobres, escudeiros e soldados endurecidos pela batalha a fazerem o que ordenava com um único olhar, mas não conseguia forçar uma jovem escocesa teimosa e desafiadora a se comportar. Ela era tão imprevisível que tornava impossível antecipar sua reação a qualquer coisa. Era impulsiva e obstinada, e lhe faltava completamente com o respeito que cabia a uma esposa.

O desenrolar de toda a história é impressionante, com personagens secundários maravilhosos e uma narrativa extremamente detalhista. Esta não é uma história fofa, pelo contrário, é extremante forte, com umas partes cômicas para dar aquela leveza. O final para mim foi espetacular e por isso recomendo que você persista na leitura até o fim.

Esta nova edição da Bertrand está maravilhosa em todos os sentidos, papel, diagramação, tradução e capa. Esta é uma história 4,5/5.

Boa leitura,

Carol Finco


Nota ::  4,5


Informações Técnicas do livro

Um Reino de Sonhos
Um romance da Dinastia Westmoreland
Dinastia Westmoreland #1
Ano: 2018
Páginas: 378
Editora: Bertrand Brasil
Sinopse:
Royce Westmoreland, o “Lobo Negro”, é enviado pelo rei da Inglaterra para invadir a Escócia. Quando seu irmão, Stefan, sequestra Jennifer e Brenna Merrick, filhas de um lorde escocês, do convento onde vivem, as vidas de Royce e Jennifer se entrelaçam. Ele, um poderoso guerreiro que já ganhou muitas batalhas, não vê a hora de encontrar uma mulher que o amará pelo homem que é, não pelo medo inspirado por sua lenda. Ela, uma jovem rebelde em busca do amor e da aceitação de seu clã, mesmo na condição de prisioneira, não se deixa abalar pela fama de seu arrogante captor.
Conforme os conflitos entre os dois se tornam mais frequentes, a urgência de se entregarem um ao outro só aumenta. Certa noite, quando ele a toma apaixonadamente nos braços, desperta nela um desejo irresistível. Mas, se Jennifer seguir seu coração, perderá tudo aquilo pelo que vem lutando e jurou honrar.

27/11/2019

Resenha :: Luva Vermelha (Mestres da Maldição #2)

novembro 27, 2019 0 Comentarios

  Pode conter spoiler do livro anterior.

Confira a resenha do primeiro livro da trilogia!


O segundo livro da trilogia “Mestres da Maldição” consegue ser tão bom quanto o primeiro, não se tem o erro da maioria das séries ou trilogias de uma continuação morna, os acontecimentos aqui estão um pouco mais acelerados.

Só um monstro faria isso, mas eu já sei que sou um monstro.

Principalmente falando do protagonista que se mostra bem mais inteligente agora. Uma das poucas coisas que me incomodou em Gata Branca era que ele se descrevia bem melhor golpista do que realmente mostrava, mas Luva Vermelha traz um Cassel verdadeiramente esperto e com menos erros na hora do golpe. (Sim, ele age de forma completamente ilegal, mas torcemos mesmo assim)

— Você sempre foi bom, Cassel — comenta ele ao fechar a porta. — Não faço ideia de como ficou assim. Você simplesmente ficou. Como o garoto Cooper maluco. Não consegue controlar.
— Não sou bom — falo. — Eu manipulo todo mundo. Todo mundo. O tempo todo.
Ele solta uma risada.
— A bondade não vem de graça.

Nessa sequência, Cassel tenta seguir a vida depois de descobrir que é um dos mestres mais poderosos que existe, e era usado por seus irmãos sem que desconfiasse, mas agora as coisas se tornaram bem mais difíceis depois de uma morte misteriosa. Ele se vê preso entre Máfia e o FBI e sabe quanto se tornou alguém valioso. 

— A magia nos dá muitas escolhas — diz vovô. — A maioria delas é ruim.
[…] Eu me pergunto se esse é meu futuro. Escolhas ruins. Porque sem dúvida se parece muito com o meu presente.

Com a família que nosso protagonista tem quem precisa de inimigos? Eu realmente amo esse desenvolvimento familiar que Holly Black criou. Está tudo tão bem conectado que não podemos rotular os personagens como bons ou maus, apesar de coisas visivelmente imperdoáveis terem sido feitas, todos são tão interessantes que no livro dificilmente odiamos a persona, apenas as atitudes. 

Achei que jamais conseguiria trair minha família, jamais enfeitiçaria quem amo, jamais mataria alguém, jamais seria como Philip, mas me torno a cada dia mais parecido com ele. A vida é cheia de oportunidades para tomar decisões ruins que parecem boas. E, depois da primeira, o resto fica bem mais fácil.

O enredo romântico de Cassel e Lila foi desenvolvido bem melhor do que eu esperava. Depois daquele final em Gata Branca tive receio de que atitudes clichês seriam exageradamente reproduzidas em Luva Vermelha. Apesar de achar que Lila acabou perdendo um pouco de sua força de personalidade que tinha demonstrado antes por conta de estar enfeitiçada, fiquei receosa do que seria feito da relação dos dois. Mas agora estou receosa com o que ficou em aberto enquanto a isso para o último livro da trilogia, rs. 

Dói pensar nela, mas não consigo parar. Tem que doer. Afinal, o inferno é para ser quente.

Tirando a história central do que ficou em torno desse livro, muitos dos acontecimentos em relação aos personagens ficaram em aberto para serem melhor trabalhados na continuação, além de terem sido uma grande ponte para conectar mais ainda os personagens e a história em si, não tem muito o que falar sem soltar grandes spoilers (evitamos isso aqui, rs).

Então minha opinião até agora é que essa série está valendo muito a pena. E se você está em dúvida em continuar ou não a trilogia, te garanto que tudo só tem a melhorar. Vamos confiar em Holly Black e ver o que ela nos apresentará  com o grande finale em Alma Negra

A verdade é confusa. É crua e desconfortável. Não se pode culpar as pessoas por preferirem mentiras.


Nota :: 


Informações Técnicas do livro

Luva Vermelha
Mestres da Maldição #2
Ano: 2014
Páginas: 368
Editora: Rocco
Sinopse:
Maldições e golpes. Magia e máfia. No mundo de Cassel, tudo caminha junto. Cassel sempre se viu como um cara comum, até perceber que sua memória era manipulada pelos irmãos. Agora ele sabe a verdade: é um mestre da maldição muito poderoso. Um toque de sua mão pode transformar qualquer coisa – ou qualquer um – no que ele quiser.
Quando seu irmão mais velho é assassinado, os Federais recrutam Cassel para ajudar a desvendar a única pista: imagens da cena do crime de uma mulher usando luvas vermelhas. Mas a máfia também está atrás de Cassel – sabe o quão valioso ele pode ser.
Para sobreviver, Cassel terá que ficar um passo à frente tanto da lei quanto da máfia. Mas a quem ele deve recorrer se não pode confiar em ninguém – menos ainda em si mesmo? O amor é uma maldição, e o golpe é a única vantagem em um jogo perigoso demais para perder. Conseguirá Cassel escapar das garras da lei e da máfia, terminando o ano letivo na exclusiva escola Wallingford como a maioria dos outros alunos, cujas grandes preocupações são a formatura e a matrícula na faculdade? A amizade com Sam e Daneca resistirá aos segredos que envolvem o jovem mestre da transformação?
Em uma narrativa recheada de ação e mistério, Holly Black prende a atenção dos leitores e mostra que o amor pode ser uma maldição e a confiança o único caminho em um universo onde nem sempre as coisas são o que parecem. As apostas estão cada vez mais altas nesta fascinante sequência de Gata branca, da série Mestres da Maldição.

25/11/2019

Resenha :: Um Gato de Rua Chamado Bob

novembro 25, 2019 0 Comentarios

Peguei esse livro porque queria algo leve, tinha me prometido ler antes do filme e sinceramente, enfim, li o livro em 3 horas. Vamos ao livro? Foi escrito em primeira pessoa. James Bowen conta a história de sua vida a partir do momento que ele encontra Bob. 

Antes de tudo, quero dizer que James foi super feliz em sua maneira de contar a história de sua vida com o Bob. Quando ele encontrou Bob, ambos estavam em um mau momento. Eu particularmente penso que o gato o encontrou, mas enfim. A questão é que ele (James) podia ter escrito sobre sua heroica luta contra as drogas e toda sua triste situação. Não, ele não fez isso, o que foi maravilhoso.

Todo mundo precisa de um tempo, todo mundo merece uma segunda chance. Bob e eu agarramos a nossa...

Você passa a leitura com o ponto de vista de quem viveu nas ruas, seja por uma fuga ou outro motivo. Seja humano ou animal. Contudo ele se apega sobre a luta por sobreviver, mas de maneira digna, bem. De se fazer pequenas grandes escolhas, como por exemplo: “Então adotar ou não aquele gato?”. Sobre o amor incondicional que alguém é capaz de sentir. De dar e receber. O amor é o único sentimento que quanto mais se dá, mais se recebe. Porque o simples fato de dar amor já enche ao doador de amor. E que, infelizmente, o egoísmo torna tudo ainda mais difícil.

A história da amizade entre um homem e seu gato.

O processo de recuperação da saúde de Bob se alia ao de processo de recuperação de James. E a decisão de seguirem juntos, faz pensar quem estava cuidando de quem. A narrativa dos piores momentos vividos nas ruas em busca do sustento de James e Bob são narradas de forma emocionante, mas não emocional. E isso deixa o texto emocionante, e te leva a simplesmente caminhar ao lado de ambos revivendo aqueles momentos.

Ver-me com meu gato suavizou-me aos olhos das pessoas. Ele me humanizou. Especialmente depois de eu ter sido tão desumanizado. De certa forma, ele estava devolvendo minha identidade. Eu tinha sido uma não pessoa; e estava me tornando uma pessoa novamente.

Diversas vezes me peguei extremamente feliz por saber que aquele texto é verdade. Que ambos, James e Bob, são reais, são amigos e continuam ambos ajudando um ao outro. Quero muito ver Bob no cinema por ele estar no papel dele mesmo. Ora essas, ele é um astro!!! Gostaria que as pessoas se mostrassem tão receptivas com James assim como são com Bob. É meio o que acontece quando se tem um bebê, sabe? As pessoas simplesmente se esquecem da mãe... Mas tudo bem, você também só pensa no bebê, enfim... Leia!! Qualquer que seja o momento de sua vida. Esse livro se encaixa em todos esses momentos!! Como foi bom ter escolhido esse livro no dia de hoje.

Boa Leitura.


Nota ::  


Informações Técnicas do livro

Um Gato de Rua Chamado Bob
A história da amizade entre um homem e seu gato
Gato Bob # 1
Páginas: 208
Editora: Novo Conceito
Sinopse:
Quando James Bowen encontrou um gato ferido, enrolado no corredor de seu alojamento, ele não tinha ideia do quanto sua vida estava prestes a mudar. Bowen vivia nas ruas de Londres, lutando contra a dependência química de heroína, e a última coisa de que ele precisava era de um animal de estimação. No entanto, ele ajudou aquele inteligente gato de rua, a quem batizou de Bob (porque tinha acabado de assistir a TwinPeaks).
Depois de cuidar do gatinho e trazer-lhe a saúde de volta, James Bowen mandou-o embora imaginando que nunca mais o veria. Mas Bob tinha outras ideias. Logo os dois tornaram-se inseparáveis, e suas aventuras divertidas — e, algumas vezes, perigosas — iriam transformar suas vidas e curar, lentamente, as cicatrizes que cada um dos dois trazia de seus passados conturbados.
Um Gato de Rua Chamado Bob é uma história comovente e edificante que toca o coração de quem a lê.


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