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24/11/2017

Resenha :: Morte e Vida de Charlie St. Cloud



Criados sozinhos por sua mãe, Charlie e Sam St. Cloud são inseparáveis. Como bons seguidores dos Red Sox que são eles não deixam de acompanhar um único jogo do time na liga beisebol.

Certo dia, Charlie resolve levar seu irmão mais novo ao estádio para que ele possa assistir de perto. Sendo os dois menores de idade, o irmão mais velho de Sam resolve pegar o carro da vizinha, que está viajando, para poder chegar ao estádio. Acompanhados de seu cachorro Beagle, os irmão têm uma noite e tanto. O que eles nunca imaginaram é que na volta para casa, eles bateriam de frente com um caminhoneiro bêbado e sofreriam um grave acidente.

"Quando você é jovem tudo parece o fim do mundo… Mas não é. É apenas o começo."

Após 13 anos, Charlie nunca deixou de cumprir a promessa feita ao seu falecido irmão. Todos os dias, depois de acabar seu expediente no cemitério onde trabalha, ele vai ao encontro de Sam para jogar Beisebol. É que Charlie ganhou um dom um tanto interessante: ele podia ver, tocar e até conversar com qualquer espírito. E era isso que ele fazia com seu irmão mais novo.

"Eles poderiam estar em qualquer lugar ou em lugar nenhum. Não importava. Eles estavam juntos."

Charlie se encontra preso entre dois mundos. E é nessa prisão particular que ele conhece Tess Caroll. Uma cativante velejadora/empreendedora local que mudaria completamente sua vida. Agora Charlie teria que escolher entre viver sua vida plenamente ou sobreviver dia após dia com o espírito de seu irmão. “E descobrir que milagres podem acontecer se nós simplesmente abrirmos nossos corações”.

"...Algum dia nós vamos nos encontrar. Eu acredito nisso com todo o meu coração. Até que esse momento chegue, eu quero que você mergunlhe em busca dos seus sonhos. Quero que você confie no seu coração. Quero que você viva por amor. E quando estiver pronto, venha me encontrar. Eu estarei esperando." 

Certo, eu não pensei que esse livro fosse tão profundo quanto é. Eu na verdade nunca consegui entender plenamente sua sinopse. Entretanto sempre consegui achar interessante. Quando comecei sua leitura, tive uma sensação de mistério que logo foi substituído pela dor que senti após a separação dos irmãos St. Cloud. Mesmo contendo essa informação na sinopse, a forma crua como isso aconteceu me deixou completamente abalado. E essa dor se estende até o final.

“Confia no teu coração se os mares pegarem fogo. E viva pelo amor, mesmo que as estrelas caminhem em direção oposta.”

Morte e Vida de Charlie St. Cloud é rico amor, amizade, bravura, compaixão. Tento imaginar como seu autor, Ben Sherwood, lidou transferindo tanta informação para o papel. Informações sensíveis. Ele conseguiu transmitir a dor do Charlie para o leitor do início ao fim. Um rapaz que se culpa pela morte de seu irmão, visto que ele não podia dirigir, abdicar 13 anos da sua vida para tentar recompensar de alguma forma a morte trágica de Sam. Confesso que foi uma grata surpresa toda essa sensibilidade em um livro de 296 páginas. É verdade que um ótimo livro não precisa ter 679 páginas. Então não me resta obrigar todos vocês a lerem essa obra. Rico em todos os sentidos, aposto que Bem Sherwood também irá conquistá-lo. 

"Obrigado pela graça da respiração. Pela graça da vida. Pela graça de todos os momentos." 

Nota :: 


Informações Técnicas do livro

Morte e Vida de Charlie St. Cloud
Ano: 2010
Páginas: 296
Editora: Novo Conceito
Sinopse (Skoob):
Um coração dividido entre dois mundos. Em uma pacata vila de pescadores da Nova Inglaterra, Charlie St. Cloud cuida dos gramados e monumentos de um antigo cemitério onde seu irmão mais jovem, Sam, está enterrado.
Após sobreviver ao acidente de carro que tirou a vida de seu irmão, Charlie recebe um dom extraordinário: ele consegue enxergar, conversar e até mesmo brincar com o espírito de Sam.
É neste mundo místico que entra Tess Carroll, uma cativante mulher treinando para navegar sozinha ao redor do mundo em um veleiro. O destino faz com que seu barco seja apanhado por uma violenta tempestade, trazendo-a assim para a vida de Charlie. Sua bela e incomum ligação os leva a uma corrida contra o tempo e a uma escolha entre a vida e a morte, entre o passado e o futuro, entre apegar-se ou deixar o passado para trás – e a descoberta que milagres podem acontecer se nós simplesmente abrirmos nossos corações.

2 comentários:

  1. Parece ser bem profundo mesmo, uma pegada meio "Não me abandone jamais" do Ishiguro (que conheci graças ao prêmio Nobel). Bela resenha, curti bastante =)

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    Respostas
    1. Obrigado pelas palavras, Juninho.
      São um pouco parecidos sim, li a sinopse de "Não me abandone jamais". E fiquei curioso também.
      Espero que você leia "Charlie St. Cloud" e goste.
      Abraços!

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