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10/11/2017

Resenha :: O Chamado do Monstro


Depois de descobrir que sua ficara doente, Conor passa a ter pesadelos todas as noites. Com apenas 13 anos de idade, ele tem uma rotina pra lá de diferente de algumas crianças: ele lava, cozinha e arruma a casa sozinho. Conor se mostra uma criança muito forte cuidando de sua mãe, seus pais são divorciados, e aguentando todo o bullying sofrido em sua escola.

Nada se mostra capaz de abalar Conor. Nem quando uma árvore que fica próxima a sua casa se transforma em monstro e vai parar em seu quintal. Mas essa árvore, esse monstro sabe que Conor guarda um segredo relacionado aos pesadelos a que vem tendo. E Conor passa a se perguntar se deve ou não confiar em um monstro árvore, já que ele é o único que parece estar a seu lado.

“Histórias são criaturas selvagens. Quando são soltas, quem sabe o estrago que podem fazer?”

Confesso que desde muito tempo eu tenho vontade de ler essa história, mas sempre adiei por medo. Eu criei uma áurea de que esse livro seria maravilhoso. E depois de lê-lo eu me pergunto: Por que demorei tanto?
“Porque humanos são criaturas complicadas. Acreditam em mentiras agradáveis, reconhecendo a verdade dolorosa que as tornam necessárias.”

A história, como todos nós podemos perceber, é tocante desde sua sinopse. Só que se mostra mais no decorrer do livro. Tem uma leitura rápida, embora tenha mais de 200 páginas. E uma leitura mais que agradável, embora seja um livro dramático.
“Você apenas desejou que a dor acabasse, sua própria dor. Este é o pedido mais humano de todos.”

Como uma árvore pode saber o segredo de um garotinho de 13 anos e ajuda-lo nesse momento mais que difícil e horrível? Eu me fiz essa mesma pergunta e só depois que terminei algumas coisas ficaram claras. Cheio de metáforas grandiosas e histórias dentro da história principal, esse é um livro muito fora da curva.
“Você não escreve sua vida com pensamentos, você escreve com ações. Não importa o que você pensa. Só importa o que você faz.”

E não falo só porque passei por uma situação parecida a de Conor. Falo porque esse livro é realmente grandioso e nos passa ensinamentos que podemos, com certeza, levar para a nossa vida. O monstro, a árvore, que “assombra” o Conor eu passei a chamar de vida. Embora ela seja um monstro horrível e muitas vezes injusto, ela de alguma forma está do nosso lado e por mais que o fardo seja grande, ela não manda nada que não nos torna grandes. 
“Sua mente vai acreditar em mentiras agradáveis e ao mesmo tempo vai reconhecer as verdades  dolorosas que tornam essas mentiras necessárias. E sua mente vai puni-la por acreditar nas duas coisas.”


Nota :: 

Informações Técnicas do livro

O Chamado do Monstro
Ano: 2011
Idioma: português 
Editora: Ática
Sinopse (Skoob):
A escuridão, o vento, os gritos. Os olhos estatelados, a respiração entrecortada. É o pesadelo de novo, como em quase todas as noites depois que a mãe de Conor ficou doente. A escuridão, o vento, os gritos - e o despertar no mesmo ponto, antes de chegar ao fim. Tudo é tão aterrorizante que Conor não se mostra nem um pouco assombrado quando uma árvore próxima à sua casa - um imponente teixo - transforma-se em um monstro. Além disso, ele precisa lidar com coisas mais urgentes e graves - o reinício dos tratamentos contra o câncer aos quais sua mãe terá que se submeter, a vinda da avó para ajudá-los, a permanente ausência do pai desde que ele foi morar com a nova família e a pesada perseguição na escola, da qual é vítima quase todos os dias. Tudo muito mais perturbador do que uma criatura feita de folhas e galhos. Só que o monstro sabe que Conor esconde um segredo. E isso o torna realmente assustador. Mas por que Conor deveria dar ouvidos a algo que parece imaginado? Por que o monstro parece ser a única criatura a estar ao seu lado diante de seus maiores medos - o de perder a mãe e o de contar a verdade.

2 comentários:

  1. Lucas, parabéns pela resenha, ficou incrível! Não conhecia o livro, mas fiquei com vontade de ler!

    Beijos

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  2. Obrigado, Jéssica!!
    Recomendo o filme também. Os dois são bem tocantes.
    Beijos!

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