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22 janeiro, 2020

Resenha :: A Lista

22 janeiro 0 Comentários

Simplesmente um dos livros mais tocantes que já li, não poderia ter iniciado o ano com uma leitura melhor!  

O livro nos traz a história da jornalista Kitty Logan, que por conta de um enorme erro em uma reportagem, está sofrendo um processo e recebendo retaliação da sociedade. Foi afastada de seu emprego na TV e quase está sendo afastada também da revista Etcetera, se não fosse pelo apoio da dona da revista, Constance.


Constance é a mentora de Kitty, e ao longo dos anos construíram uma amizade linda, mas infelizmente Constance está com câncer e seu diagnóstico não é nada bom. Em uma das visitas de Kitty à amiga no hospital, a jornalista pergunta qual a matéria que Constance não escreveu, mas queria ter feito, e ela lhe fala de uma lista que está guardada em sua casa, de uma matéria que queria muito escrever.

Constance falece antes de contar a Kitty sobre o que era aquela lista, que continha 100 nomes, e agora, sem a ajuda da mentora e amiga, ela tem duas semanas para descobrir o significado dessa lista e escrever a reportagem que sua amiga idealizava, que constará na edição em memória dela. Com todos contra ela, Kitty corre contra o tempo para desvendar o segredo da lista e, ao mesmo tempo, voltar a dar um rumo a sua vida.

Kitty procurava por mentes incomuns, adorava ouvir tanto a menos interessantes quanto as mais fantásticas. Não acreditava que tudo que precisávamos enxergar fosse visível aos olhos, e sentia um desejo iminente de descobrir o que havia por detrás das camadas de cada pessoa. Era esse fascínio e, de fato, o amor pelas pessoas que ela trazia para as matérias da Etc etera, mas talvez não tivesse transferido muito bem esse amor em suas matérias para o Thirty Minutes. (p. 113)

Terminei esse livro há pouco tempo e ele mexeu com as minhas estruturas. Cecelia não nos traz apenas uma história aqui, mas várias, e isso é o que tem de mais valor.

Kitty é uma personagem incrível, apesar dos seus defeitos, e está realmente arrependida do mal que causou. Infelizmente muitos se viraram contra a ela, e aquela que mais a apoiava acabara de falecer.

Sua vida de agora em diante é viver em função da lista deixada por Constance, com 100 nomes que não fazem sentido algum e que não parecem ter nenhum significado, ao mesmo tempo em que tenta sobreviver a toda retaliação que está sofrendo.

Mas o que mais me tocou foi a personalidade da Constance e a mensagem que ela nos deixa. Mesmo a personagem tendo falecido logo no início do livro, sua presença e ensinamento está por toda a história, e quando chegamos ao final e vemos o desfecho da lista, vemos o quão brilhante essa mulher era.


O livro fala muito do valor da vida e do valor que cada um de nós tem. A nossa história é extremamente importante, mesmo que não achemos isso. A autora conseguiu captar de forma singela o valor da vida e da simplicidade, nos fazendo refletir sobre o que fazemos e o quanto isso interfere em nosso meio.

É uma leitura maravilhosa e super recomendada. Você vai adentrar na vida de cada personagem e perceber quão especial é, e isso vai mudar a sua vida, como aconteceu com a Kitty.


Espero que tenham a oportunidade de se apaixonar pela história, e que ela consiga tocar cada um de vocês.


Nota :: 


Informações Técnicas do livro

A Lista
Todo mundo tem uma história...
Ano: 2015
Páginas: 384
Editora: Novo Conceito
Sinopse:
Kitty Logan tem 32 anos e aos poucos está perdendo tudo o que conquistou: sua carreira está arruinada; seu namorado a deixou sem um motivo aparente; seu melhor amigo está decepcionado com ela; e o principal: sua confidente e mentora está gravemente doente.
Antes de morrer, Constance deixa um mistério nas mãos de Kitty que pode ser a chave para sua mudança de vida: uma relação de nomes de pessoas desconhecidas. É com base neles que Kitty deverá escrever a melhor matéria de sua carreira.
Quando começa a ouvir o que aquelas pessoas têm a dizer, Kitty aos poucos descobre as conexões entre suas histórias de vida e compreende por que foi escolhida para dar voz a elas.


O Grupo Editorial Novo Conceito oferece sempre os best-sellers mais aguardados e comentados do meio literário. Em anos de sucesso editorial, foram vários os autores e títulos reconhecidos na principais listas do PublishNews e Veja. O selo Novo Conceito foi desenvolvido para reunir essas grandes publicações, além das novidades e lançamentos internacionais que ainda virão.

18 março, 2019

Resenha :: Como Se Apaixonar

18 março 7 Comentários

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Quando se lê apenas o nome desse livro, você pode se perguntar: “Será que é um livro de autoajuda ensinando como se apaixonar por algum doido (ou doida) por aí? Parecido com aqueles de como conquistar um cara em três dias?” Bem, como você deve notar pela sinopse (no final do post), não é. (Breve pausa para agradecimento à Cecelia Ahern por isso.  “Obrigada Cecelia!!!”  Pronto, agradecemos). E antes que alguém pergunte, sim, eu amo esse livro. Na verdade 80% de mim o ama, e os outros 20% tem uma bela paixão platônica por ele.


A vida é uma série de momentos e momentos sempre mudam, assim como pensamentos, negativos ou positivos.

Bom, voltando a história, nada como salvar um estranho de se matar para ter coragem de se comprometer com o desafio quase impossível de fazê-lo amar a vida de novo em duas semanas, né? Hum , talvez tenha, nunca impedi um estranho de se matar para saber como é. Mas a Christine sabe! Já que ela impediu o Adam de pular da ponte e tudo. “Ponte? O cara ia pular de uma ponte?” Sim, ele ia, mas a Chris chegou antes de o mundo perder mais um cara lindo.

Enfim, o cara da ponte (também conhecido como o cara lindo, ou, simplesmente, Adam) nem é o primeiro suicida que ela encontra (Azar? Coincidência?). Antes de conseguir impedir que o Adam pule rumo à morte (ou à água mesmo), ela tenta impedir que um outro suicídio aconteça, mas infelizmente não se pode controlar as ações alheias e Simon (o primeiro suicida) atira na própria cabeça. E isso desperta em Christine a vontade de salvar a própria vida, então ela decide largar o marido para buscar uma vida mais feliz. “Ela larga o marido por que viu alguém atirar em si mesmo? Sério isso?” Em parte sim, mas essa “experiência” meio que abre os olhos dela. Como a própria Cecelia escreveu, às vezes, quando você presencia algo muito real, fica com vontade de se afastar de tudo o que é falso e parar de fingir, fica com vontade de querer ser verdadeiro e honesto com você mesmo... Então a Christine possivelmente pensa: “Por que continuar casada com alguém que não amo, sendo infeliz e fazendo o outro infeliz também? Com alguém que eu nem deveria ter me casado para começo de conversa?”

Infelizmente, as consequências dessa decisão não são nada fáceis já que todos acham que é apenas por causa do trauma e não por seu casamento ser infeliz; e o vingativo (frio, maldoso e amargo) do ex-marido, Barry, resolve tirar tudo que ela tem e infernizar a vida da pobre mulher, quando ela fez quase um favor para ele.

Era quase como se a minha infelicidade não fosse o suficiente. Se ele não me traiu, não me bateu e não foi cruel comigo, ninguém parecia conseguir entender que eu não amá-lo e estar infeliz eram motivos suficientes.

Mas esses problemas não a impediram de certa noite, passeando por uma ponte, encontrar (e salvar) Adam que estava determinado a pular rumo ao desconhecido. Mas como nada na vida é fácil (tirando fazer miojo), o cara da ponte apenas concorda em prolongar sua vida até o dia de seu aniversário e nesse prazo ele permite que Christine tente ajudá-lo a voltar a amar a vida e a resolver os problemas que tem (como se ela já não tivesse os próprios), e se não conseguir, o desejo de morrer dele vai vencer (“uma solução permanente para um problema temporário”).


É um momento, isso é tudo. E momentos passam. Se você aguentar, esse momento vai passar e você não vai querer acabar com a sua vida. (...) Pode parecer que não há opções, mas há... Você pode superar isso. (...) O que quer que esteja acontecendo, você consegue superar.

Quantas pessoas você conhece que colocariam os próprios problemas em segundo plano para tentar salvar a vida de alguém desconhecido até então? Se não conhece, leia esse livro e conheça a Super-Christine, solucionadora de problemas e salvadora de suicidas por acaso (ou talvez nem tão por acaso assim). Para a senhorita conserta-tudo se algo não pode ser consertado pode ser mudado, melhorado, e para isso ela se inspira, e muito, em livros de autoajuda.

E com base nesses livros ela tenta ajudar Adam, que é um dos suicidas mais apaixonantes que eu já tive o prazer de conhecer por meio de um livro. Ele sabe ser gentil e educado, engraçado, romântico... Ah! Romântico!  (Suspiros para esse ser apaixonante!). Adam faça um chocolate para mim também! Em formato de livro! Porque não estou ganhando nem a embalagem de um bombom!


Com cenas que variam da comédia ao drama, em Como se apaixonar conhecemos melhor Christine e Adam (como alguns personagens secundários) que nos mostram que é preciso estar ao lado das pessoas dando apoio sim, mas as deixando viver a própria vida e tomar as próprias decisões; e que nos dão verdadeiras lições de vida, envolvendo depressão, suicídio, superação, generosidade, família, amizade, amor e, principalmente, sobre a arte que é viver e ser apaixonado pela própria vida.

Onde estaríamos sem amanhãs? O que teríamos em vez disso seriam hoje. E, se esse fosse o caso, com você, eu esperaria que hoje fosse o dia mais longo. Eu encheria o hoje de você, fazendo tudo o que sempre amei. Eu riria, falaria, ouviria e aprenderia, eu amaria, amaria, amaria. Faria todos os dias serem hoje e passaria todos com você, e nunca me preocuparia com o amanhã, quando não estaria com você. E, quando aquele temido amanhã chegar para nós, por favor, saiba que eu não quis deixá-lo, ou ser deixada para trás, que cada momento que passei com você foram os melhores momentos da minha vida.


Nota :: 


Informações Técnicas do livro

Como Se Apaixonar
Ano: 2015
Páginas: 352
Editora: Novo Conceito
Sinopse:
“Momentos são preciosos; às vezes eles se demoram e, em outras ocasiões, são passageiros, mas, ainda assim, muito pode ser feito durante eles; você pode mudar de ideia, pode salvar uma vida e pode até se apaixonar.”
Depois de não conseguir evitar que um homem acabasse com a própria vida, Christine passa a refletir sobre o quanto é importante ser feliz. Por isso, ela desiste de seu casamento sem amor e aplica as técnicas aprendidas em livros de autoajuda para viver melhor.
Adam não está em um momento muito bom, e a única saída que ele encontra para a solução de seus problemas é acabar com sua vida. Mas, para a sorte de Adam, Christine aparece para transformar sua existência, ou pelo menos tentar ajudá-lo.
Ela tem duas semanas para fazer com que Adam reveja seus conceitos de felicidade. Será que ele vai voltar a se apaixonar pela própria vida?


O Grupo Editorial Novo Conceito oferece sempre os best-sellers mais aguardados e comentados do meio literário. Em anos de sucesso editorial, foram vários os autores e títulos reconhecidos na principais listas do PublishNews e Veja. O selo Novo Conceito foi desenvolvido para reunir essas grandes publicações, além das novidades e lançamentos internacionais que ainda virão.

23 janeiro, 2019

Resenha :: O Colecionador de Memórias

23 janeiro 0 Comentários

*Resenha originalmente feita para o blog Ler Para Divertir.

Em O Colecionador de Memórias, o leitor conhece Sabrina Boggs e sua busca pelo passado de seu pai, Fergus Boggs. Isso tudo em apenas 24 horas.

Tudo começa quando Sabrina encontra uma caixa grande cheia de caixinhas de bolinhas de gude (boleba). Ela percebe então que a gigantesca coleção de bolinhas pertence ao seu pai. O grande problema é que Fergus nunca comentou sobre a coleção com a família. 

O grande problema é que Fergus está doente, e por causa desta doença ele teve uma perda de memória. Quando Sabrina recebe a caixa e mostra para seu pai umas dessas bolinhas, ela logo percebe que a coleção desperta sentimentos variados no pai. De alegria à tristeza.


Sabrina tem certeza que por trás das bolinhas há grandes lembranças e uma história que ela não conhece. Um lado do seu pai que ela jamais imaginou. Ela enxerga nas bolinhas uma maneira de colocar "fogo" em sua vida sem graça e pacata, e começa a se questionar se seu pai era um colecionador de bolinhas, pois todas são catalogadas em um belíssimo inventário.

A cada nova descoberta de Sabrina, mais dúvidas surgem e novas oportunidades de conhecer um lado dos Boggs que ela nem imaginava. 

Em O Colecionador de Memórias vivemos com os personagens da história uma linda e emocionante jornada de sentimentos e descobertas


Esse foi meu primeiro contato com a escrita de Cecelia Ahern. Conhecia apenas as adaptações de cinematográficas de suas obras. Achei a escrita da autora profunda e fácil. O enredo do livro é sem enrolação, os personagens são bem escritos e profundos — principalmente Sabrina e Fergus. 

Leitura recomendadíssima. Em O Colecionador de Memórias o leitor terá a oportunidade de se emocionar e viver com Sabrina as mais variadas descobertas. 


Até os últimos capítulos, o livro tinha tudo para ser um lindo 5 estrelas, porém senti falta de uma ou duas coisas no final. APENAS POR ESSE MOTIVO DOU 4,5. 


Obs.: não posso falar o que senti falta, pois seria spoiler. Desculpa aí, galera .


Nota ::  4,5


Informações Técnicas do livro

O Colecionador de Memórias
Ano: 2018
Páginas: 272
Editora: Novo Conceito
Sinopse:
Quando Sabrina Boggs se depara com uma misteriosa coleção de bens do pai, ela descobre uma verdade onde nunca soube que havia uma mentira. O homem familiar com quem ela cresceu de repente é um estranho para ela.
Uma quebra em sua rotina monótona deixa-a apenas um dia para destravar os segredos do homem que ela pensava conhecer. Um dia para desconhece memórias, histórias e pessoas que ela nunca soube da existência. Um dia que muda para sempre a vida dela e daqueles que a rodeiam.
O colecionador de memórias é uma história sobre como as decisões mais comuns que tomamos podem ter as consequências mais extraordinárias na forma como vivemos nossa vida. E como, às vezes, somente desvendando a verdade sobre outra pessoa, você realmente pudesse se entender.

11 abril, 2018

Resenha :: A Vez da Minha Vida

11 abril 13 Comentários

Já pensou em encontrar a sua Vida cara a cara? Já pensou se ela fosse uma pessoa? Não do tipo meloso “Amor, você é minha vida” (pausa para vomitar ), mas uma pessoa que representa como a sua vida é, como ela está? Se você não pensou, não se preocupe, a Cecelia Ahern pensou e escreveu um livro com isso!

A vida tem um jeito de conseguir o que quer quando realmente sabe o que quer.

Para ficar mais fácil de compreender, digamos que a sua vida seja uma vida maravilhosa, então ela teria a aparência de um cara lindo, de tirar o fôlego e tal; e se fosse uma vida ruim seria um cara feinho, com acne, manchas na pele, gordura localizada... Talvez sem nenhum dente sequer se a sua Vida estiver numa fase beeeem ruinzinha .

Pensando bem, isso é um pouco preocupante, estou com medo de achar que minha vida é bela e ela aparecer na minha frente parecendo que foi atropelada por um caminhão (duas vezes ). Melhor parar de pensar nisso, né? Vamos focar na vida alheia, ou melhor, na vida da Lucy. (Só na dela, ok? Não estou incentivando a fofoca aqui ).

Amo a Vida da Lucy, não o jeito de viver da protagonista, mas o personagem Vida, deu pra entender? Para ajudar, a partir de agora vou chamar a Vida dela de Cosmo (ideia da Vida, não minha), ok? E o Cosmo é um cara (sim, é um homem, tenha a mente aberta!) bem judiado pela Lucy, por causa das mentiras, das más escolhas dela; por ela ser do tipo que empurra a vida com a barriga.

Mas ela nem sempre foi assim. Tudo começou a desandar quando o relacionamento de cinco anos que ela tinha com o seu ex, Blake, terminou e ela começou a mentir. A primeira mentira foi incentivada pelo Blake (leia o livro para entender), e para sustentar essa mentira ela foi contando outras, e para sustentar essas outras ela foi mentindo cada vez mais, e desse modo, sua vida se baseava em uma bola de neve de mentiras que estava rolando ladeira abaixo levando a sua felicidade junto.

Nessa ladeira, depois de quase três anos mentindo às pencas: ela evitava a família; fugia ou não era muito verdadeira com os amigos; não ligava muito para o seu trabalho, era só algo para ter como pagar as contas; morava em um cubículo com os seus vestidos como cortina; adotou um gato “hermafrodita” (mais gato menino que gata menina fisicamente, mas mais gata menina psicologicamente, eu acho ), o Senhor Pan; tinha um carro (Sebastian) que era uma risco para a sua vida; e ainda pensava no Blake (muito!). E não fazia nada para lidar com isso, até o Cosmo aparecer.

— Suponha que você tivesse um amigo, que sempre a apoiasse e você sempre o apoiasse, mas ele não está mais tão presente na sua vida quanto costumava estar, [...] ele se afasta de você cada vez mais, não importa o quanto você tente alcançá-lo. [...] Ele anda tão ocupado com seu trabalho, com seus amigos e com seu carro! Como você se sentiria?  
— Veja, suponho que você esteja se referindo a mim nessa hipótese, mas isso é ridículo. [...] Eu nunca trataria um amigo assim. 
— Mas você faria isso com sua vida.

O Cosmo não apareceu do nada, ele é um funcionário que trabalha na “Agência Vida”, que objetiva colocar a vida das pessoas nos eixos, as ajudando a dar mais atenção às suas vidas. E para ajudar Lucy, Cosmo marca um encontro (precisou de muita insistência), depois outro (precisou de mais insistência ainda) e por fim, vai morar com a Lucy, vai com ela para o trabalho... Enfim, vira a sombra (nada muda) dela.

Engano seu se acha que o Cosmo é todo polido para lidar com a nossa protagonista, ele implica e discute com ela, pega no pé, puxa a orelha,  a desmente na frente das pessoas... Ele vira um auditor do cotidiano da Lucy, aponta os erros e a ajuda (do seu jeito) a corrigi-los. 

— O que você está aqui para corrigir?  
— Não sei, é uma cirurgia exploratória. Eu examino todas as áreas e vejo qual é o problema.  
— Então, você é o endoscópio retal.  
Ele fez uma careta.  
— Mais uma vez estamos tendo problemas de metáforas.

Mas ele total razão em ser implicante, né? É a Lucy que toma as decisões, mas é ele quem sofre as consequências! Já pensou se tudo o que você faz de bom e de ruim fosse refletido em uma pessoa? Então, no caso da Lucy é tudo refletido no Cosmo. É quase como se, por acaso, a Lucy resolvesse jogar uma pedra para o alto e em vez de a pedra cair nela, cairia bem no olho do Cosmo. Se ela chupasse limão, ele sentiria o azedo e faria careta. Se ela resolvesse encher a cara e ficar bêbada, ele que aguentaria a ressaca. Se a Lucy desse farinha para o diabo, é a Vida dela que comeria o pão que o diabo amassou. Deu para entender? É claro que não funciona exatamente assim, mas esses foram apenas exemplos para ficar mais fácil de entender que o Cosmo é um ser sofredor. Pobrezinho. A aparência, a saúde e o humor dele são consequências das atitudes da Senhorita Silchester. E mesmo assim, ele é o melhor personagem de longe; com um humor meio sarcástico, ácido e negro, sabe? Ah! O sarcasmo! Ah! O humor negro! Eu os amo tanto! Sempre fui convicta de que os personagens sarcásticos são os melhores... Na boa, a Vida da Lucy (Cosmo) é uma pessoa apaixonante. #VidaTeAmo .

Falando em pessoa apaixonante, o Don também é. Ele é o número errado que é o certo para causar suspiros. #DonTeAmoTambem  (Mas amo mais o Cosmo, óbvio).

Enfim, você deve ter percebido que A Vez da Minha Vida é um livro divertido e reflexivo ao mesmo tempo, que nos faz dar boas risadas e refletir como estamos tratando a nossa vida. Então o leia, o ame, e pense: Como anda a minha vida? Como ela pode melhorar? Será que ela precisa mais de mim?

“Enquanto você está por aí, sua vida também está. Assim como você derrama amor, carinho e atenção sobre seu marido, sua esposa, seus pais, filhos e amigos que o cercam, tem que fazê-lo igualmente com sua vida, porque ela é sua, é você, e está sempre lá dando força para você, torcendo por você, mesmo quando você se sente fraco.”


Nota ::  


Informações Técnicas do livro

A Vez da Minha Vida 
E se você tivesse a chance de mudar a sua vida?
Ano: 2012
Páginas: 384
Editora: Novo Conceito
Sinopse (Skoob): 
Certo dia, quando Lucy Silchester volta do trabalho, há um envelope de ouro no tapete. E um convite dentro dele para se encontrar com a Vida. Sua vida. Pode soar peculiar, mas Lucy leu sobre isso em uma revista. De qualquer forma, ela não pode ir ao encontro: está muito ocupada desprezando seu emprego, fugindo de seus amigos e evitando sua família. Mas a vida de Lucy não é o que parece. Algumas das escolhas que fez — e histórias que contou — também não são o que parecem. Desde o momento em que ela conhece o homem que se apresenta como sua vida, suas meias-verdades são reveladas totalmente — a não ser que ela aprenda a dizer a verdade sobre o que realmente importa. Lucy Silchester tem um compromisso com sua vida — e ela terá de cumpri-lo.