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15/01/2021

Resenha :: Quase um Conto de Fadas

janeiro 15, 2021 0 Comentarios
*recebido em parceria com o Grupo Editorial Coerência

Olá, pessoa! Esse livro foi minha primeira experiência com a escrita da autora e pela sinopse deu para saber que é um romance que promete altas emoções. Agora vou compartilhar o que achei da leitura dessa história, que foi o primeiro livro escrito pela Dani Moreno.



Com uma narrativa em primeira pessoa vamos sabendo os acontecimentos, tendo a visão de Lilly, Leo e Otávio. Então quem está lendo ganha uma “visão” do ponto de vista deles, à medida que os fatos ocorrem, por serem narrativas alternadas entre os capítulos.

 

A trama gira em torno da Lilian Moreira e dos outros dois personagens, que dão voz a história. Ela é uma personagem doce que, já aviso, você pode amar e odiar ao mesmo tempo, porque ela é ingênua, porém ela amadurece demais no decorrer do livro, se tornando aos poucos uma mulher forte e decidida. Enquanto Leo é um médico dedicado, sempre disposto a dar a vida pelos seus pacientes. Sempre foi focado em estudar a medicina e sua evolução, procurando a cura das doenças, e nunca teve muito tempo ou vontade para amar, mas vai ter em Otávio seu rival. E, falando em Otávio, prepare-se para o ranço, porque temos um personagem altamente tóxico, que é mimado, tem tudo e todos que quer na hora que ele quer; assim, quando recebe um não de Lilly, surpreende a todos com sua obsessão em tê-la novamente.



Enquanto falava, eu só conseguia ver o sofrimento de uma moça inexperiente, meiga e linda. Ninguém merece passar por isso.


Esse é o primeiro livro, então pode ficar tranquila para conferir esse triângulo amoroso, que vai esquentar o clima da pequena cidade do interior de São Paulo.

 

Claro que seria muito mais fácil para Lilly se o único problema em sua vida fossem os rumores sobre ter perdido a virgindade, após o ganharão da cidade ter feito uma aposta com seus amigos. Mas foi preciso ter de abdicar do sonho de se tornar advogada para cuidar da mãe doente e lidar com a obsessão de Otávio. Mas nem tudo são problemas com um médico como Leo cuidando de sua mãe e de seu coração ferido.



Isso é algo lindo que existe na relação deles. Sinceridade. Essa palavra fica na minha cabeça.  Isso é um dos segredos que mantém a relação dos meus pais. Talvez seja disso que eu precise.


É difícil lidar com as emoções que os personagens causam, mas o “sem doutor, só Leo” com certeza rouba essa história com o mistério que envolve sua família e seu passado, porém ele não consegue mandar no coração e, quanto mais se envolve com a família e a própria Lilly, mais seu coração mostra a ele o caminho que deve seguir e, claro, com ele fica o coração de quem está lendo, torcendo por sua felicidade.


— Lindo, presta atenção em uma coisa muito importante. Não costumo abandonar as pessoas que amo no primeiro obstáculo, como já deve ter percebido.



Histórias que se passam em pequenas cidades têm pontos marcantes, então prepara-se para viver em um lugar que pode, ao mesmo tempo, não ter muitos atrativos, quanto pode ser deslumbrante ao revelar um paraíso em forma de cachoeira.


O clima da história é de um clichê romântico, com muitas cenas quentes permeando a história e se você, leitor@, ama essa pegada, vai se deliciar com essa trama. Não posso falar muito para não tirar de você as descobertas dessa história, que vai movimentar a pequena cidade de Motuca. Boa leitura, divirta-se.



A edição que li conta com uma capa linda e uma bela diagramação, com papel e fonte que tornam a leitura muito boa. Não encontrei erros de ortografia ou digitação.



Informações Técnicas do livro

Quase um Conto de Fadas

Dani Moreno

Ano: 2020

Páginas: 226

Editora: Livros Prontos

Sinopse:

Em uma pequena cidade do interior de São Paulo, Lilly convive com as consequências de suas decisões. Além de ter abdicado o sonho de se tornar advogada para cuidar da mãe doente, precisa lidar com os rumores sobre ter perdido a virgindade após o ganharão da cidade ter feito uma aposta com seus amigos. As coisas parecem não poder piorar, até que um médico aparece na cidade a fim de estudar os sintomas de sua mãe, com diagnóstico até agora desconhecido. Influenciada por seus sentimentos atuais, tudo que a jovem vê é a mãe sendo tratada como uma cobaia. Ela está disposta a tudo para afastar o médico de sua família, mas Leonard é, definitivamente, um homem muito determinado. Resta saber se será determinado o suficiente para conquistar o coração de Lilly e lidar com as consequências.



Para comprar:

 Livro Físico


Dinâmica, inovadora, eclética e arrojada, a Editora Coerência já chega ao mercado revelando seu diferencial: a divulgação dos autores nacionais, que têm tanta dificuldade em se fazerem notar.
Criada não apenas para viabilizar a publicação de autores (ainda) não renomados, a Coerência conta com toda uma equipe de revisores, diagramadores, ilustradores, capistas e assessores, que preparam a obra para que esta chegue com qualidade à casa de milhares de leitores em todo o Brasil.
Foi pensando em fazer com que sonhos tivessem vida que a editora-chefe, Lilian Vaccaro, formulou a Coerência, para que se tornasse não mais do mesmo, e sim um lugar onde o autor pode, acima de tudo, se realizar e ganhar experiência no mercado editorial.


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03/01/2021

Resenha :: Eu Não Sou Seu Anjo

janeiro 03, 2021 0 Comentarios

*recebido em parceria com o Grupo Editorial Coerência

Olá, pessoas! Hoje eu venho falar de um livro que realmente surpreende pelos rumos do conteúdo e, em especial, pela trama que vai em uma vertente completamente diferente dos livros anteriores da Daiane Galego, porém se mantém impregnado do DNA da autora.



Com uma narrativa em primeira pessoa, vamos conhecer a história de Ana Laura, que claramente esconde um segredo muito maior do que o fato de que essa seria a última sexta-feira da revista.  Mas nem toda a trama será do ponto de vista dela, porque em alguns momentos vamos acompanhar Olavo e, durante a leitura, vamos descobrir como ele entrou em sua vida e o que era para ser uma brincadeira inconsequente mudou para sempre a vida de tantas pessoas.

 

A narrativa vai te conduzindo pela história, com a mesma facilidade que te dá mais perguntas que respostas, e aos poucos você só quer saber onde tudo que está acontecendo vai te levar, mas de maneira nenhuma, como eu, você vai imaginar o que as páginas reservam. Confesso que eu curti as descrições que criam um cenário no qual a história vai acontecer, apesar de que em algumas passagens eu queria ter sabido um pouco mais.

 

Você é meu anjo, o anjo que vai me reconectar com o paraíso.


Como o tempo da história acontece rememorando 1975, vemos um tempo de vida diferente, onde não apenas as roupas e penteados eram diferentes, mas também o modo de viver. Onde quem era descolado fumava abertamente e as transgressões eram mais para contrariar os costumes, do que para causar reais danos. As citações e referências mudam o clima do livro, criando uma atmosfera diferente para a cena.



Assim vamos conhecendo o passado da jovem escritora Ana Laura, que decide revelar todo o seu passado através de uma carta para sua amiga, Jandira. E, como prometido, não teremos um final feliz, mas o questionamento se aquele seria o único final possível, deixar de especular é impossível. Afinal os anjos à volta nessa história são muitos e nem todos de luz, muitos de trevas.


Vê se cresce, Jandira! Vê se cresce! Eu sempre tive medo de tudo. E quando negava isso, mentia descaradamente, esperando que o duelo entre a palavra e o sentimento fosse a válvula de escape para minhas fraquezas.


Quando um rapaz tímido, e que vive recluso em sua casa com sua mãe, tem tudo para ser inocente e que revela, em seu silêncio, os frutos de um fanatismo religioso e uma criação de uma mãe que usa seu próprio filho como passe para a redenção de seus próprios pecados. Ana Laura nunca poderia imaginar que, ao aceitar as provocações para tirar Olavo de sua reclusão, estaria colocando seu destino em uma rota tão perigosa. Afinal, era tudo uma brincadeira.



Os diálogos acompanham o estado emocional dos personagens e são bem ambientados ao tempo em que acontecem. Como o estranhamento fica pelo ano em que a ocorreram, condizem com a história, deixando a leitura fluida e corrente.

 

Eles eram dependentes um do outro, e o cordão umbilical, que deveria ter sido cortado havia muito tempo, tornara-se um laço tão forte que dificilmente alguém o cortaria.


Confesso que li comentários a respeito da história, mas acho que falar da trama tiraria a surpresa que foi, para mim, me deparar com os caminhos dos acontecimentos, mas me surpreendi pensando que essa história poderia ser exatamente a resposta para o que poderia ter sido, caso Christine tivesse aceitado a Erik e a loucura vinda do amor que lhe era oferecido, porém em terras brasileiras.

 

Eu esperei que alguns mistérios, como o personagem Ubiracy, fossem desvendados, mas não ocorreu e algumas outras perguntas que me fiz ficaram sem uma resposta. É uma história que não acaba com a leitura da última página, você fica as voltas das perguntas e dos questionamentos e o final, mesmo não sendo feliz, te faz pensar em quão triste ele é, porque acima de tudo não deixa de ser poético, o que me leva a pensar se teremos mais dessa história em algum momento.



Sobre a edição: Com uma capa linda, a encadernação e impressão estão muito boas, a revisão está excelente, não encontrei erros de ortografia ou digitação e a ótima diagramação, contribuindo para uma ótima leitura.



Nota :: 


Informações Técnicas do livro

Eu Não Sou Seu Anjo

Daiane Galego

Ano: 2020

Páginas: 180

Editora: Coerência

Sinopse:

Quando a revista na qual trabalha está prestes a declarar falência, Ana Laura decide ajudar com uma de suas publicações. Desta vez, porém, não só o final feliz fica de fora, como também a ficção. Anos após fugir de sua cidade natal, a escritora resolve trazer a público o seu passado, destacando suas vivências no inverno de 1975, quando o clima frio encobriu o amor e a loucura de dois jovens inconsequentes.



Para comprar:

 Livro Físico


Dinâmica, inovadora, eclética e arrojada, a Editora Coerência já chega ao mercado revelando seu diferencial: a divulgação dos autores nacionais, que têm tanta dificuldade em se fazerem notar.
Criada não apenas para viabilizar a publicação de autores (ainda) não renomados, a Coerência conta com toda uma equipe de revisores, diagramadores, ilustradores, capistas e assessores, que preparam a obra para que esta chegue com qualidade à casa de milhares de leitores em todo o Brasil.
Foi pensando em fazer com que sonhos tivessem vida que a editora-chefe, Lilian Vaccaro, formulou a Coerência, para que se tornasse não mais do mesmo, e sim um lugar onde o autor pode, acima de tudo, se realizar e ganhar experiência no mercado editorial.


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29/12/2020

Resenha :: Emilly Johnson (Melindrosas de Gaia #1)

dezembro 29, 2020 0 Comentarios

Olá, pessoa! Aqui no Clube, você já acompanhou a escrita da Nahra Mestre com a série Damas Perfeitas. Agora as damas não estão mais na era vitoriana, são mulheres dos anos 20, onde os sonhos não eram apenas de liberdade, conquistadas nas roupas e no modo de encarar a vida. Os anseios de Milly, como Emilly era chamada, não tinham nome. E assim te convido a conhecer como foi minha leitura desse romance que promete e entrega uma viagem pelo tempo repleta de sensações.

 

Nada é permanente. E a roda da vida está em constante movimento. Existem momentos bons e ruins. Todas as nossas escolhas têm consequências e quase nunca paramos para pensar nelas.


Essa história é a primeira de um dueto, onde vamos conhecer Emilly Johnson, a filha do barão de Sweet Village, um pequeno vilarejo situado em um país chamado Gaia. E com isso temos um momento da história livre de amarras, mas hiper situado na realidade do que foram aqueles anos onde a luta feminina por igualdade ganhava forma e força, aqui dentro de uma trama rica de emoções.

 

Aviso que, em alguns momentos, você vai se sentir em uma verdadeira montanha-russa, da qual você não quer descer, quer saber como termina, mas, ao mesmo tempo, não quer que a viagem acabe. Deu para entender? Porque se você já leu (eu espero que sim) uma história que te faça sentir tanto, vai parar de ler essa resenha e começar a ler o livro agora. Mas se não, continua comigo aqui e leia depois da resenha.



Vamos acompanhando a história pelo ponto de vista de Emilly, com uma narrativa que vai te fazer queimar a panela no fogão e segurar o xixi para não parar de ler. Afinal, o casal principal já se conhece. Clarence Beaufort fora trazido a Sweet Village ainda jovem, para assumir a falida herdade de um primo distante. Encantou-se perdidamente por Emilly, no instante em que a viu. Contudo, Milly sempre deixou claro que não iria se casar.  Ela se recusa a sucumbir aos padrões impostos pela sociedade, não se curva aos valores provincianos e indigna-se com o fato de, simplesmente por ser uma mulher, não poder ser uma herdeira. Mas isso não a impede de lutar pelas terras onde nasceu.

 

Condenou-se por ter permitido que ele a fitasse tão profundamente. Teve a sensação, naquele breve instante, de que Clarence era capaz de enxergar dentro da alma dela.


Então, diferente dos casais que ainda irão se conhecer, eles já se conhecem e vão ao longo dessa história descobrir que isso tanto pode ser o ponto de união, quanto o ponto de discórdia. Afinal, quando conhecemos alguém sabemos exatamente como dar carinho e como ferir de forma profunda. Sem contar que ainda precisam lidar com as surpresas reservadas pela vida. Ao receber uma carta, que muda para sempre o seu destino, Clarence percebe que a salvação de Sweet Village depende de uma importante decisão, e ele precisa se render aos mais insanos planos do barão, que fará de tudo para casar a filha.

 

E, durante esses planos, eu simplesmente não conseguia respirar, o coração batia rápido tentando antever o que iria acontecer e, quando enfim acontecia, eu descobria que não estava nem de longe preparada. A história, ao mesmo tempo em que me lembrava vários lugares, criava um local único em meus pensamentos. As descrições serviram para tornar Sweet Village real para mim de um modo único, especial. Afinal, fica marcante o rico trabalho de pesquisa, tanto cultural quanto sociológico da época, em uma trama repleta de empoderamento feminino, perdão, amizade e amor.

 

A questão era que a modernidade era seletiva. Enquanto máquinas dominavam as plantações e automóveis substituíam os cavalos, a situação das mulheres, sobretudo as solteiras, permanecia sem grandes avanços.


Os personagens, tanto principais quanto secundários, são um show à parte na história, porque eles são terrivelmente reais, e mesmo Milly me despertou tanto momentos de amor, quanto de profunda raiva por suas atitudes. Me levando com ela a um apego profundo por personagens como o Barão, Hannah, Morgana, Vincent e outros. E é toda essa gama de emoções que fazem dessa mais que uma história de amor. É a história de mulheres que, como Emilly, sentiam um anseio desesperado pela vida, por ter e sentir tudo que foi negado às mulheres que vieram antes dela e ainda é motivo de luta até os dias de hoje.  Que Clarence é o tipo de homem que, se soubesse o valor das palavras, das declarações, poderia ter um caminho menos tortuoso a frente de si. Porque palavras, aquelas que realmente importam, precisam ser ditas e mudam não apenas sentimentos, mas também destinos.



Os diálogos são incríveis e montam a cena em que ocorrem tal qual estar vendo acontecer, deixando o leitor parte integrante do momento, porém com a impotência de quem lê o que já aconteceu e que pode assistir, viver, mas não mudar os rumos. Eu me apaixonei, tive raiva e voltei a amar Emilly várias vezes, confesso que fiquei parcial ao que acontecia a Clarence durante toda a trama, mas ainda sim torcia para que as conquistas de ambos os unissem ou os tornassem felizes em separado. E com aquela sensação de não conseguir deixar a história de lado depois do fim, me rendi à amostra de Hannah completamente desesperada para continuar em Gaia e não me despedir desses personagens que me conquistaram de forma irrevogável.

 

Termino assim minhas palavras sobre essa leitura, que espero de coração que você faça e venha me contar como foi, para você, conhecer esse lugar incrível criado pela autora. A edição que li foi em e-book, com uma capa estonteante e revisão de texto impecável.



Nota ::  4,5



Informações Técnicas do livro

Emilly Johnson

Melindrosas de Gaia #1

Nahra Mestre

Ano: 2020

Páginas: 296

Editora: Independente

Sinopse:

Emilly Johnson é filha do barão de Sweet Village, um pequeno vilarejo situado em um país chamado Gaia. Ela se recusa a sucumbir aos padrões impostos pela sociedade, não se curva aos valores provincianos e indigna-se com o fato de, simplesmente por ser uma mulher, não poder ser uma herdeira. Mas isso não a impede de lutar pelas terras onde nasceu.

Clarence Beaufort fora trazido a Sweet Village ainda jovem, para assumir a falida herdade de um primo distante. Encantou-se perdidamente por Emilly, no instante em que a viu. Contudo, Milly sempre deixou claro que não iria se casar.

Ao receber uma carta, que muda para sempre o seu destino, Clarence percebe que a salvação de Sweet Village depende de uma importante decisão, e ele precisa se render aos mais insanos planos do barão, que fará de tudo para casar a filha.

Venha se apaixonar por essa divertida e intensa viagem aos loucos anos 20.



Adquira o e-book de Emilly Johnson na Amazon, clicando aqui! 

27/12/2020

Série :: Bridgerton

dezembro 27, 2020 0 Comentarios

Olá, faroleiros. Vamos falar da série da Netflix mais esperada para este final de ano por muitas leitoras ávidas e apaixonadas e que finalmente teve sua estreia no dia de Natal... Bridgerton é uma série televisiva feita baseada em uma série de livros escritos pela autora americana Julia Quinn. Mas a palavra chave aqui é “baseada”, a primeira coisa que falo para vocês que querem assistir a série e se divertirem com a mesma é: esqueçam os livros, esqueçam o que vocês leram para não fazer nenhuma comparação. Como a própria Julia falou, os livros são livros, a série nunca será os livros, mas é maravilhosa.



Falo isso porque eu comecei a assistir... Fui pulando as partes até chegar ao final, porque pensando nos livros não estava dando muito certo. Então eu decidi esquecer tudo o que li nos livros e assisti tudo novamente, desta vez sem pular nada, vendo a série como ela é, uma série televisiva, e finalmente pude curtir a história e me divertir.

 

A proposta de diversificar os autores foi bem interessante, o ator que faz o Simon é realmente ótimo em todos os sentidos... rsrsrsrsrs... E por isso aconselho também a você esquecer a parte histórica deste período, pois, ao contrário do que autora da série quis propor, infelizmente pessoas de cor negra não eram aceitas na sociedade londrina nesse período histórico. Porém ficou realmente ótima a mistura de atores e seria realmente maravilhoso que na história o que a série propõe realmente tivesse acontecido, mas repito que amei a forma que a autora achou para justificar sua abordagem.



A riqueza de detalhes em questão de vestuário e ambiente está linda. A série também está bem caliente e por isso em nosso país ficou classificada para a idade de 16 anos. Realmente temos muita pele à vista em alguns momentos e as cenas de sexo são bem representadas, o que dependendo de quem assiste, torna a série melhor ou pior.

 

A autora quis nesta primeira temporada criar as ligações para as próximas e com isso incluiu fatos e personagens que acontecem ou aparecem nos primeiros cinco livros.  Um motivo a mais para quem leu os livros não ficar fazendo nenhuma comparação com a série ou ficará confusa. A realidade é que em séries de épocas, cada livro aborda a história de um casal específico e as coisas não se misturam, não há tramas paralelas acontecendo e os personagens secundários são na maioria das vezes secundários. O mesmo não acontece e, para falar a verdade, não pode acontecer em uma série televisiva, ou não prenderia a atenção do telespectador.

 

Por isso não irei fazer aqui um livro x série, não deve haver comparações, porque se for comparar eu fico com os livros e sei que tem pessoas que ficariam com a série. Cada pessoa tem um gosto e um sentimento sobre o que lhe agrada. Porém, pensando apenas na série, sua história, imagens, personagens, atores, eu recomendo que assistam e tirem suas próprias conclusões.



Mas finalizo este post com as seguintes considerações pessoais: as personagens da Eloisa e da Penélope foram as melhores da série e as que mais se aproximaram em personalidade e figurino dos livros; a história do Simon e o porquê dele não querer filhos poderia ter sido melhor explorada e, por fim, a revelação que há no final do último episódio não precisava, em minha opinião, ter acontecido, pois este mistério é uma das melhores coisas na série de livros e, com certeza, seria também na série televisiva.

 

Sempre recomendo a leitura, mas, neste caso, se você ainda não leu os livros, assista a série primeiro e depois leia e caso ainda não tenha visto, mas se já leu os livros, mais uma vez repito: esqueça o que leu e divirta-se com o que irá assistir.



Confiram o trailer da primeira temporada:





Informações Técnicas da Série

Bridgerton

Ano de lançamento: 2020

N.º de temporadas: 1 temporada

N.º de episódios: 8

Duração: 61 minutos por episódio (aproximadamente)

Criação: Chris Van Dusen

Direção: Chris Van Dusen, Shonda Rhimes

País de origem: EUA

Gêneros: Dramas românticos para TV, Séries baseadas em livros, Obras de época, Séries dramáticas, Séries dos EUA

Estrelando: Phoebe Dynevor, Rege-Jean Page, Julie Andrews…

Sinopse (Netflix):

Oito irmãos inseparáveis buscam amor e felicidade na alta sociedade de Londres. Inspirada nos best-sellers de Julia Quinn.


Não recomendado para menores de 16 anos.