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03/10/2017

Resenha :: Os Crimes ABC


Em “Os Crimes ABC” somos envolvidos no mistério a partir do momento em que o aclamado detetive belga Hercule Poirot (que estava aposentado, porém, vez por outra pega um caso que julga interessante), recebe uma carta inquietante de um criminoso que apenas assinou como ABC. Desconcertado e temeroso, o detetive informa sobre a existência da carta a seu amigo Capitão Hastings e também à Scottland Yard, embora acreditem tratar-se de um trote, todos resolvem ficar atentos.

“Sr. Hercule Poirot,
O senhor aprecia resolver mistérios que são difíceis demais para os nossos pobres policiais britânicos tapados, não é? Vamos ver, Sr. Brilhante Poirot, o quanto o senhor consegue ser brilhante. Talvez considere este osso duro demais de roer. Atenção a Andover, no dia 21 deste mês.
Sinceramente etc.,
ABC”

De fato, um crime ocorreu na mesma localização informada na carta, e como prova de que não se tratava de um crime qualquer, havia um guia ferroviário ABC próximo ao corpo. Como era de se esperar, de início a polícia achou tratar-se apenas de uma mera coincidência, mas Poirot não. Dias depois, Poirot recebe mais uma carta do misterioso ABC, avisando onde iria ocorrer o próximo crime. Será que as células cinzentas de nosso querido detetive serão páreo para esse intrigante assassino? 

“Um assassino é sempre um jogador. E, como muitos jogadores, um assassino normalmente não sabe quando parar. A cada crime, sua opinião a respeito de sua própria capacidade se fortalece. Seu senso de proporção fica deturpado. Ele não diz ‘fui inteligente e sortudo! ’ Não, ele diz apenas ‘Fui inteligente! ’ E a opinião que tem sobre a própria inteligência só melhora, e então, mes amis, a bola gira, e a vez da cor passou... a bola cai num outro número e o crupiê grita ‘Rouge!’.”

A narrativa deste livro fica, majoritariamente, por conta do capitão Hastings, enquanto alguns capítulos são narrados por outra figura, que os leitores irão descobrir ao longo do livro.  Alguns pontos interessantes no livro são: o serial killer e suas cartas desafiadoras, além de sua fixação em matar pessoas que possuíam o nome e/ou sobrenome que se iniciava com a mesma letra da cidade em que o crime seria cometido. Ao longo da obra, diversos questionamentos vão surgindo e a cada página você fica mais intrigado com os crimes e suas motivações.

Na contra-capa da edição que li, a versão de bolso da L&PM, há uma frase do The Times, que sintetiza bem minha opinião sobre o livro: “Christie merece ser parabenizada pela perfeição de sua invenção.”

Nota :: 

Informações Técnicas do livro

Os Crimes ABC
Ano: 2009
Páginas: 256
Editora: L&PM
Sinopse (Skoob):
Há um serial killer à solta, matando suas vítimas em ordem alfabética. A única pista que a polícia tem é um macabro cartão de visitas que o assassino deixa em cada cena do crime: um guia ferroviário aberto na cidade onde a morte acontece.
A Inglaterra inteira está em pânico com a sucessão de crimes – A: Alice Ascher, em Andover; B: Betty Barnard, em Bexhill; C: Sir Carmichael Clarke, em Churston – e o assassino vai ficando mais confiante a cada morte. Seu único erro é pôr à prova o orgulho de Hercule Poirot, um erro que pode ser mortal. 

Um comentário:

  1. Oi Jéssica, confesso que apesar de ter vontade, nunca li nada desta autora tão consagrada. Confesso ter um pouco de medo.. rsrsrsrs.. afinal sou uma romântica de carteirinha. Adorei sua resenha. Bjs

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