19 março, 2024

# @efinco # Editora Parceira

Resenha :: Afrodite e o Duque (Aphrodite and the duke)



Olá, pessoa! Tem momentos na vida de leituras que tudo que você precisa é de um romance de época, um bom lugar para ler e a certeza de que os mocinhos vão ficar juntos no final e o final será feliz, apesar de tudo que terão que passar até chegar a esse final. E sinceramente, comecei essa leitura exatamente assim, aconchegada em uma zona de conforto.


Outra coisa é a autora deixar quem ler muito confortável sobre as mudanças que fez no roteiro já conhecido, em especial para os fãs de Bridgerton e, claro, sem perder algumas referências desse universo, com a participação de uma certa rainha famosa a qual vimos na série da Netflix (Rei George aprovou, tenho certeza).  Outro universo que senti muito próximo nessa leitura foi o contado por Jane Austen em suas histórias, claro que o fato da história se passar no período regencial inglês aumenta ainda mais essa sensação, mesmo com o universo multirracial criado, sem falar no temerário vilão Fitzwilliam, Bailes, mocinha e mocinho apaixonados e separados pelas circunstâncias.


Platão disse que o amor era uma perigosa doença mental.


E as surpresas começam logo de cara, porque temos uma narrativa em primeira pessoa com vários personagens se alternando para nos mostrar diferentes pontos de vista — o famoso POV. Claro que nossos personagens principais vão liderar essa narrativa. Onde vamos começar conhecendo Odite (como Afrodite, carinhosamente é chamada) e sua família, incomum na realeza, repleta de amor e constantes interações entre irmãos. A mãe da Afrodite é uma personagem à parte, sensacional. Seu pai, um estudioso apaixonado por livros, acaba por passar esse amor pelo conhecimento a sua filha, o que para sua infelicidade não ocorre da mesma maneira para com os outros, mesmo seus nomes tendo inspirações nada convencionais. Mas que resultam em ótimas referências durante a leitura.


— Não estou bravo. — Ele tocou a bochecha dela. — Só não dormi bem, é isso.

— Porque está dormindo sozinho?

Matem-me.

Escondam-me.

Deus do céu, por favor salve-me. Ela era pior que Abena!


O Duque Evander Eagleman perdeu a chance de se casar com a dama que amava de verdade, mas, agora que é um viúvo desimpedido, está determinado a reconquistar a confiança de Afrodite, além disso enfrenta na diferença entre sua própria criação e vida familiar para com a dos Du Bell, um obstáculo a mais para realização desse casamento. Afinal, além da madrasta viúva de seu pai e um irmão bastardo, ainda precisa lidar com o fato de ter sob sua proteção uma filha ainda pequena e uma irmã, que está na idade de debutar.


— Você tem sorte, Afrodite. Você é como ar fresco ou água limpa. Quero estar onde você está, não que você se junte a mim onde estou. Então me deixe quieto e siga em frente.


Não se engane, apesar de todos os clichês, a autora inova trazendo a história dividida em duas partes, sendo que ao fim da primeira já temos uma virada na história que nos prende a leitura de forma quase compulsória, afinal a gente pensa: “Pera, se isso aconteceu agora (que bom) o que mais vai acontecer??”. Não é um livro com questões filosóficas — ok, talvez um pouquinho —, tem uma leveza bem-vinda, com algumas partes cômicas e é muito fluido. Sem falar que problemas familiares, intrigas e lutas mostram que as vezes nossos piores adversários estão mais perto do que gostaríamos.


Toda essa provação me ensinou algo que eu não havia percebido a respeito dela: minha esposa, a Duquesa de Everely, era uma guerreira, uma pessoa que promovia campanhas cuidadosas em nome de quem ela considerava fraco ou oprimido. Ela queria tanto ajudar que na sua visão se fixava em um único ponto, mesmo que isso significasse expor a si mesma ou a própria família ao perigo.


Foi interessante ver a desconstrução da mocinha como absolutamente perfeita e do mocinho apenas taciturno com um passado sombrio, mostrando sim a construção do relacionamento e da mudança que uma nova dinâmica traz ao casal. Confesso que gostei ainda mais depois de saber que essa história possui continuação, porque a história de Verity me deixou super curiosa e com muita vontade de conhecer, além claro de outros personagens que ficaram com suas histórias em aberto. Divirta-se e boa leitura!




Informações Técnicas do livro

Afrodite e o Duque

J. J. McAvoy

Título Original: Aphrodite and the duke

Tradução: Karine Ribeiro

Ano: 2024

Páginas: 364

Editora: Verus

Sinopse:

Uma linda dama rejeitada e um duque arrependido descobrem que segundas chances podem ser ainda melhores. Afrodite e o duque é um romance de época único, repleto de diversidade e com emoção de sobra.


Afrodite Du Bell sempre se ressentiu do próprio nome. Apesar de os membros da sociedade inglesa – e até mesmo a rainha – elogiarem sua pele preta, os cachos perfeitos e os traços primorosos, Afrodite não consegue parar de pensar que a colocar à altura da deusa da beleza é um pouco demais. Até porque sua reconhecida beleza não impediu que o amor da sua vida terminasse com ela e se casasse com outra, três anos atrás.

Então, quando a temível mãe de Afrodite a convoca para voltar a Londres a fim de ajudar a irmã a debutar na temporada, ela não vê outra opção a não ser obedecer. No entanto, Afrodite está decidida a ignorar uma certa pessoa: Evander Eagleman, o duque de Everely, o homem que a deixou arrasada tantos anos antes. Mas por que seu coração traidor ainda fica balançado quando ele está por perto?

Evander Eagleman perdeu a chance de se casar com a dama que amava de verdade, mas, agora que é um viúvo desimpedido, está determinado a reconquistar a confiança de Afrodite – e a pedir sua mão em casamento. Em meio a bailes, vestidos e a possibilidade de uma segunda chance no amor, as feridas antigas começam a sarar, até que o verdadeiro motivo de Evander ter rejeitado Afrodite ameaça o futuro que eles tanto almejam… e até mesmo a vida do casal.


“Os fãs de Bridgerton encontraram sua próxima leitura.” – Sarah MacLean 




Conheça mais sobre o Grupo Editorial Record
em seu site e redes sociais:

Site │ Instagram │ Facebook │ X

Nenhum comentário:

Postar um comentário

Obrigado por seu comentário!! Bem-vindo(a) ao Clube do Farol!