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05/05/2021

Resenha :: O Armênico

*recebido em parceria com o Grupo Editorial The Books


Olá, pessoa!! Tudo bem? Eu amo ler biografias, porque elas nos contam como alguém chegou onde está. No momento que vivemos, mais do que nunca, algumas pessoas podem ser perguntar: “Quem iria querer morar no Brasil?”. Bom, Arthur Haroyan quis e ele nos conta porquê. Já aviso que essa resenha foi escrita ao som de System of a Down e a referência é para os fortes!



Como é esperado a história é narrada em primeira pessoa e, muito diferente do que muitos podem esperar, a pergunta do porquê de morar em terras brasileiras é respondida logo nas primeiras páginas e também não é. Pois ao longo da leitura vamos vendo como os acontecimentos foram pavimentando esse caminho que cruzaria os continentes até a concretização do sonho. Pode parecer estranho, mas como é uma história sobre um sonho, um objetivo dentre tantos, logo me peguei torcendo pela realização deles, mesmo sendo relato de algo que já aconteceu, parecia que não. Parecia que estava acontecendo enquanto eu lia e essa é, sem dúvida, uma das magias da biografia. 

  

Outro detalhe bem bacana é que o livro entrega o que promete, à moda brasileira, temos muito humor e também um olhar de quem não nasceu aqui e hoje vive entre nós. Com uma linha do tempo que vai entre o presente e passado, sem deixar a leitura confusa de modo algum, nem sequer cansativa, vamos conhecendo a história desse armênio apaixonado pelo Brasil. Confesso que amei o fato dele ser declaradamente apaixonado pelo nosso país sem nunca ter deixado ou renegado sua origem, então além da história de Arthur conhecemos a história do país Armênio e da antiga URSS, e fui me tornando um pouco menos estranha aquela terra e seu povo.


Era o medo de ver o desejo se realizar, o pânico de sentir um vazio após conseguir alcançar o que sonhei a vida toda? 

 

Meio que faz a gente olhar diferente para outras coisas tão comuns, enquanto lia não conseguia acreditar em quão preciosa a banana que nasce no quintal de casa seria para alguém. E assim, durante a leitura, vamos aprendendo a reconhecer as cicatrizes que escondem o sorriso, e mesmo nele o orgulho de alguém que sabe o valor do povo de sua terra. Como é lindo ler e cada página mostrar que o autor sabe que seu maior tesouro é sua família. Sinto até inveja da avó que vê a geladeira pela internet para saber se ele está comendo bem.



Uma das coisas que difere a biografia de tudo é que você começa lendo sabendo o final. Afinal, você sabe ao ler se a pessoa em questão é viva ou faz parte da história. Então, não é uma leitura com a ansiedade pelo desfecho, se lê aproveitando a trajetória. Por ser alguém ligado às artes, o autor sabe como contar uma história, em especial por conhece-la tão bem por ser a sua própria, deixando o texto leve de ser lido e com uma linha do tempo que não entrega tudo de uma vez, tornando a leitura fluida e emocionante, tanto para o rir quanto para o chorar.


Meu avô era uma das únicas pessoas que guardou toda sua biblioteca e tratava os livros com grande respeito, dizendo que, mesmo nos tempos ruins, não podemos virar bárbaros. 

 

Afinal, como não se emocionar com o amor pelos livros em meio à guerra, fome e frio? Ou não sorrir e se encantar com uma avó que pela lógica: “Se Deus é brasileiro e Jesus um judeu eles vão querem te recrutar”. Não é algo que fazemos sempre, mas quem vai dar nome a uma criança sempre costuma olhar o significado do nome e outras palavras não passam pelo menos cuidado, eu mesma fiquei sem graça, apesar das risadas, do choque da Milena com o "putz".



Ver o autor enumerando o que encontrou de seu país aqui é lindo, porque envolve acolhida, respeito e reconhecimento. O Brasil não é um país que sempre existiu, é um país que se formou de outros povos e cada um deixou sua contribuição para o que somos hoje. Sempre foi orgulho que o melhor do país é o Brasileiro. Mesmo nos tempos atuais, e talvez por causa deles, devemos procurar em nós mesmos sermos o melhor de nosso país. E algumas coisas que o autor fala me fizeram pensar na famosa frase: "O Brasil não é para amadores". E não vejo isso como algo elogioso não, precisamos enquanto nação mudar de atitude. 

  

Mesmo que acorrentem meus pés, amarrem minhas mãos, tapem minha boca, meu coração gritará por liberdade.

 

Pausa na resenha para explicar sobre a "estação Armênia" como estações de trens e linha de metros de passageiros não é algo comum ou tão grande quando em São Paulo, vale uma busca no Google para ficar mais a par e entender as referências e as brincadeiras. E, desde já, saiba que até às placas são assunto sério. Pois por haver "Corinthians-Itaquera" logo foi preciso criar a placa "Palmeiras-Barra Funda""São Paulo- Morumbi"... Ok, talvez futebol seja ainda mais sério, mas você entendeu. 

  

Uma segunda curiosidade interessante sobre a história é que hoje (data dessa resenha) Fiuk está em destaque graças a sua participação no Big Brother Brasil e descobri mais sobre ele, Fiuk, na leitura desse livro do que nos canais que comentam o programa. O poder da leitura é algo que ainda me assombra e me faz ler mais.



Quando você é um turista tudo parece bonito, porém a partir do momento em que começa a cortar um dobrado para não morrer de fome toda beleza automaticamente se transforma em um grande caos, tornou-se um desespero, uma aflição diária e constante. 

 

Voltando a biografia e ao nosso personagem principal, gostei muito sobre a parte do sotaque. Porque perder o seu de estrangeiro se todos os brasileiros tem o seu próprio regional, exceto nós capixabas que não temos sotaque. Então manter o fato de ser estrangeiro na fala não deve ser problema algum. Mas concordo que falar em outro idioma na frente do brasileiro sabendo falar o português é desrespeito e também o fato de nunca aprender. 

  

Foi ainda mais marcante fazer essa leitura durante um 24 de abril e sou grata ao autor e a editora por essa história que ainda está acontecendo e que pude ler, graças a mais uma das grandes conquistas do autor, aprender a escrever em português para que sua história chegasse a pessoas como eu, que sabe que a história é escrita a cada dia, por quem decide viver e não apenas existir.  

 

... Հերոս եղեք ձեր սեփական պատմության մեջ – Google Tradutor 

Parafraseando Anne de Green Gables: “Seja herói da sua própria história”.



A edição do livro está linda, com ilustrações, destaques em trechos que prefaciam os capítulos, edição com ótima revisão, sem erros de digitação ou ortografia. É uma edição que eu adoro ter na estante. P.S.: Assista às entrevistas no Jô Soares, vale muito a pena! Boa leitura, divirta-se...



Informações Técnicas do livro

O Armênico

Esta é uma biografia super divertida do autor que há alguns anos mora no Brasil. 

Arthur Haroyan 

Ano: 2021 

Páginas: 246 

Editora: The Books

Sinopse:

Arthur Haroyan é um emigrante armênio radicado no Brasil desde 2008. Era criança quando a “A Escrava Isaura” passou por lá e a lambada entrou na moda. Dançava com a irmã durante a guerra a pedido de parentes e vizinhos, e não descansou enquanto não se tornou cidadão brasileiro, aprofundando-se em uma carreira artística que jamais imaginou. Este livro conta uma história muito inspiradora e engraçada de um sonhador que amava o Brasil e sentia-se brasileiro, mesmo em outro país. Arthur duas vezes foi entrevistado no Programa do Jô, onde no livro relata toda sua entrevista e curiosidades de sua trajetória.




Para comprar:


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