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05/11/2016

Resenha :: Para Sempre Alice





Alice sempre foi reconhecida por sua inteligência e sua memória. Ela sempre foi uma mulher de certezas. Doutora em Psicologia cognitiva, ela ocupa uma cadeira importante como professora titular em Harvard. Completados 50 anos de idade, possui diversos livros publicados e influentes em sua área de estudo e tem uma carreira de respeito. Sua vida começa mudar quando percebe que está ficando esquecida. 
Primeiro onde deixou suas chaves, até o mais preocupante quando se esquece do próprio caminho de casa. Com os lapsos de memória ficando tão recorrente e cada vez pior, ela procura um neurologista e é diagnosticada com instalação de mal de Alzheimer precoce. Alice começa ser para sempre.
“Ela era Alice Howland, uma heroína valente e notável. Ela era Alice Howland, vítima da doença de Alzheimer.”
Pense em um livro lindo. Pense em como as pessoas podem ser inesquecíveis. Alice Howland é inesquecível pra mim. Temos uma vaga ideia do que seja o mal de Alzheimer e aqui nós vemos o quanto essa doença devasta não só o portador, mas todos em sua volta também. O livro em sua essência é uma grande ironia já que Alice passou sua vida estudando Psicologia e como as palavras trabalham em nosso cérebro e era muito conhecida por lembrar-se de tudo. A vida é mesmo uma caixinha de surpresas.
“Toda a minha vida eu acumulei memórias - elas se tornaram, de certo modo, os meus bens mais preciosos.”
O livro além ser perfeito nessa questão de nos mostrar como o Alzheimer funciona, bem basicamente, mas mostra e com um nível excelente de informação. Mas nos mostra também como somos egoístas. Não por má fé. Primeiro por amor. Segundo por falta de informação. Terceiro porque isso está no nosso DNA. E a autora não tem pena de jogar isso bem no meio da nossa cara.
“Por favor, não olhem para o nosso A escarlate e nos descartem. Olhem-nos nos olhos, falem diretamente conosco. Não entrem em pânico nem encarem nossos erros como uma ofensa pessoal, porque nós erramos. Vamos nos repetir, pôr coisas nos lugares errados e nos perder. Esqueceremos o seu nome e o que vocês disseram há dois minutos. E também tentaremos ao máximo compensar e superar nossas perdas cognitivas.”
Esse foi meu primeiro contato com a autora e estou apaixonado pela escrita e como ela trabalhou bem um assunto, de certa forma complexo. Não vamos sair dessa leitura mestre no assunto, mas olharemos com mais carinho, pois pode acontecer com alguém que amamos e o livro tem muito dessa empatia. 
Gostaria de agradecer não só a ela por ter mudado o final do livro, mas para sua amiga que lhe deu essa ideia. Muito obrigado mesmo. Outro ponto que gostaria de mencionar é como a própria Alice controla seu nível de demência. Foi de uma genialidade enorme. E o momento que discursou em uma palestra sobre a doença... Lindo.
“Meus ontens estão desaparecendo e meus amanhãs são incertos. Então, para que eu vivo? Vivo para cada dia. Vivo o presente. Num amanhã próximo, esquecerei que estive aqui diante de vocês e que fiz este discurso. Mas o simples fato de eu vir a esquecê-lo num amanhã qualquer não significa que hoje eu não tenha vivido cada segundo dele. Esquecerei o hoje, mas isso não significa que o hoje não tem importância.” 
Essa é aquela típica história perfeita. Tudo é perfeito. A relação com o marido. Como seu marido reagiu e tomou conta do assunto. A relação com os filhos. A relação com sua filha mais nova, que costumava ser a única a se estranhar com ela. Tudo mesmo. Não sei se consegui me expressar da melhor forma. Todavia fica aqui meu apelo para que vocês leiam esse livro maravilhoso.

Ficha Técnica do Livro

Para Sempre Alice
Ano: 2015
Páginas: 288
Editora: Nova Fronteira

Sinopse (Skoob)
Alice (no filme, interpretada por Julianne Moore) sempre foi uma mulher de certezas. Professora e pesquisadora bem-sucedida, não havia referência bibliográfica que não guardasse de cor. Alice sempre acreditou que poderia estar no controle, mas nada é para sempre. 
Perto dos cinqüenta anos, Alice Howland começa a esquecer. No início, coisas sem importância, até que ela se perde na volta para casa. Estresse, provavelmente, talvez a menopausa; nada que um médico não dê jeito. Mas não é o que acontece. 
Ironicamente, a professora com a memória mais afiada de Harvard é diagnosticada com um caso precoce de mal de Alzheimer, uma doença degenerativa incurável. Poucas certezas aguardam Alice. 
Ela terá que se reinventar a cada dia, abrir mão do controle, aprender a se deixar cuidar e conviver com uma única certeza: a de que não será mais a mesma. Enquanto tenta aprender a lidar com as dificuldades, Alice começa a enxergar a si própria, o marido (Alec Baldwin), os filhos (Kate Botsworth, Hunter Parrish e a queridinha de Hollywood, Kirsten Stewart) e o mundo de forma diferente. Um sorriso, a voz, o toque, a calma que a presença de alguém transmite podem devolver uma lembrança – mesmo que por instantes, e ainda que não saiba quem é.

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