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25/09/2020

Resenha :: O Martelo de Thor (Magnus Chase e os deuses de Asgard #2)


  Pode conter spoiler do livro anterior.

Confira a resenha de A Espada do Verão, clicando aqui.



Eu já havia me redimido com o primeiro livro da trilogia depois de uma releitura anos depois e de uma mente mais aberta, mas, diferente de A Espada do Verão, eu sempre gostei da sua sequência, O Martelo de Thor, só não imaginava gostar mais agora do que antes! Sério, essa, com certeza, é uma das minhas séries favoritas do Tio Rick!

 

Não vou mentir dizendo que o livro é 100% maravilhoso, mas ele conseguiu me conquistar de um jeito que só Rick Riordan consegue. E não só por essa narrativa mais abrangente que dá espaço aos demais personagens, ficamos sabendo mais sobre a vida do elfo Hearth, por exemplo, e meu coração apertou sabendo mais da família e do mundo que ele veio. Blitz também continuou sendo um amigo incrível. Secundários muito bem desenvolvidos. 

 

Também gostei mais da narrativa e dos diálogos desse livro, principalmente entre  conversas de Sam com Magnus. Mas um acréscimo ótimo, que engrandeceu todo o livro, foi a adição de  Alex na história, que é do gênero fluido ou transgênero, que quer dizer que, explicando de forma sucinta, que se sente homem em determinados dias e mulher em outros. 

 

— (…) Eu não quero usar os mesmos pronomes o tempo todo, porque eu não sou assim. Eu mudo muito. Essa é a questão. Quando sou ela, eu sou ela. Quando sou ele, eu sou ele. Não sou elx. Entendeu?

— Se eu disser que não, você vai me bater?

— Não.

— Então não, não entendi muito bem.

— Você não precisa entender. Só, sabe, respeitar.

— A garota com o fio muito afiado? Tranquilo.

Ela deve ter gostado da resposta. Não havia nada de confuso no sorriso que me deu. A temperatura do escritório aumentou uns quinze graus.

 

A amizade de Magnus e Alex é um dos pontos altos do livro, apesar de Alex ter um comportamento  meio arredio e cauteloso no começo por já ter passado por várias coisas e ser filha/filho de Loki, o que não é bom para a saúde de ninguém (risos), e mesmo Sam sendo sua irmã por parte de Loki, acabam sendo bastante diferentes. Alex é bem mais confiante perante seus poderes metamorfos e seu parente divino do que Sam, que, por acaso, tem um bom destaque nesse livro, acho que isso foi algo bom, pois vejo que praticamente todos os secundários tiveram seu momento de destaque, e de forma alguma passaram por cima do protagonismo de Magnus. (Quase todos, pois achei que os amigos dele do corredor 19 de Valhala ficaram meio sumidos nesse livro, apareceram poucas vezes e sem muito destaque).


Aprendi uma coisa sendo filho de Frey: nem sempre era possível lutar as batalhas dos meus amigos. O melhor que eu podia fazer era estar presente para curar as feridas deles.


A narrativa do livro dessa vez gira em torno do desaparecimento do Martelo de Thor que, como um bom deus do universo de Rick, repassa as responsabilidades para os não deuses resolverem e assim evitar o fim do mundo (uma das grandes profecias é que um dos acontecimentos que desencadearam o Ragnarök é a perda do Martelo). Então a missão dessa vez é o recuperar antes que os gigantes fiquem sabendo que ele não está com Thor. Acontecem muitas coisas no meio dessa confusão toda, mas vale destacar o Magnus como um protagonista encantador, um curandeiro excepcional e um amigo legal. Eu me apaixonei mais pelo jeito dele nessa releitura, e a relação dele com Alex só me fez confirmar mais isso.

 

Rick Riordan, apesar de certos clichês e uma característica marcante na escrita banhada com muito bom humor (o que ele faz da melhor maneira possível), inova ao dar espaço a personagens diferentes, de narrar sem preconceito e de forma leve assuntos polêmicos, de explicar como as coisas são, de toda a diversidade em um livro classificado como infantojuvenil, apesar de muitos minimizarem esse tipo de literatura como livros bestas e etc, é bom pensar que é esse tipo de leitura que está criando leitores pensantes e com menos preconceitos, e precisamos que personagens diferenciados estejam em livros populares, infantis, juvenis e não apenas em livros específicos, ou mais “Cult”, esse livro pode não ser uma bandeira e tal, mas as mudanças lentas ainda são mudanças.

 

Enfim, o final desse me deixou muito ansiosa para o próximo livro, eu surtei com o acontecimento final, e a última frase... Não sei como assimilar, apenas leiam!



Nota :: 



Informações Técnicas do livro

O Martelo de Thor

Magnus Chase e os Deuses de Asgard #2

Rick Riordan

Ano: 2016

Páginas: 400

Editora: Intrínseca

Sinopse:

Em A espada do verão, primeiro livro da série, os leitores são apresentados a Magnus Chase, um herói boa-pinta que é a cara do astro de rock Kurt Cobain. Morador de rua, sua vida muda completamente quando ele é morto por um gigante do fogo. Por sorte, na mitologia nórdica os heróis mortos vão parar em Valhala, o paraíso pós-vida dos guerreiros vikings. Lá, Magnus descobre que é filho de Frey, o deus do verão, da fertilidade e da medicina.

Desde então, seis semanas se passaram, e nesse meio-tempo o garoto começou a se acostumar ao dia a dia no Hotel Valhala. Quer dizer, pelo menos o máximo que um ex-morador de rua e ex-mortal poderia se acostumar. Magnus não é tão popular quanto os filhos dos deuses da guerra, como Thor e Tyr, mas fez bons amigos e está treinando para o dia do Juízo Final com os soldados de Odin - tudo segue na mais completa paz sanguinolenta do mundo viking.

Mas Magnus deveria imaginar que não seria assim por muito tempo. O martelo de Thor ainda está desaparecido. E os inimigos do deus do trovão farão de tudo para aproveitar esse momento de fraqueza e invadir o mundo humano.


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