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16/11/2020

Resenha :: O Exorcísta


Olá, pessoa!! Hoje venho comentar minha leitura de um livro que muitas pessoas conhecem pelo filme também clássico das histórias de terror. Quatro décadas após chocar o mundo inteiro, a obra-prima de William Peter Blatty permanece uma metáfora moderna do combate entre o sagrado e o profano, em um dos romances mais macabros já escritos...

 

O mal assume várias formas. Seja com monstros, fantasmas ou demônios, tanto a literatura quanto o cinema sempre foram bem-sucedidos em representar a essência do nosso lado mais reprovável. Tendo como ponto de partida uma história real, O Exorcista, no entanto, conseguiu superar qualquer outra obra do gênero. A inspiração veio no caso real do exorcismo de um adolescente. E uma simples busca no Google te garante imagens e relatos ainda mais perturbadores e curiosos sobre essas histórias, a real e a ficcional.



Não é necessário nenhum conhecimento prévio para acompanhar a história, porém, caso tenha assistido ao filme, deixe o máximo que conseguir dessa experiência de lado e aventure-se na perturbadora história de Chris MacNeil, uma atriz que sofre com inesperadas mudanças no comportamento da filha de 11 anos, Regan. Quando todos os esforços da ciência para descobrir o que há de errado com a menina falham e uma personalidade demoníaca parece vir à tona, Chris busca a ajuda da Igreja para tentar livrar a filha do que parece ser um raro caso de possessão.

 

Ah! Caso você tenha assistido ao filme, assim como eu, aproveite para descobrir COMO e PORQUE o demônio encontra a “porta de entrada” para a vida de Regan e por que vai caber a Damien Karras, um padre da universidade de Georgetown, salvar a alma de Regan e, ao mesmo tempo, tentar restabelecer a própria fé, abalada desde a morte da mãe. Neste livro, o demônio tem sua face mais revoltante: a corrupção de uma alma inocente. A menina Regan é, ao mesmo tempo, o mal e sua vítima. Seu sofrimento e o abismo entre o que ela era e o que se torna continuam nos atormentando a cada página, a cada cena.

 

Com uma narrativa em terceira pessoa, acompanhamos tudo quase como em um filme. Sensações e sentimentos pontuam as mudanças de cena e criam um clima ainda mais imersivo na trama. Isso também garante que o leitor saiba o que acontece com vários personagens e deixa a história com uma narrativa fluida e instigante. A ponto de que se alguém interromper sua leitura, o susto pode ser real, pelo choque de voltar a realidade. A trama é bem estruturada e em alguns pontos a cena parece ser feita para que a imaginação de quem lê preencha pequenas lacunas, o que pode ser ainda mais apavorante.

 

As descrições, tanto da história central quanto de coisas do cotidiano que continuam a acontecer apesar do estado de Regan, tornam tudo mais crível e próximo da realidade, além de datas que pontuam a passagem do tempo e o sofrimento de longos meses daquelas pessoas, afinal o mal que atinge Regan recai sobre todos a sua volta. Cada personagem dessa história tem suas características tão bem marcadas e descritas que te coloca a ponto de achar que é alguém que você realmente conhece, se envolve com os conflitos, dramas e, em especial, sofrimento.

 

A linguagem dessa trama é tão incrível, porque, por envolver o mundo dos Jesuítas (padres conhecidos por sua erudição), vamos da linguagem cotidiana, algumas vezes chula, ao erudito latim. Sem falar no impronunciável dito pelo demônio. Os diálogos são mais que verossímeis e adequados à obra. Você sabe que cada personagem diria daquela exata maneira e talvez esse seja um dos grandes elementos de sucesso da trama. Afinal não se trata apenas de uma simples história sobre o bem contra o mal, ou sobre Deus contra o Demônio, mas também sobre a renovação da fé.



A edição que li foi a lindíssima edição em capa dura com alto relevo e cruz invertida em verde florescente, corte também em verde florescente e fitilho de cetim na mesma cor. Folha de guarda com ilustrações apavorantes e de qualidade, desenho digno de nota, diagramação impecável, folha e fonte confortáveis para leitura. Encadernação de luxo e não identifiquei nenhum erro ortográfico ou de digitação. Um primor.

 

Vale ainda destacar que tanto o livro quanto o filme ganharam continuação e essa também em livro e filme para o cinema. Ou seja, você já pode agora garantir sua próxima leitura. Boa leitura e divirta-se.



Nota :: 



Informações Técnicas do livro

O Exorcista

William Peter Blatty

Ano: 2020

Páginas: 336

Editora: HarperCollins Brasil

Sinopse:

Um clássico do terror com mais de 13 milhões de exemplares vendidos. Uma obra que mudou a cultura pop para sempre, O exorcista é o livro que deu origem ao maior filme de terror do século XX. Quatro décadas após chocar o mundo inteiro, a obra-prima de William Peter Blatty permanece uma metáfora moderna do combate entre o sagrado e o profano, em um dos romances mais macabros já escritos.. O mal assume várias formas. Seja com monstros, fantasmas ou demônios, tanto a literatura quanto o cinema sempre foram bem-sucedidos em representar a essência do nosso lado mais reprovável. O exorcista, no entanto, conseguiu superar qualquer outra obra do gênero. Inspirado no caso real do exorcismo de um adolescente, o escritor William Peter Blatty publicou em 1971 a perturbadora história de Chris MacNeil, uma atriz que sofre com inesperadas mudanças no comportamento da filha de 11 anos, Regan. Quando todos os esforços da ciência para descobrir o que há de errado com a menina falham e uma personalidade demoníaca parece vir à tona, Chris busca a ajuda da Igreja para tentar livrar a filha do que parece ser um raro caso de possessão. Cabe a Damien Karras, um padre da universidade de Georgetown, salvar a alma de Regan e ao mesmo tempo tentar restabelecer a própria fé, abalada desde a morte da mãe. Neste livro, Blatty conseguiu dar ao demônio a sua face mais revoltante: a corrupção de uma alma inocente. A menina Regan é, ao mesmo tempo, o mal e sua vítima. Ela recebe a pena e a revolta de leitores e espectadores em doses equivalentes e, mesmo quarenta anos depois, seu sofrimento e o abismo entre o que ela era e o que se torna continuam nos atormentando a cada página, a cada cena. Um clássico do terror que se mantém atual como somente os grandes nomes do gênero poderiam criar, O exorcista não se trata apenas de uma simples história sobre o bem contra o mal, ou sobre Deus contra o Demônio, mas também sobre a renovação da fé.


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