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26/07/2019

Resenha :: Paixão em um Verão


Olá, Faroleiros!

Este mês participei de uma leitura coletiva e quero compartilhar com vocês a resenha desta obra deliciosa.

A vida é feita de coincidências. Às vezes elas podem ser tão maravilhosas a ponto de mudar as nossas vidas para sempre. Paixão em um Verão, da Tatiana Mareto, nos traz uma história envolvente de quatro amigas e como a vida delas muda completamente depois das férias de verão.


Não dava para adivinhar o que aconteceria naquele verão. Eu não fazia a menor ideia do que encontraria quando chegasse ao México, nem do que se seguiria durante minha estada do outro lado do planeta. 

Elis, Ana, Thais e Paula se hospedam no JW Marriott em Cancun, México, a fim de passar as férias e recarregar as baterias. Elas estão super empolgadas com as infinitas possibilidades de passeios, festas e azaração que podem ocorrer por lá. Afinal, onde há a mistura de músicas dançantes, bebidas exóticas e homens bonitos, muita coisa pode acontecer.

Assim, sem qualquer tipo de aviso prévio, como se eu não pudesse ter uma convulsão com a sua simples presença, Samuel Whitlock, em carne e osso, materializa-se em nossa frente. Não consigo ver se Paula ainda está viva, espero que sim. Meu coração dispara e posso apostar que minha pressão subiu. Ele não está vestindo quase nada, apenas uma sunga listrada de azul e branco. Peito nu, pés descalços, cabelos molhados - essa é uma visão do que o Paraíso seria se ele existisse.

Só que as quatro amigas não estavam preparadas para encontrar hospedados no mesmo hotel que elas os integrantes da sua banda preferida no mundo todo: O Blue Age. Fãs de carteirinha, que inclusive participavam de um Fórum Internacional da banda na internet, as garotas quase tiveram um ataque de euforia ao vê-los ali, ao vivo. Quase, porque as meninas conheciam mais do que ninguém aqueles caras ali. Sabiam que tudo que eles não curtiam nos momentos fora do palco eram as fãs em seu estado histérico. Por isso elas tinham um plano: iriam se aproximar, se enturmar e aproveitar a companhia dos homens dos seus sonhos.

Paula dá uma risada, mas percebo que Ana está preocupada. Ela ainda não tomou coragem de procurar Samuel e revelar a ele a verdade, ou seja, confessar que é fã e que não contou aquilo no primeiro encontro porque não achou que o rótulo fosse mais importante do que a percepção a seu respeito. Ela tem razão, o problema é adiar demais aquela conversa.

Charlie, Sam, Paul e Daniel só queriam descansar naquele verão. A banda vinha tentando reconectar-se com a inspiração, por isso escolheram um lugar paradisíaco para tal. Eles tentavam a todo custo fugir de fãs perseguidoras. Então, quando conheceram as quatro garotas hospedadas no mesmo hotel que eles e que não os reconheceram, decidiram curtir o lugar junto com elas.

Índice de chances de umas férias de verão totalmente inesquecíveis? Altamente prováveis!

Nossa interação já ultrapassou a maioria das barreiras que as fãs têm com os ídolos.
Quis que meus olhos tivessem visto todos os rapazes. Quis, sinceramente, poder apreciar suas figuras distintas, enquanto tinha a oportunidade de conhecê-los além da música, além da fandom. Mas falho miseravelmente porque, enquanto eles caminham em nossa direção, tudo que preenche minha visão é Paul Allen sorrindo, com uma expressão tímida que não combina com ele, vestindo regata amarela e bermuda florida. Tudo está florido demais em Cancún, já estou ficando farta de flores. Mas não dá para ficar farta de Paul.


Uma das coisas que eu mais gosto nessa história é a forma despretensiosa e divertida como a Tatiana Mareto a inicia. Quem nunca na vida não teve um ídolo famoso e sonhou em conhecê-los pessoalmente? Se nunca teve, provavelmente conhece alguém que já fez ou pensou em fazer uma loucura pelo ser venerado.

Paul sorri mais uma vez e eu me derreto com esses lábios perfeitos. Nosso combinado, no entanto, não me permite agir como aquela que usualmente ouve todas as músicas do Blue Age duas vezes por dia, pelo menos. Eu tenho que ser eu mesma e mostrar para ele que sou capaz de vê-lo além do ídolo, além da pessoa que idealizo na minha cabeça — porque eu duvido que ele seja parecido com meus delírios. Não. Ele é muito melhor.

Começamos Paixão em um Verão conhecendo o lado tiete das garotas, principalmente da Elisângela, que é quem narra a maior parte da história. Uma mulher como qualquer uma de nós, com anseios, desejos e defeitos que conseguem conquistar o coração de Paul. Porque a vida é isso, ela não é só beleza e encanto. Há também poesia na imperfeição, e o guitarrista do Blue Age consegue vislumbrá-la, por isso se apaixona pelo conjunto a obra que é a Elis.

É mais um desses beijos perfeitos que só ele sabe dar, quentes e molhados, carregados de sentimento e paixão. Parece até que estou no cenário de uma música qualquer do Blue Age e que Paul é capaz de transferir a emoção de suas canções para os lábios. Talvez ele seja. Os dedos, acostumados à guitarra, amoldam-se com perfeição às minhas formas.

Ela, por sua vez, reluta em acreditar nos sentimentos de Paul que, por ser famoso, pode ter quem quiser. Isso demonstra, claramente, o quanto a Elis é insegura consigo mesma. Mesmo ele dando todas as indicações da sua intenção, demora até ela perceber e se permitir uma chance. Também não é para menos. Estamos falando de Paul Allen, o integrante da banda que ela é apaixonada desde que os conheceu. Lá no fundo do coração a garota já nutria sentimentos intensos por ele. Quando Elis se permite viver dias e noites intensas com Paul, Cancun se transforma no lugar dos sonhos e a paixão entre eles só aumenta.

— Preciso fazer uma pergunta. Você sabe que eu compus várias músicas durante as férias… eu queria saber se você permite que eu as use no programa.
— Ahm? Eu permitir? Por que eu deveria permitir ou não permitir alguma coisa?
— Porque eu compus as músicas para você. Sobre você. Sobre nós.

Ao mesmo tempo, as amigas interagem com os outros ídolos e aproveitam juntos o que a viagem tem a oferecer. É uma delícia tentar adivinhar quais casais darão certo ou não naquele grupo inusitado.

“Elis, tá viva?” 
“Não sei, provavelmente não estou. O que foi isso?”
“Paul Allen sendo Paul Allen. Ele está apaixonadinho, hem? Você o fisgou de jeito, me conta o que fez.”
“Ah, fala a mulher que seduziu Samuel Whitlock.”

Difícil foi imaginar as férias de verão acabando, cada um voltando para sua vida. Aqueles momentos deixariam marcas intensas em todos. Principalmente no nosso casal protagonista. Por isso, o que acontece depois é uma sucessão de mergulhos à desconhecida profundeza do amor de Paul e Elis. Ninguém seria capaz de prever a sequência de fatos que culminariam em um final realmente emocionante.

Afinal, desde a primeira página da obra tudo se resume a sentimentos, a chave que gira as engrenagens do nosso corpo e nos permite viver. Não seria diferente no livro, senão não teria tanto verossimilhança e a leitura não nos prenderia de tal maneira.

— Quer me convencer que ela te drogou, Paul?
— Eu não sei.
Ele baixa a cabeça. Alguém traz café, não sei quem. Estou com dor de cabeça e morrendo de fome, mas não peço nada porque posso segurar nenhum objeto pontiagudo.
— Você fez sexo com ela. Lembra disso?
— Não.
— Não fez sexo ou não lembra?
— Não lembro.

Mergulhei de cabeça na obra e me permiti viajar pela intensidade dos acontecimentos. Ri, chorei, esbravejei, torci e comemorei cada virada na história dos personagens. Paixão em um Verão é daqueles livros que podemos esperar de tudo. A Tatiana, como uma excelente escritora que é, não nos poupa de nenhum fato. Ela, literalmente, escancara a situação de forma que só nos resta, como leitores, aceitar e rezar para que tudo se resolva nas próximas páginas. E é assim, de forma intensa e vibrante, que devoramos os capítulos.

A pergunta me atingiu no meio da face, porque ela é óbvia e, ao mesmo tempo, eu não imaginei perguntá-la. O que estou fazendo em Los Angeles? Por que saí correndo da cama de Mark para pegar um voo às pressas? A resposta é ainda mais óbvia, porque eu amo Paul Allen. E porque a dor dele é minha dor, porque não suporto a agonia dele. Porque ele me ligou e disse que precisa de mim, mesmo que ele não tenha dito isso hoje.

Não preciso dizer o quanto amei a Paixão em um Verão, amei o Paul e a Elis e o Blue Age. Mas eu realmente fiquei curiosa para conhecer mais dos outros personagens. Sabemos que rola sentimentos entre alguns deles, mas suas histórias pessoais são contadas de forma superficial e ficamos curiosas por mais. Fica o apelo à escritora que sacie nossos anseios.

Paul me abraça e afundo o nariz em seu peito nu. Esse talvez seja o meu lugar favorito no mundo — em seus braços, respirando o seu cheiro, em contato com sua pele.

Fica também a dica de leitura para quem quer suspirar e relembrar da  sua época de tiete. Paixão em  Verão é a oportunidade de resgatar o sonho da possibilidade de um romance com seu ídolo querido. Ele é real, é muito real. Pelo menos foi para a nossa querida Elis.

We’ll be walking through leaves
When summer’s gone
We’ll carry on


Nota :: 



Informações Técnicas do livro

Paixão em um Verão
Tatiana Mareto
Ano: 2018
Páginas: 405
Editora: Independente
Sinopse:
Paixão em um Verão narra a aventura de Elisângela, uma jovem mulher descontente com sua vida que deposita a esperança em mudanças internas quando vai passar as férias em um paraíso tropical com as melhores amigas. 
Tudo muda de perspectiva quando ela descobre que estão hospedadas no mesmo hotel do Blue Age, sua banda favorita, de quem é fã incondicional. Com a oportunidade de conhecer os ídolos e interagir com ele, o tédio desaparece e suas aspirações ficam em segundo plano. 
Contudo, o que Elisângela acredita ser apenas um momento de interação entre fã e ídolo começa de forma inusitada e a coloca frente a frente com Paul Allen, o guitarrista, objeto de seus devaneios menos secretos. 
Paul é o homem de sua vida, ela sabe disso, e está com a chance de fazer parte dela, definitivamente. Porém existem muitos desafios e percalços para que uma mulher comum e desinteressante como ela possa conquistar definitivamente o amor.


 _____Sobre a Autora_____

Tatiana Mareto


Tatiana Mareto é sagitariana, gosta de se comunicar, adora transformar sentimentos em palavras. Mora em Cachoeiro de Itapemirim, é professora e advogada e começou a escrever aos doze anos, sendo autora de diversos textos não acabados, muitas poesias não publicadas e alguns originais empoeirados. Inspira-se com música e tem uma trilha sonora para todos os capítulos - das suas histórias e da sua vida. Se apaixona com facilidade pelos próprios personagens e coleciona crushes literários. 

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