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14/07/2018

Resenha :: A Boa Filha



“28 anos atrás, a feliz vida familiar de Charlotte e Samantha Quinn foi dilacerada por um terrível ataque à casa de sua família. Deixou a mãe deles morta. Deixou o pai deles - o notório advogado de defesa de Pikeville — devastado. E deixou a família fraturada além do reparo, consumida por segredos daquela noite terrível.
Depois de todos esses anos Charlie (Charlotte) seguiu os passos de seu pai para se tornar uma advogada - a boa filha ideal. Mas quando a violência chega a Pikeville novamente - e uma tragédia chocante deixa toda a cidade traumatizada — Charlie está mergulhado em um pesadelo. Não só ela é a primeira testemunha em cena, mas é um caso que desencadeia as terríveis memórias que ela passou tanto tempo tentando suprimir. Porque a verdade chocante sobre o crime que destruiu sua família há quase trinta anos não será enterrada para sempre.” (Sinopse Americana)



Falar ou escrever sobre esse livro é ainda mais difícil que o normal, porque qualquer coisa pode ser um spoiler e realmente estragaria as surpresas e as reviravoltas que ele possui, e a pessoa que vai ler pode esperar por elas de TODAS as formas, do início ao final do livro.  A máxima do House “everybody lies” se aplica com perfeição nesse livro. Quando Charlie se vê como testemunha de um crime, não apenas a tragédia, mas a investigação do mesmo começa a desencadear fatos que remontam ao que aconteceu com ela quando tinha 13 anos.

Pikeville é uma cidade criada pela autora, mas de certo modo nessa cidade ninguém é completamente inocente ou culpado. Do pai de Charlie ao promotor de justiça. Outra coisa que esse livro aborda é a violência, seja doméstica, bullying ou urbana. A pergunta que permeia toda trama é: Quando é demais para alguém conseguir superar? Quanto de dor e sofrimento é necessário para que seja demais?

A escrita da autora me prendeu do começo ao fim da trama, eu realmente precisava de respostas, porque a cada página mais perguntas surgem, porque as respostas que você já tinha não são mais verdadeiras, válidas. As surpresas e reviravoltas acontecem de forma quase enlouquecedora (no melhor sentido de um suspense), então o porquê da nota?

Porque para mim a autora passou a linha do necessário, ela trouxe elementos a esse sofrimento que achei que serviam mais para chocar o leitor do que necessárias à trama. E ela fez isso de forma repetitiva para alguns personagens, o que mais me chateou foi que isso não criou em mim qualquer forma de empatia ou simpatia para com a trama.

Enfim, é um ótimo livro, mas não a ponto de eu querer ler mais nada da autora, porque não sei se meu coração suporta outro rolo compressor passando por cima dele.


Nota :: 


Informações Técnicas do livro

A Boa Filha
Ano: 2018
Páginas: 480
Editora: TAG - Experiências Literárias; HarperCollins Brasil
Sinopse (Skoob):
Um crime brutal devasta a família Quinn. Os suspeitos são os irmãos Culpepper, conhecidos na cidade como reincidentes na delinquência. Desintegrado, o clã dos Quinn tenta superar o trauma à sua maneira, até que, 28 anos depois, outro incidente violento trará à tona tudo aquilo que ficou guardado.

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