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12/10/2019

Resenha :: A Aldeia Sagrada (Especial Dia das Crianças)

outubro 12, 2019 0 Comentarios

Dia das Crianças é comemorado anualmente no dia 12 de outubro e, para celebrar esse dia, vamos postar a resenha de A Aldeia Sagrada, de Francisco Marins.

O livro faz parte da série Vaga-Lume, lançada pela Editora Ática, em 1973. A coleção é composta por livros nacionais voltados para o público infantojuvenil. Aposto que muitos leitores foram introduzidos ao universo da literatura através dessa série.

Em A Aldeia Sagrada, o autor Francisco Marins claramente homenageia Os Sertões, de Euclides da Cunha, ao mostrar a dura vida no sertão baiano através dos olhos de uma criança.


Didico mora com os padrinhos, Chico e Donana, desde a morte dos pais. Quando uma seca sem precedentes assola o sertão, o garoto precisa deixar o Corumbê – a terra dos padrinhos - para se arriscar através da Caatinga.


O garoto de doze anos se junta a um grupo de retirantes e faz amizade com um homem chamado Juviara e seus dois filhos, Mada e Zico. Durante suas andanças, eles conhecem Antônio Conselheiro, líder religioso que prega esperança a seus seguidores. Ele começa a reunir sua gente em Belo Monte, uma antiga fazenda de gado, situada às margens do rio Vaza-Barris. O nome Canudos surgira porque os moradores dali fumavam em cachimbos de barro, com canudos muito compridos.

O sacrifício a dor, conduzem a criatura à salvação. O Senhor sofreu um calvário pior. A bem-aventurança pertence aos humildes e sofredores. Tudo no mundo é pequeno e passageiro. Grande só Deus e o reino do Senhor. O deserto pertence ao povo eleito. Ao fim dele fica o paraíso.

Os governantes acham que ele está iniciando um movimento separatista e começam a atacar o local, gerando uma grande revolta entre os seguidores do "santo" Conselheiro que culminou na Insurreição de Canudos.

O livro também retrata o transporte do meteorito Bendegó do interior da Bahia até a capital de Salvador, para depois seguir para o Rio de Janeiro. O Bendegó estava exposto no Museu Nacional do Rio de Janeiro que pegou fogo no dia 02 de setembro de 2018. O meteorito de 5 toneladas é o maior já encontrado no Brasil e foi o único item que ficou intacto após o incêndio.


Só fui conhecer A Aldeia Sagrada agora, apesar da primeira publicação ser de 1953. Esse livro deveria ser obrigatório para todos os estudantes por retratar momentos importantes da nossa história sem ser enfadonho como alguns livros didáticos.

Você consegue se colocar no lugar do Didico, compreender seus sentimentos e perspectivas. A primeira parte do livro é bem impactante e você consegue entender o drama do sertanejo que muitas vezes é obrigado a migrar para as grandes cidades na expectativa de uma vida melhor.

Ilustração do livro que retrata a Guerra de Canudos


Com amor, André

Nota :: 


Informações Técnicas do livro

A Aldeia Sagrada
Série Vaga-Lume
Francisco Marins 
Ano: 1993
Páginas: 106
Editora: Ática 
Sinopse:
Fugindo da seca do sertão baiano, Didico descobre o arraial de Canudos, em 1897, no momento em que a guerra dos militares contra Antônio Conselheiro chega ao auge. 
Uma seca terrível assola o sertão. Didico anda à toa pela caatinga, tentando sobreviver. Mas ele terá de enfrentar o fogo de uma guerra terrível. Estamos em 1897: os homens de Antônio Conselheiro estão dispostos a tudo, defendendo-se dos ataques dos militares. Em A aldeia sagrada, Francisco Marins conta o episódio da Guerra dos Canudos pela visão de um menino de doze anos que participa dos acontecimentos.


_____Sobre o Autor_____

Francisco Marins

Francisco Marins nasceu em São Manuel, interior de São Paulo, no dia 23 de novembro de 1922 e faleceu em 10 de abril de 2016. Seus livros foram traduzidos para 15 línguas diferentes e levam as histórias típicas do Brasil para diversos países do mundo. 
Ele é o único escritor brasileiro a figurar na famosa coleção Européia Delphin, que reúne os clássicos de literatura juvenil de todo o mundo. É membro da Academia Paulista de Letras
A Aldeia SagradaO Mistério dos Morros DouradosA Montanha de Duas Cabeças e Em Busca do Diamante são títulos do autor que já foram publicados pela série Vaga-Lume.

10/10/2019

Resenha :: Momento Mágico

outubro 10, 2019 0 Comentarios

Olá, faroleiros, no dia 10 de outubro a diva Nora Roberts faz aniversário e, em homenagem a ela, vamos postar esta resenha aqui no Clube. Esta é uma história publicada pela primeira vez em 1983, e mesmo assim é uma história super atual, muito fofa e que amo muito. Eu tenho as duas edições publicadas no Brasil, a primeira pela Harlequin em um livro com duas histórias e a segunda reeditada pela HarperCollins e fiquei apaixonada por esta última edição em todos os sentidos. Momento Mágico é aquela história de romance que merece ser lida, principalmente para curar uma resseca literária.


Ryan Swan é uma jovem linda, tenaz, simpática e tem um temperamento forte, mas faz de tudo para disfarçá-lo. Ela trabalha na empresa do seu pai, a Swan Produções, como uma faz tudo, hoje negociadora de contratos, mas seu sonho é conseguir dirigir uma produção em todos os seus níveis. Vive sua vida buscando não ter expectativas emocionais, devido a sua infância, mas tem a maior esperança que algum dia o seu pai lhe diga que sente orgulho dela, afinal ela sempre soube que ele gostaria de ter tido um menino. Apesar dos complexos da personagem, ela não é mimizenta de forma nenhuma, o que fez com que eu gostasse bastante dela.

— Não é ca­sada, vive sozinha. É uma realista que se considera muito prática. Acha difícil controlar seu temperamento, mas se esforça. É uma mulher muito cautelosa, Srta. Swan, leva tempo para confiar, tem cuidado nos relacionamentos. É impaciente porque tem algo a provar. A si mesma e ao seu pai.

Pierce Atkins é um homem de personalidade bem fechada, o que desde o início desconcerta a Ryan, ele possui um olhar profundo, que a deixa se sentindo hipnotizada, com a impressão de que ele está conseguindo ler a sua mente, o que ela, por ser uma pessoa realista, descarta de imediato. Ele é um ilusionista como Houdini, talvez até melhor, pois possui seus próprios truques. Acredito que esta história a Nora tenha tomado como base para o seu livro Ilusões Honestas. Pensa em um homem alto, forte, com um olhar penetrante.... rsrsrs... Sou louca por ele.

Talvez ele a tivesse hipnotizado, pensou assustada en­quanto escovava o cabelo. O jeito que ele olhou para ela, o modo como seus pensamentos fugiram... Com um tom de frustração, Ryan jogou a escova dentro da mala. Não se pode ser hipnotizado com um olhar.

A história começa com ela indo se encontrar com Pierce Atkins, um famoso mágico, considerado muito excêntrico, para assinar o contrato negociado entre seu agente e a Swan Produções. De cara sua opinião sobre os mágicos se concretiza ao ver que a casa do Pierce parece um cenário para filmes de terror e ao ser atendido na porta pelo seu mordomo, que na realidade é um amigo, que trabalha com ele, o Link, que segundo a descrição do livro, me lembrou do Frankenstein. Mas a Nora nos ensina que nunca podemos julgar alguém pela aparência, pois a imagem engana.

Link trouxe torradas, resmungando sobre ela ter que comer alguma coisa. Ryan comeu tudo obedientemente, pensando no comentário de Pierce sobre aparências. Se nada mais adviesse de sua estranha visita, ela havia apren­dido algo. Ryan não acreditava que algum dia teria deci­sões precipitadas novamente sobre alguém com base na aparência.

Os dois sentem uma atração imediata, mas ele terá que trabalhar muito para que ela confie nele, assim como também ele terá que confiar nela. Você pode esperar bastante emoção entre os dois, e um desenrolar de toda a história de maneira bem legal, com um enredo leve e ao mesmo tempo profundo com relação ao passado dos personagens, possui também muitas partes cômicas e românticas. É, em minha opinião, uma história muito linda. Confesso que uma de minhas favoritas. Possui várias referências literárias, em especial os clássicos, tanto citadas, como utilizados no nome dos animais de estimação.


Super indico este livro para quem gosta de romance, no real sentido da palavra, e para quem gosta de mágica também. Por ser um livro pequeno, você irá lê-lo bem rápido, até porque não sentirá vontade de larga-lo.

Boa leitura,

Carolina Finco


Nota :: 


Informações Técnicas do livro

Momento Mágico
Ano: 2017
Páginas: 192
Sinopse:
Para Ryan Swan, convencer o excêntrico ilusionista Pierce Atkins a assinar um contrato com sua produtora era uma questão de honra. Além de fechar um importante acordo para a empresa, ela provaria a todos, principalmente a seu pai, que era capaz de se virar sozinha. Assim que chega à exótica mansão de Pierce, ela fica deslumbrada pela atmosfera do lugar. Tudo parecia ter saído de um filme, inclusive seu carismático anfitrião. Porém, quando uma tempestade a prende na mansão, Ryan é obrigada a encarar a verdade: seu interesse por Pierce é muito mais do que apenas profissional. Contudo, ela acredita que se envolver com um homem que ganha a vida desafiando a morte é uma grade estupidez, e decide manter seu coração fechado a sete chaves. Por sorte, Pierce é especialista em abrir todos os tipos de fechaduras, até mesmo as mais impossíveis…

08/10/2019

Resenha :: Título pra quê?

outubro 08, 2019 0 Comentarios

Olá, leitor (a), trago minhas impressões da leitura de Título pra quê?, da autora Sarah Camilo. Esse livro é um conjunto de poemas, contos e crônicas que te convidam a refletir, pensar e caminhar junto com a personagem que é o fio condutor dos textos.

Gostei da metáfora do deserto que é usada nesse livro nos textos “Os perigos do deserto” e “Surtei!”, para se referir a uma caminhada, em um momento da vida. Porque, por mais que não sejamos sozinhos, nossa vida é sempre decidida por unicamente nossas opções, escolhas e, claro, as consequências do que fazemos.

Nos primeiros textos, somos levados a um olhar sobre a solidão, em um primeiro momento de outrem, depois de nossa protagonista e pôr fim a nossa própria. E onde mais uma figura sozinha seria tão absurdamente solitária que em meios às terras áridas do deserto? Onde mais observaríamos e teceríamos suposições e teorias sobre aquela pessoa, que a observando ali?

Pois é! Agora você é só uma lembrança. Até que uma lembrança bonita. Tudo é passageiro, até mesmo a própria lembrança.

E assim nos deparamos com o silêncio, a ausência da voz que entoa palavras e dão vazão às sensações, emoções e pensamentos e, nesse mesmo contexto de solidão e silêncio, o convite a relembrar o passado, e ver nas areias do caminho as mesmas que marcam o tempo na ampulheta da vida. O passado, tão sedutor quando o presente não é belo e todo sorrisos. Que nos cativa com a memória do que perdemos e que relembra que o tempo é breve como a vida e quantas surpresas relembrar nos reserva, como em: “Se cair, Levanta!", "Terceira Série" e "Pai, Meu Pai".

Só eu. Só você e mais ninguém. Nenhum pedacinho de papel, nenhuma tinta, nenhuma palavra e nada para escrever. Só há o silêncio.

Nessa caminhada vemos em nós as mudanças, as transições e as passagens que sofremos ao longo dos dias, e nesse caminhar solitário observamos o nascer do dia, as manhãs, tardes e noites. Que mesmo a Terra é obrigada a se mover, mudar, transitar entre as mudanças da passagem do tempo. E no momento que as decisões são tomadas, as escolhas e renúncias feitas, construímos a forma de nosso presente. Levados a escolher pelo passado e moldando de forma definitiva nosso futuro, até mudarmos de decisão e fazermos novas renúncias.

Foi muito bom viver aquele momento, jamais esquecerei. Anseio por outros melhores. A vida é curta e nenhuma tecnologia acompanha a sua velocidade.

Foi marcante no texto o anseio, o desejo e o completo desespero pela liberdade. Mesmo em meio ao nada do deserto, entre a areia nos pés e o sol no céu, o desejo por ser livre é várias vezes trazido à tona nos textos. Mas sem dúvida me marcou o encontro de pensamento entre os textos “Vestida de liberdade” e a crônica em duas partes de “Para o dia Nascer Feliz / Escolhas”.

Assim em contos que trazem sentimentos, poemas de empoderamento, liberdade, feminismo, homofobia, violência, depressão, tristeza e amor; e crônicas sobre a vida em sociedade e política como pessoa que vive em meio a outras, fazemos a jornada através do deserto até nos encontrar as portas com a felicidade. Aquela que habita o viver e não apenas existir. Do dar sem esperar receber e ser grato pelo que se tem e não pelo que deixou de ter.

Cuidado com a palavra nunca é demais. Nunca. Assim como nós, a palavra é um organismo VIVO, ela também pode matar, mas também vivifica.

Durante a leitura vemos as influências da autora durante o texto, como Clarice Lispector, Legião Urbana, Cazuza, Engenheiros do Hawaii e um toque de Caetano Veloso, que comprovam que somos a soma do que vivemos e escolhemos viver, dando proximidade e intimidade com o texto escrito. Temos uma leitura que nos faz refletir, nos diverte e seduz em palavras que foram escritas e aquelas que habitam as entrelinhas, que são lidas no silêncio do não escrito, mas que ganham vida quando experimentamos ir pouco a pouco respondendo às perguntas desde a do texto que deu título ao livro, que nos desafia a dizer: pra que título? 

Sobre a edição: a capa diz muito sobre esse livro que apenas cita a chuva, mas que brinca, desafia e de certa maneira exalta o sol e a liberdade. As folhas amarelas e diagramação com letra e espaçamento confortável para a leitura. Ilustrações lindíssimas que nos fazem parar um momento para, entre um texto e outro, “ler o texto na imagem”.

Espero que você leia, e permita-se caminhar com nossa personagem. Boa leitura.


Nota :: 


Informações Técnicas do livro

Título pra quê?
Sarah Camilo
Ano: 2019
Páginas: 80
Editora: Autografia
Sinopse:
Simplicidade: é o que descreve esse livro. Nascido em meio às adversidades, mas, ainda assim, o coração continua pulsante quando o assunto é literatura.
Encontre-se, encontre-se o outro. Quem sabe você não se torne uma pessoa melhor, não é mesmo? Vale muito à pena! Costumo dizer que para me conhecerem é preciso me ler, então fiquem à vontade para me conhecer um pouco.
Acredito que a simplicidade torna a vida um pouco mais leve. Voe com as corujas, fique – se quiser – seja livre! Viva os seus desertos, quando necessário.
Ame e também diga não. Seja humano.
Há uma parte de nós que, às vezes, nos esquecemos. Encontre-a.

04/10/2019

Resenha :: A Herdeira das Sombras (Trilogia das Joias Negras #2)

outubro 04, 2019 0 Comentarios

Gente, como eu amo essa série. A história é complexa, cativante e envolvente, e Anne Bishop, com seu enredo e escrita maravilhosos, me conquista a cada página.

Este é o segundo livro da Trilogia das Joias Negras. Então eu vou tentar não soltar muito spoiler, e para quem ainda não conhece a série, tem resenha do primeiro livro (que você pode conferir, clicando aqui). E essas capas são simplesmente lindíssimas e  perfeitas. A Saída de Emergência realizou um trabalho incrível com essas capas e seus lançamentos.


Saetan, depois de lutar pela tutela de sua senhora com muita insistência e “força”, consegue ser o tutor legal de Jeanelle, enquanto ela ainda se recupera dos acontecimentos do livro anterior, que deixou o seu corpo, sua alma e sua mente muito fragilizados. Jeanelle, enfim, conseguiu sair do reino distorcido depois de dois anos de muitos obstáculos, agora com quase quinze anos, ela começa a desenvolver mais a sua mente e suas habilidades, tendo o seu querido Seatan como pai adotivo e seguidor mais fiel.

— Procedemos de imediato à votação relativa à Saetan Daemos SaDiablo solicitando a tutela da menor Jeanelle Angeline. Quem vota contra?
Algumas mãos se levantaram e Anduvar estremeceu diante do olhar estranho e vítreo de Saetan.
— Repitam a votação — disse Saetan com afabilidade exagerada.
Não obtendo resposta da primeira tribuna, a segunda tocou-lhe o braço. Em segundos nada restava na cadeira da primeira tribuna a não ser um montículo de cinzas e uma toga de seda preta.
Mãe noite, pensou Anduvar ao ver a desintegração de tribuna após tribuna que havia se oposto.
— Repitam a votação — proferil Saetan exageradamente delicado.
Desta vez a votação foi unanime.


Neste livro o tempo passa mais depressa que no anterior. Lembrando que a série começa com Jeanelle aos sete anos, e nesse termina com ela aos 20. Entre esse período, suas amizades aparentemente esquecidas retornam, chegando a passar um tempo no reino das sombras com Jeanele e Seatan, Anduvar e Lucivar. Entre elas, novas rainhas da mesma idade, e tão geniosas e quase tão poderosas quanto Jeanelle.

Daemon, que me encantou e brilhou tanto no primeiro livro, encontra-se, neste livro, perdido entre a realidade e a loucura do reino distorcido, sem confiar em ninguém, o que dificulta a sua possível recuperação. Em compensação, seu irmão Lucivar rouba a maioria das cenas, já que agora ele pode, enfim, desfrutar da companhia de sua senhora Jeanelle. Ele é um personagem incrível, carismático, de pavio curto, que já me conquistou.

Lucivar também a abraçou, afagou-a e sentiu um consolo penoso pela força com que ela o agarrava. As lagrimas silenciosas dele molharam os cabelos dela. As lagrimas eram por ela, cujas feridas da alma tinham sido reabertas, e por ele próprio, que podia ter perdido algo valioso pouco depois de ter encontrado. E também por Saetan, que poderia ter perdido muito mais, e por Daemon, principalmente por Daemon.


Os vilões estão cada vez mais maléficos e Jeanelle está cada vez mais poderosa. E, é claro, que de vez em quando os vilões têm o castigo que merecem. Uma grande guerra está para surgir. Os clãs terão que decidir a quem apoiar. Jeanelle terá que decidir se irá ou não se tornar a rainha e quem fará parte da sua corte. Daemon precisa ser resgatado do reino distorcido ou jamais voltará a ser o que era antes. Enfim, muita coisa acontece neste livro e muitas coisas serão aguardadas para o fim desta trilogia. E eu não vejo a hora de ter o último livro em minhas mãos.


Nota :: 


Informações Técnicas do livro

A Herdeira das Sombras
Trilogia As Joias Negras # 2
Ano: 2014
Páginas: 480
Editora: Saída de Emergência Brasil / Arqueiro
Sinopse:
“Anne Bishop, é como uma xícara de café: forte, escuro e implacável com os estômagos mais delicados.” – The Times

Há 700 anos, num mundo governado por mulheres e onde os homens são meros súditos, uma profetisa viu na sua teia de sonhos e visões a chegada de uma poderosa Rainha. Jaenelle é essa Rainha. Mas mesmo a proteção dos Senhores da Guerra não impediu que os seus inimigos quase a destruíssem. Agora é necessário protegê-la até as últimas consequências.
Três homens estão dispostos a dar a vida por Jaenelle. Mas há quem esteja disposto a tudo para controlar ou destruir a Rainha. Conseguirá ela cumprir o seu destino como detentora do maior poder que o mundo jamais conheceu?

02/10/2019

Resenha :: Meu Cupido Me Odeia

outubro 02, 2019 0 Comentarios

Olá, pessoa do Clube, tudo bem? Sabe quando você lê aquela sinopse e se apaixona? Lê o livro e era tudo que a sinopse prometeu e ainda mais? Comigo foi assim com o livro Aquela Tal História de Amor, que você confere a resenha aqui no Clube. Quando vi que a autora iria publicar outro livro meu coraçãozinho de leitora já quis ler e, claro, esperando que fosse tão bom ou, quem sabe, ainda melhor que o anterior.

A história já começa com um tom muito divertido pelo trocadilho com o nome da personagem, a Sandra Rosa (que não é Madalena) é uma jornalista frustrada de uma emissora decadente, porém mantém a esperança de que seu projeto secreto, seja alguma espécie de salvador da empresa e ainda de quebra realize seu sonho no plano profissional, visto que no lado amoroso vai sempre de mal a pior. E com uma narrativa em primeira pessoa, será ela quem vai nos contar essa história.

— Se não for para arrasar, eu fico em casa mesmo.

Adorei isso de que muitas vezes o peso que trazemos do passado é tão grande que não nos deixa continuar, ou até deixa, mas acaba atrapalhando tudo. Que muitas vezes idealizamos tanto alguma coisa que esse pequeno fio de esperança é o suficiente para nos manter no mesmo lugar. E que no lugar de enxergarmos isso, nos escondemos, colocando a culpa em outra pessoa ou até mesmo no cupido.

No caso de Sandra, ela atribui ao cupido sua falta de sorte no amor, desde que uma intensa disputa pela presidência do diretório acadêmico da faculdade a afastou de vez de sua grande paixão, Diego Alcântara, e esse pequeno mistério do que realmente aconteceu foi me deixando mais curiosa, porque ao longo da história um pouco mais de tudo que ocorreu durante aquela rivalidade vai sendo revelado aos poucos. Sem que isso deixe a trama, em momento algum, arrastada, pelo contrário, vem para deixar tudo ainda mais instigante.

O passado existe para isso, para ser só uma lembrança, seja ela boa ou ruim. Não dá para revivê-lo ou apagá-lo.

Mas é claro que você, como eu, sabe que o mundo é muito, muito pequeno, e durante um jantar com o lindo J.C. (não é porque o cupido odeia a Sandra que ela não vai continuar tentando, não é mesmo?), ela reencontra Diego. E esse reencontro desperta antigos sentimentos, mas claro que não estamos falando dos bons e sim os de vingança e ódio...

Enquanto ela se vê as voltas com esses sentimentos, durante uma reportagem, ela tem um novo reencontro com Diego e se convence que a vida conspira para que eles vivam em disputa. Claro que ele leva vantagem, porque hoje ele é um conhecido e bem sucedido apresentador do principal canal de televisão do país. O que é demais para o coração da nossa jovem Sandra, afinal ele parece não ter mudado nada e o cupido só o colocou em sua vida, de novo, para complicar tudo ainda mais com o J.C., coisa que parecia não ser possível. Afinal, quem ia imaginar que ele seria o Dr. Albuquerque, seu futuro chefe?

Mas convenhamos, todo mundo sabe que nada que é ruim não pode ficar pior, não é mesmo? E um acidente — que ela atribui a mais uma cilada do seu cupido — faz com que a atrapalhada jornalista se transforme em uma celebridade instantânea. Assim, no momento em que Sandra decide superar de vez o passado e dar a volta no cupido, a antiga rivalidade com Diego ganha mais um capítulo e novas disputas acabam por aproximá-la cada vez mais de seu ex-namorado. E nesse ponto, onde tudo poderia ter ido para um clichê raso, o talento da autora vem a tona, trazendo uma personagem que pode não ter "sorte" no amor, mas seu emprego foi conquistado com talento e que ela já aprendeu fazer de um limão uma limonada. 

Eu já te odiei, mas também já te amei. É tudo muito confuso para mim agora que você reapareceu.

Outra coisa que amei foi o fato da autora não apelar para o triângulo amoroso e deixar a dose certa de drama para outras áreas da vida de Sandra. Não é que ela e Diego não sejam como gato e rato, mas tudo corre de uma maneira tão leve e divertida, que a torcida para eles se acertarem só ganha daquela para que isso não aconteça tão rápido na história e mantenha a diversão das disputas entre os dois, por um pouco mais de tempo. O que parece ser o exato pensamento do cupido.

Gostei demais também da autora ter aproveitado o espaço certo na trama para deixar mensagens super válidas sobre alguns temas ligados a relacionamentos, de forma tão discreta que quase passaria como não intencional, mas que não tira em nada a verdade do que foi abordado nem a importância do mesmo.

Mas para mim a grande mensagem é: nossa felicidade depende única e exclusivamente de nós mesmos, não existe como ser feliz junto se não se é feliz sozinha. Que o passado é uma parte importante do que somos hoje, mas isso de modo algum pode determinar o nosso agora e estragar tudo que o hoje e o amanhã podem ser. E que, por mais difícil que pareça, quem disse que com uma boa dose de azar a sorte não pode resolver surgir? Se o amor e ódio andam mesmo lado a lado, talvez com o azar e sorte aconteça o mesmo.

— Você tem ótimos conselhos, Sandra. Pena que não escuta a si própria.

E assim, pessoa querida, pela segunda vez fui conquistada pela escrita e história da autora. Que conseguiu criar algo realmente criativo e original, que consegue terminar de um modo onde nenhum personagem fica sem seu final, todas as pontas soltas são devidamente amarradas, de um jeito que enche o coração do leitor de alegria após a leitura, e o final não é o bom e velho clichê dela correndo para ele. Mas, ainda sim, encantador e esperado por mim. Assim, a Ana Luísa Beleza ganha o posto de "tudo que ela escrever quero ler", sem sombra de dúvida!! E, claro, que com uma dose extra de “quando é o próximo lançamento?” (Quem nunca cobrou mais uma história que atire o primeiro marcador).

Sobre a edição: Li a obra em formato digital, na edição disponibilizada pela editora Selo Jovem no Kindle Unlimited da Amazon. A diagramação e a revisão estão ótimas para e-book, mas espero em breve adquirir meu livro físico.

Boa leitura e divirta-se!!!


Nota :: 



Informações Técnicas do livro

Meu Cupido Me Odeia
Ano: 2019
Páginas: 246
Editora: Selo Jovem
Sinopse:
Sandra Rosa (que não é Madalena) é uma jornalista frustrada de uma emissora decadente. Não bastasse isso, ela ainda não tem nenhuma sorte no amor, desde que uma intensa disputa pela presidência do diretório acadêmico da faculdade a afastou de vez de sua grande paixão, Diego Alcântara, hoje um conhecido e bem sucedido apresentador do principal canal de televisão do país. O relacionamento do antigo casal não terminou nada bem e só restou a raiva. Doze anos depois, a vida de Sandra começa a mudar quando ela reencontra Diego e todos os antigos sentimentos vêm à tona.
Um acidente — que ela atribui a mais uma cilada do seu cupido — faz com que a atrapalhada jornalista se transforme em uma celebridade instantânea. Assim, no momento em que Sandra decide superar de vez o passado e dar a volta no cupido, a antiga rivalidade com Diego ganha mais um capítulo e novas disputas acabam por aproximá-la cada vez mais de seu ex-namorado. Amor e ódio andam mesmo lado a lado? 


A editora Selo Jovem é uma empresa independente, que atua no mercado do livro desde 2013. É uma editora com base sólida e confiável, pois o objetivo da Selo Jovem é publicar obras com 100% de qualidade literária, sem pressa e trabalhando duro na revisão dos textos; sem jamais desistir, para ganhar experiência e amadurecer a cada dia.


_____Sobre a Autora_____

Ana Luísa Beleza


Ana Luísa de Souza Beleza é mineira, de Belo Horizonte, advogada e autora do livro “Aquela Tal História de Amor”, publicado pela Selo Talentos, em 2018. Seu amor por histórias vem desde a infância, tendo aprendido a ler sozinha, tamanho o fascínio que os livros lhe causavam. Nas horas vagas gosta de ler, escrever, ver séries, cozinhar, bater bapo, brincar com seus gatos e assistir a tutoriais de maquiagem na internet — às vezes tudo ao mesmo tempo.