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15/08/2016

Resenha :: O Senhor da Torre



(A Sombra do Corvo #2)

Na resenha que fiz sobre A canção do Sangue comecei dizendo que era uma fantasia medieval bem construída e que apesar de ter mais de 600 paginas (655 no caso) tem uma narrativa tão boa que te prende do inicio ao fim, bom, mas se você leu essa minha resenha, então já sabe (e não entende o porquê de eu esta voltando para isso, e eu sou repetitiva, eu sei, agora deixa eu continuar, to tentando fazer um paralelo aqui, calma...), e o que dizer então de O Senhor da Torre, segundo livro da Trilogia A Sombra do Corvo que tem nada mais, nada menos que 704 paginas (não foi o maior livro que li, mas é grande, vamos combinar), você pode está pensando... “dessa vez não se prendeu?”; “Agora com certeza essas paginas todas te cansou”... 

Engano o seu meu caro amigo leitor invisível de resenhas alheias, O Senhor da Torre é simplesmente espetacular, esqueça que eu disse sobre o primeiro ser bom, chamar esse segundo de bom seria uma ofensa! Anthony Ryan tem um estilo de narrativa completamente impressionante para esse tipo de história bem mais complexa, depois que terminei a leitura, tive que dar um tempo antes de vim escrever algo, eu estava sem palavras, sério.

Agora o que mais faz a história ser tudo isso? O que faz ser melhor que o primeiro livro? (que eu já amava tanto), A narrativa dividida é o grande diferencial desta continuação, se no primeiro acompanhamos a narração feita por Varlin Al Sorna, agora os capítulos são divididos entre ele, a princesa Lyrna, o antes desaparecido Frentis e uma nova personagem Reva, você pode pensar “eu gostava da narração de Varlin, agora tenho que ficar preso nesses outros e torce para voltar a dele logo”... Não meus caros colegas, não, não, absolutamente não!

Quando você começa a ler a narração de um, você simplesmente esquece-se do outro, não estou falando de esquecer que os outros existem, mas você se envolve com a narrativa deles assim que começa, o que eu achei incrível, lembra “As crônicas de gelo e fogo” por causa dessa separação da narrativa por personagem, ao mesmo tempo em que tudo caminha para se interligar, a diferença que gostei da narração de todos (em “As crônicas de gelo e fogo” eu estava toda empolgada na narração de John Snow, Tyrion e de repente a próxima... Sansa :/ É a vida, sorte que é muito bom também, só que com narrativa mais densa do que esse).

Posso dizer também que agora a questão da magia está muito mais no centro das coisas, se antes foi abordada de forma mais pelas beiradas, nessa é bem mais abrangente, tanto isso, como as questões das crenças, cultura e religiosidade entre alguns locais do reino, que é a base de muitas brigas e discordância, além de guerra, é difícil explicar, porque são coisas inventadas, e apesar disso esse universo criado  Anthony Ryan, consegue passar uma mensagem de tolerância, de respeito, de como o fanatismo religioso pode distorce as coisas, de uma forma que achei genial, no primeiro livro tinha um grupo fanático de uma determinada crença, que eram completamente cruéis com quem seguia crenças diferentes da dele, passei o primeiro livro achando que eram vilões, e nesse segundo eu quebrei a cara quando mostram novos personagens que tem a mesma fé e não são os vilões, não são maus, e é incrível quando você reflete que você generaliza um julgamento por causa de determinados grupos radicais, tenho que repetir, isso é incrível.

Tem outras questões que gostaria de falar, que esse livro vem mostrando, principalmente sobre a homossexualidade e a mulher, sobre o certo e errado, mas é muita coisa, e é meio complicado de escrever ainda mais sem spoiler. 

E falando nisso, é meio difícil falar de como se passa esse livro, sem dar spoiler, mas posso dizer que a guerra que teve no primeiro não chega a ser tão ruim quando você ler o que vai acontecer nesse livro, Varlin aqui aceita muito mais seu dom, ele pode não está sozinho no centro da história agora, mas ele continua ótimo, Frentis depois do fim do ultimo livro passou por coisas horríveis e ficamos sabendo o que aconteceu com ele, e ele tem um papel fundamental agora, está bastante mudado, céus, fiquei morrendo de pena dele, mas ninguém mudou tanto a personalidade como a princesa Lyrna, ela continua super mega inteligente, com certeza a cérebro de todo o livro, mas acho que agora ela deixou de usar sua inteligência para o “mau”, ela está melhor agora, tecnicamente menos manipuladora, ou manipulando as pessoas certas, talvez...

Reva apareceu apenas nesse segundo livro, é completamente maluca no começo, realmente uma ótima personagem, no final do livro ela é outra. São muitos personagens que surgiram, e ganharam destaque agora, e com certeza os dois primeiros livros de a Trilogia da Sombra estão entre os melhores livros que li esse ano, vou ficar sofrendo para o lançamento do terceiro que só nos dará a graça de sua aparição ano que vem pela editora Leya, não querendo me estender mais só vou dizer que amo as capas dos livros e se por algum milagre você conseguiu chegar ao fim dessa resenha, você já está quase pronto, foi um pequeno treinamento para as 704 paginas que te esperam, obrigada.

Nota: 

  Leia a resenha A Canção do Sangue - A sombra do corvo 01

 

Ficha Técnica do Livro

    O Senhor da Torre
A Sombra do Corvo # 2
Anthony Ryan
Ano: 2016 
Páginas: 704
Editora: LeYa

Sinopse (Skoob) 
Anthony Ryan, autor best-seller do New York Times, está de volta com a eletrizante sequência de A Canção do Sangue. O Senhor da Torre é o segundo livro da série “A Sombra do Corvo”, uma fantasia épica que explora episódios de conflito, lealdade e fé. Vaelin Al Sorna, agora guerreiro da Sexta Ordem, é o maior guerreiro de sua época. Desiludido com seu Rei e pelo sangue de guerreiros derramado por causa de uma mentira, ele volta para casa, se isolando de tudo, e jura nunca mais matar. Porém, o Reino, que já está dividido entre os que apoiam o Rei Janus e os que preferem sua irmã como líder, será atacado por forças poderosas, e Vaelin, o Lâmina Negra, deverá lutar novamente.

“Com uma trama complexa e repleta de reviravoltas, tomada por intrigas e alianças que mudam constantemente, Ryan dá prosseguimento à história iniciada em A Canção do Sangue de forma magistral, amarrando um número suficiente de pontas soltas ao mesmo tempo que deixa outras de sobra para aumentar o suspense para o próximo volume.” – Publishers Weekly

“Este livro é, sem dúvida, a melhor fantasia épica heroica dos últimos anos [...] e agora todos os outros livros terão de se esmerar para superá-lo. O senhor da torre é a prova cabal de que Anthony Ryan é o melhor autor britânico de fantasia épica da atualidade.” – Fantasy Book