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14/08/2017

EU ASSISTI :: O Mínimo para Viver (Original NETFLIX)



O que pode levar uma pessoa saudável desenvolver uma doença como anorexia? Não posso te dar todas as respostas, mas uma bem simples todos nós já conhecemos: pressão.

No caso da nossa Ellen em “O mínimo para viver”, a pressão familiar depois da separação de seus pais, da sua mãe ter virado gay, faculdade e a mais trágica de todas, a morte de uma seguidora sua do Tumblr, faz com que a personagem interpretada pela brilhante Lily Collins, queria deixar aqui que ela merece mais reconhecimento pelo pessoal de sua, desenvolva a doença bem agressivamente. Sem perspectiva de mudança, ela se perpetua a abdominais e conta calóricas para não sair do padrão. Que padrão seria esse? Sem perspectiva, ela aceita buscar ajuda uma última vez em uma clínica muito bem avaliada, Ellen encontra um médico um pouco convencional que a desafia a enfrentar sua condição e abraçar a vida, tudo pode mudar.

Quero deixar bem explicado que estou longe de entender do assunto e ser um doutor. Também não falarei muito especificamente do filme porque, pelo meu ponto de vista, ele precisa ser assistido. Tudo pode virar um spoiler e acabaria estragando o filme completamente.

Meu primeiro ponto é a família dela. TODA CAGADA! Sério. Ao mesmo tempo em que um ou outro quer ajudar, sabe que a menina precisa urgentemente ser ajudada, ninguém parece mover um único dedo para isso ser realizado. A coitada vai pulando da casa da mãe para a do pai e de clínica em clínica e o que os atores conseguem passar é que tudo isso é normal. Um ponto para os diretores. O que eu entendi é que sempre a família vai achar que é simplesmente uma fase da adolescência e que já vai passar. Isso ficou claro. Até que chega ao ponto de que a personagem da Lily é uma morta-viva e eles percebem que algo precisa ser feito. Não apenas mandar a menina para uma clínica. Realmente entender o problema.

Meu segundo ponto é especificamente o pai da Ellen. ELE SIMPLESMENTE NÃO APARECE! Não existe ator para o pai da Eli porque ele simplesmente não aparece durante o filme inteiro. Ele praticamente deixou a filha se matar e não fez nada para impedir. “Mas ele paga as clínicas de tratamento”. Que não está ajudando em absolutamente em nada. Como eu disse antes: sempre vão achar que é uma fase da adolescência.

Meu terceiro e último ponto vai para as atuações. Todos simplesmente quebraram a banca. A Carrie Preston (madrasta da Ellen) ela conseguiu passar, do meu ponto de vista, de lixo humano para uma mulher espetacular.  A Lili Taylor (mãe da Ellen) está magnífica. Todas a meninas que fizeram os papéis das doentes também estão fantásticas, cada uma com seu jeito de lidar com a anorexia. O Keanu Reeves (o médico e eterno Neo de Matrix) está muito bem também. Fazia tempo que não o vejo tão bem. E a Lily. Como eu disse lá em cima, ela merece muito ser mais valorizada. Ela emagreceu de verdade para o papel. É assustador o que ela fez.

Para se ter uma ideia de como o assunto precisa ser muito mais bem disposto no meio de todos, ela emagreceu horrores para fazer o papel, transformou seu corpo no de uma anoréxica, e acabou recebendo um elogio de uma vizinha sua. Ela disse ter ficado chocada e triste.

O filme é muito bom, precisa ser assistido pelo que envolve o assunto, mas não recomendo para todo mundo. Tem esse próprio aviso antes de começar o filme. Se você for bem grande e queira imergir no filme, espero que goste e volte aqui para batermos um papo.

Confira o Trailer:



Informações Técnicas do Filme

O Mínimo para Viver
Original NETFLIX
Ano: 2017
Duração: 1h 47min
Gêneros: Drama, Dramas independentes, Filmes independentes
Nacionalidade: EUA
Direção: Marti Noxon
Estrelando: Lily Collins, Keanu Reeves, Carrie Preston...

Sinopse (NETFLIX):

Uma jovem de 20 anos sofrendo de anorexia embarca em uma emocionante jornada de auto-descoberta em um grupo liderado por um médico pouco convencional.

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