04 março, 2022

# @Danii # Editora Parceira

Resenha :: De Sangue e Cinzas



Oi, serzinho! Hoje estou aqui para falar de um livro de fantasia que me deixou viciada. Preciso confessar que amo fantasia e amo romance, então uma mistura dos dois era o que essa pobre leitora precisava e nem sabia.

 

De Sangue e Cinzas. Nós Ressurgiremos.



O livro é narrado em primeira pessoa pela minha amada protagonista, Penellaphe, ou Poppy para os mais próximos. Ela é a “Donzela”, escolhida pelos deuses, e quanto mais perto de seus 19 anos ela chega, mais perto fica da sua Ascensão, de ser entregue aos deuses que a escolheram, não sabendo o que isso significa exatamente e o que acontecerá depois. 

  

E sendo a Donzela, ela é destinada a salvar o seu reino, Solis, dos Atlantes, que criaram os terríveis Vorazes. Como isso vai acontecer, ela também não sabe. Na verdade, ela não sabe de muita coisa sobre seu próprio destino, e nem tem muita escolha sobre o que quer ou não na vida (saudades, livre-arbítrio), afinal ela é a Donzela, e ela deveria se sentir grata por essa “honra” (sem muitos benefícios), certo? E daí que ela não tem direito a escolha, ela é a Donzela! (Aviso de ironia aqui).


Ela quase não tem liberdade, fica presa no quarto boa parte do dia. Ela só pode usar branco (nem uma coisinha rosa, imagine só!), quase ninguém pode a ver sem o véu, quase ninguém pode interagir ou falar com ela, e apesar de esse ser o sonho da minha vida (como uma boa pessoa com fobia social), não é o da Poppy. Ela quer poder viver, não ser solidária, quer lutar ao lado dos guardas, enfrentar as criaturas que mataram seus pais e lhe deixaram cicatrizes, ajudar as pessoas com o seu Dom, ela quer poder fazer escolhas, não se sentir sufocada com tantas regras. A pobrezinha não pode fazer nada! Mas não poder não quer dizer que ela não faça, veja bem, não estamos diante de uma mocinha submissa. Com certa ajuda, ela tem amostras de como poderia ser a sua vida, se ela fosse outra pessoa e não a “Donzela”.

 

Todos os direitos que os outros têm são privilégios para você, recompensas que parecem impossíveis de obter.



E por ser tão “privilegiada”, ela ainda está na mira dos inimigos de seu reino. E depois de um ataque, ela ganha um novo guarda pessoal, Hawke Flynn, que é muito bom em, bem, matar, e em deixar a Poppy fora de si. Com a convivência entre eles, cada vez mais o que é proibido fica mais difícil de — querer — evitar.

 

— As coisas estão prestes a ficar muito mais emocionantes por aqui.

 

Conforme o perigo aumenta, a Poppy vai descobrindo que nem tudo que lhe contaram é verdade, suas certezas viram pó e ela percebe que a história tem mais de um lado, não apenas o que aprendeu desde sempre que era o certo. Entre descobertas, anseios, mentiras, surpresas e traições, Poppy tem o seu futuro ainda mais indefinido e cheio de perigos. E suas escolhas podem afetar não só a ela, mas a dois reinos.

 

— Medo e coragem costumam ser a mesma coisa. Podem transformá-la em uma guerreira ou em uma covarde. A única diferença é a pessoa em quem esses sentimentos residem.



Que livro bom, meu caro serzinho! Confesso que demorei alguns capítulos para engatar na leitura, até porque eu não lia nenhum tipo de fantasia há quase 84 anos (ok, nem tanto), e demorei para conseguir me habituar com o mundo criado e tudo, mas depois eu não queria largar nunca, e quase não larguei mesmo, se eu parei para dormir ou comer, eu realmente não lembro. 

  

A maneira que a Jennifer L. Armentrout escreveu e desenvolveu todo o universo de De Sangue e Cinzas me surpreendeu, porque, por já ter lido outros livros dela, estava esperando algo mais leve, mas eu estava errada, e falo isso feliz, porque gostei do livro mais do que pensei que gostaria. 

  

A escrita da autora é tão boa de se ler que flui como água, ela tem um jeito envolvente de desenvolver a história, te prendendo de uma forma que, quando percebe, você leu todas as 672 páginas como se fossem 100. E ela conseguiu criar um universo que traz figuras já conhecidas, mas sem esquecer de deixar a sua marca e criar algo dela, desenvolvendo uma alta fantasia muito gostosa de ler.

 

Algumas verdades não fazem nada além de destruir e deteriorar o que não podem apagar. A verdade nem sempre liberta. Só um tolo que passou a vida inteira ouvindo mentiras acredita nisso.



A história teve reviravoltas que, apesar de não serem exatamente imprevisíveis, movimentaram bem a trama. Gostei das descrições, não são maçantes e nem deixam o livro arrastado. E os diálogos? Ahh, os diálogos são uma das melhores coisas da escrita da autora. E falando em melhores coisas, eu fiquei completamente apaixonada pelos personagens, tão bem construídos, tão cativantes (bom, os que eram para cativar, alguns eu odiei mesmo). Vou falar um pouquinho dos principais, mas não dos secundários, porque meu coração ainda não está pronto para entrar nesse terreno, mas saiba que amei muito alguns deles. 

  

O que dizer da Poppy? Essa protagonista conquistou meu coração quase todinho (uma parte menor eu deixei para o Hawke) desde o início e foi ficando cada vez mais apaixonante. Ela é determinada, corajosa, cheia de vontade de viver, forte, uma verdadeira guerreira, com um bom talento para usar armas. Com certeza, eu tentaria nunca a deixar irritada, porque, apesar de ser um amor, ela tem um lado agressivo, que eu amei muito. 

  

Outro que gosta da parte agressiva da Poppy, como eu, é o Hawke. Ele é um personagem misterioso, com uma personalidade duvidosa, cheio de charme e humor sarcástico. Desde o início eu gostei dele, mas também criei uma certa desconfiança, porque ele parecia bom demais para ser de verdade (não que seja, já que é um personagem literário, mas você entendeu o que eu quis dizer), e não ter um problema envolvido. Então tentei não me apaixonar por ele e fracassei totalmente. 

  

A interação entre a Poppy e o Hawke exala química. As alfinetadas, as provocações... Os dois se entendem nas suas semelhanças e nas diferenças. Um romance cão e gato, que um às vezes quer matar o outro. Ahh, o amor é lindo realmente.



Fiquei tão viciada nesse livro que quando li a última página, tive que me controlar para não voltar para a primeira e ler tudo de novo, porque eu simplesmente não queria sair desse universo, e a sequência ainda não foi lançada aqui. Leitor sofre nessa vida, viu? 

  

Esse universo realmente me conquistou. A Jennifer entregou uma fantasia bem escrita, com um romance cativante e mortes sangrentas. E depois do final desse primeiro livro, só posso dizer que quero (preciso) ler Um Reino de Carne e Fogo o quanto antes, pelo bem dos meus nervos. Até!

 

Aquilo dizia respeito a mim. Ao que eu queria. Era a minha escolha.



Informações Técnicas do livro

De Sangue e Cinzas 

Jennifer L. Armentrout 

Tradução: Flavia de Lavor 

Ano: 2021 

Páginas: 672 

Editora: Galera Record 

Sinopse:

Vencedor do Goodreads Choice Awards 2020 de melhor romance. De sangue e cinzas é uma fantasia sexy, viciante e arrebatadora, perfeita para os fãs de Sarah J. Maas. 

  

Prestes a completar 19 anos, Poppy se prepara para sua Ascensão. Quer dizer, Poppy é preparada para sua Ascensão, já que, como tudo mais em sua vida, ela não tem opção senão Ascender. Sendo a Donzela, ela será entregue aos deuses de qualquer forma, seja lá o que isso signifique. 

Destinada a salvar Solis dos Atlantes, que amaldiçoaram o reino com a criação dos terríveis Vorazes, Poppy não entende o que está por vir e nem sabe se está pronta para ser entregue aos tais deuses ou, ainda, se sequer deseja fazê-lo. 

Privada de todas as escolhas, sendo inclusive obrigada a cobrir o rosto com um véu e impedida de conversar com qualquer pessoa além de uma dama de companhia designada pela Corte, Poppy leva uma vida solitária. Mas o que ela quer mesmo é lutar ao lado dos guardas e conseguir se proteger das criaturas que ameaçam o reino, as mesmas que mataram seus pais. Com um aliado secreto e uma habilidade rara, Poppy tem um vislumbre da vida que poderia ter se fosse livre do fardo de ser a Donzela. 

Mas com a entrada de Hawke Flynn em sua vida, o mundo de Poppy vira de cabeça para baixo e ela corre o risco de ser arrebatada por tudo o que sempre lhe disseram ser proibido. Lançada em uma intrincada rede de mentiras, traições e desejo, ela vê todas as suas certezas começarem a ruir. Qual será o lado certo da história? E será que há mesmo um lado certo? Em meio a tantas reviravoltas e dilemas, o futuro de Poppy está cada vez mais incerto e perigoso, e a vida de dois reinos está em suas mãos.



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