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05/10/2017

Resenha :: Fiquei com o Seu Número


“Mas às vezes precisamos ter coragem. Às vezes, precisamos mostrar às pessoas o que é importante na vida.”

É verdade universalmente reconhecida (ou deveria ser ) que a autora Sophie Kinsella é a rainha suprema quando o assunto é chick-lit. Meg Cabot e Marian Keyes que me perdoem, mas essa é verdade nua e crua. E é uma verdade unicamente reconhecida por mim que Fiquei com o Seu Número é um dos meus chick-lits favoritos... Não, espera ... Isso não parece certo...  E é uma verdade unicamente reconhecida por mim que Fiquei com o Seu Número é o meu chick-lit favorito do universo (agora sim está certo ). E isso é algo notável considerando a quantidade de chick-lits que já li em todos esses anos dessa indústria vital de leitura, que é a minha vida .

E ele é um dos livros que mais fizeram rir na vida (amo rir, você não? ). Não estou falando de risadas que duram dois segundos. Faça-me o favor . Estou falando de rir até sair lágrimas dos olhos, em praticamente o livro inteiro. Estou falando de rir tanto que se você estiver perto de alguém, esse alguém vai achar que você pirou na batatinha. 

“Independentemente do que já aconteceu, a vida é curta demais para não se perdoar. A vida é curta demais para se guardar ressentimentos”.

Mas, enfim, antes de falar sobre a história do livro, preciso te perguntar uma coisa: Quão importante é o seu celular na sua vida? Você teria coragem de "dividir" ele com alguém? Surtaria ou não ao saber que alguém está lendo seus e-mails, mensagens... Tudo que está no seu celular? Chega a dar um certo medo, né? Te entendo . E muitas pessoas do mundo também entendem, porque para grande parte dos seres humanos o celular é quase um membro do corpo, um melhor amigo, um item necessário para viver... Por que estou falando isso? Logo você vai entender. 

“Meu celular é minha vida. Não existo sem ele. É um órgão vital”.

Fiquei com o Seu Número é narrado em primeira pessoa pela jovem fisioterapeuta Poppy Wyatt que está de casamento marcado com um conhecido (e rico) acadêmico, o Magnus Tavish, que de acordo com a própria Poppy (e de acordo com as suas amigas também, principalmente uma super invejosa) é um cara perfeito e ela não pode perde-lo, mesmo que os seus sogros, Wanda e Anthony Tavish (que também são acadêmicos, super intelectuais, ao ponto de fazer a Poppy se sentir inferior com tanta “intelectualidade” nessa família) não concordem com o casamento. Apesar disso, tudo vai relativamente bem, até que certo dia, quando está comemorando a sua despedida de solteira em um hotel (com suas amigas e sua cerimonialista), a Poppy se envolve em uma tragédia. Não, ela não morre, ou vai parar no hospital. No meio de um incidente, a nossa protagonista acaba perdendo o seu anel de noivado. E não é qualquer anel, é um anel de esmeralda e diamantes que está na família Tavish há três gerações! Três! Tragédia! Pobre Poppy . E para piorar, nesse mesmo dia, ela ainda tem o celular roubado. Tragédia em dobro! 

“Meu instinto é mandar uma mensagem de texto para alguém dizendo ‘Ai, meu Deus, perdi meu celular!’ Mas como posso fazer isso sem o maldito celular? Ele é meu companheiro. É meu amigo. Minha família. Meu trabalho. Meu mundo. É tudo. Sinto como se alguém tivesse arrancado de mim os equipamentos que me mantêm viva”.

Mas, quando ela está quase se entregando as profundezas do desespero, uma solução vem de um lugar inesperado, de uma lata de lixo. Nessa lata de lixo, abandonado e se sentindo sozinho está um celular pronto para ser usado! Uma luz no fim do túnel! Obviamente a Poppy toma posse do celular e passa o número dele para os funcionários do hotel onde o anel foi perdido, para que quando encontrarem o seu precioso anel, puderem ligar para ela para devolver. Perfeito! O mundo é quase belo de novo! 

“Se está numa lata de lixo, é propriedade pública.”

Ou quase... Porque o celular, no fim das contas, tem dono. A luz no fim do túnel da Poppy foi abandonada na lata de lixo pela (ex)assistente do executivo Sam Roxton, que não fica nada feliz por uma desconhecida ter em mãos o celular da empresa. Imagine, uma estranha com acesso a sua vida pessoal e profissional! Oh, confusão!  Mas a Poppy acaba convencendo o Sam a emprestar o celular para ela, pelo menos até que o anel seja encontrado, prometendo encaminhar todas as mensagens e e-mails que forem para ele. E isso ela realmente faz. Começando assim, uma interação (bem divertida para quem lê) entre os dois por meio de mensagens, com um ajudando o outro, com a Poppy com seus problemas a resolver para o casamento e o Sam com questões a serem resolvidas na empresa. Depois de algumas conversas por mensagens, eles até que ficam próximos, mesmo não estando "próximos" fisicamente. Porém, ter acesso a tanta coisa da vida de outra pessoa pode despertar uma coisa chamada curiosidade, e a Poppy acaba lendo tudo o que enviam para o Sam, se envolvendo com a vida dele por meio de um celular (e o deixando entrar na sua vida por meio de um celular também). E querendo ajudar, a Poppy acaba se metendo em algumas coisas que, provavelmente, não são da conta dela, causando confusões para ela e para o Sam, principalmente para o Sam . Mas talvez essa confusão toda seja algo bom para os dois, e dividir o celular pode ser algo que ambos vão acabar agradecendo no final das contas .

“Sei que as coisas ainda são incertas; sei que a realidade não desapareceu. Sempre vai haver explicações e recriminações e confusão”.

Fiquei com o Seu Número é um livro que me lembra os motivos de eu amar tanto ler chick-lits. A Sophie Kinsella me conquistou nesse livro de uma forma muito louca. Ela tem uma escrita super hiper mega viciante, e em, praticamente, todas as vezes que li esse livro (já li várias vezes e lerei muito mais ) eu simplesmente não consegui dormir antes de terminar, mesmo sabendo o que aconteceria quando reli, é quase uma missão impossível largar, é tão viciante que acho que parece crack . A Sophie consegue misturar clichês, romance, um certo mistério e comédia de um jeito tão dela, tão maravilhoso, tão incrível, tão divoso, tão... (insira um milhão de adjetivos positivos aqui). Se a escrita da Sophie Kinsella fosse comida, seria daquelas de dar uma de Ana Maria Braga e se enfiar debaixo de uma mesa de tão boa . O enredo é maravilhoso, o humor que a Sophie coloca no livro é tão natural e hilário, a história é muitoooo envolvente e os personagens são incríveis .

“Mas a gente não percebe, não é? O momento surge, a gente comete o erro terrível e ele acaba, e a chance de fazer qualquer coisa já era.”

A Poppy é do tipo de pessoa naturalmente boa, ela quer o melhor para todo mundo e sempre tenta ajudar, por mais que essa “ajuda” não dê muito certo, ela sempre faz tudo com as melhores intenções. Na última vez que reli esse livro (depois que comecei a fazer terapia), eu me identifiquei muito com ela, porque a Poppy é tão “boazinha” que evita conflitos, abaixa a cabeça e assume o que jogarem para cima dela, assumindo a culpa que nem lhe pertence, achando que os outros são melhores do que ela, e que ser ela mesma não é o suficiente, tentando se “encaixar” em coisas que não tem nada a ver com ela. A Poppy se diminui e nem percebe que é assim. Quando na verdade ela é um serzinho incrível, cativante, engraçada, inteligente, um pouquinho atrapalhada, mas mesmo assim maravilhosa . Fora que ela é uma das melhores “narradoras” de todos os livros que já li. As notas de rodapé dela são as melhores e mais engraçadas do universo. E as “conversas” que ela tem com ela mesma são impagáveis. Se ela existisse eu iria querer que ela fosse a minha amiga (desde que não se metesse com o meu celular ).

“Acho que somos as notas de rodapé um do outro”.

O Sam (), de cara, parece alguém bem sério, um profissional ultra competente e bem-sucedido, fiel aos seus princípios e que sempre busca a justiça, mas por trás da fachada séria, ele também tem um certo senso de humor e tem seus momentos, principalmente nas conversas com a Poppy. Vou parar de falar dele, antes que eu fique me derretendo aqui mais que sorvete no calor.

"Ninguém quer ouvir histórias sobre coisas ruins. Essa é a verdade."

Antes que eu me esqueça, preciso dizer que uma das coisas que mais admiro na Sophie Kinsella, se tratando desse livro, é que ela não apela para cenas pervertidas como muitas autoras fazem em chick-lits e em outros romances em geral. Eu me irrito tanto quando apelam assim, descrevendo cenas completamente desnecessárias, porque quando o livro é bom, ele não precisa disso. Um romance não é só feito de contato físico, apelidos melosos e juras de amor eterno . Ele é muito mais que isso. E por isso eu amo o romance nesse livro, ele não é apelativo, é gradativo, acontece aos poucos, da amizade para algo a mais, não te força a engolir um romance que caiu de paraquedas na história em um piscar de olhos, tipo uma bala perdida que você nem percebe de onde veio.

“Quero dizer… o que é amor? Ninguém sabe exatamente o que é amor. Ninguém consegue defini-lo. Ninguém consegue provar que existe.”

Se algum dia, você estiver se sentindo para baixo e precisar rir, leia Fiquei com o Seu Número. Se precisar esquecer dos seus problemas e se jogar em uma leitura leve e envolvente, leia Fiquei com o Seu Número. Se quiser ler algo que te surpreenda e te faça ficar sem ar e chorar de tanto rir, leia Fiquei com o Seu Número. Se quiser ler um livro com humor, romance, conspiração e mistérios, leia Fiquei com o Seu Número. Se quiser se apaixonar por um livro e ler um dos melhores chick-lits que vai ler na vida, leia Fiquei com o Seu Número. E se você já leu e não gostou, leia de novo e do jeito certo. E se já leu e gostou, leia de novo, porque sim. Até! 

“E não importa (...). Seja lá quem fosse, quer eu conhecesse ou não, se eu pudesse ajudar de alguma forma, eu ajudaria. O que quero dizer é, se você pode ajudar, tem que ajudar. Não acha?”

Nota :: 


Informações Técnicas do livro

Fiquei com o Seu Número
Ano: 2012
Páginas: 464
Editora: Record
Sinopse (Skoob):
A jovem Poppy Wyatt está prestes a se casar com o homem perfeito e não podia estar mais feliz... Até que, numa bela tarde, ela não só perde o anel de noivado (que está na família do noivo há três gerações) como também seu celular. Mas ela acaba encontrando um telefone abandonado no hotel em que está hospedada. Perfeito! Agora os funcionários podem ligar para ela quando encontrarem seu anel. Quem não gosta nada da história é o dono do celular, o executivo Sam Roxton, que não suporta a ideia de haver alguém bisbilhotando suas mensagens e sua vida pessoal. Mas, depois de alguns torpedos, Poppy e Sam acabam ficando cada vez mais próximos e ela percebe que a maior surpresa da sua vida ainda está por vir.

2 comentários:

  1. Simplesmente apaixonada pela sua resenha Dani 😍😍😍

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    1. Que bom, Naisa. Muito obrigada, sério ❤️❤️❤️.

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