28 dezembro, 2023

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Resenha :: Natal Mortal (Holiday in Death)



Olá, pessoa, esse livro foi difícil de resenhar, apesar de ser uma leitura muito prazerosa. Muito disso porque a história tem a base na música "Os Doze Natais". Para quem é fã da Nora escrevendo como JD talvez não saiba, mas na saga dos Macgregors essa mesma canção foi usada de uma forma tão doce e romântica que foi impossível não se chocar com as nuances que ela ganhou neste livro. E tornou-se um desafio para mim resenhar falando dos acontecimentos em Natal Mortal. Mas vamos lá!


Um data ligada a presentes, boa vontade e festas, mas essa nunca foi uma verdade na vida de Eves Dallas, porém agora ela tem tudo que nunca teve em sua vida. Amigos, além de sua inestimável Mavae e um marido. Mas o mundo de Dallas continua o mesmo no ambiente policial e em meio às festividades de Natal, um criminoso está à solta, fantasiado de Papai Noel.


— É uma velha canção de Natal, tenente. O nome é "Os Doze Dias do Natal". O autor envia ao seu verdadeiro amor um presente para cada dia, começando com uma perdiz numa pereira.


Cabe à tenente Eve Dallas procurar as respostas e desvendar o mistério e, em meio a tudo isso, se preparar para lidar com uma data que sempre foi de dor e sofrimento pessoal. Para isso, deverá evitar o envolvimento emocional, ignorar as fraquezas e superar os próprios traumas.


Não havia consolo para os que eram deixados para trás. Nenhuma mágica nem cura.


Um dos pontos altos dessa história, para mim, é o crescimento da personagem da Peabody, deu um charme a mais a série, porque os diálogos entre ela e a Eve são ótimos. Além de as contradições dela serem o que Dallas precisa em uma amiga para entender que fora do ambiente policial, onde não podem haver áreas cinzas, as pessoas não são apenas isso ou aquilo, são complexas e por isso únicas e maravilhosas. Sem dúvida é uma delícia acompanhar a mudança no relacionamento dela com Peabody, com Nadine e com todos ao seu redor. Eve finalmente está aprendendo o que é ter uma família.


A Eve, personagem principal, ainda me irrita bastante, acho ela bem chata, mas é muito gostoso ler mais, porque é compreensível o comportamento dela mesmo quando não é aceitável, ela ainda se vê muito no lugar da vítima, não de forma empática, mas visceral, sendo as dores dos próprios traumas refletivos, em grande parte é isso que a torna humana para o leitor, porque muitas vezes somos cativos por Roarke por ele juntar as partes que chegam em casa em forma de Eves.


— Vá dançar com o seu marido e exagere discretamente no champanhe. O mundo lá fora vai continuar no mesmo lugar amanhã.


J.D. dosa bem as emoções durante a história e não deixa que o contraste entre o clima de Natal e o que acontece quando o criminoso está cometendo seus crimes sejam dissonantes, ao contrário. Mostra bem o ciclo da vida que acontece quando estamos vivendo. A única coisa que eu achei ruim é que a cena em que o assassino é pego acontece muito rápido. Talvez por eu ter descoberto quem era no momento da descrição psicológica, não sei. Mas algumas histórias da série tem constantemente me passado essa sensação.


— Jane Eyre. — Suspirou, colocando o livro de lado. — Não o leio desde que era menina. É tão arrebatadoramente romântico...


As referências a Charlotte Brontë neste livro são maravilhosas e me fizeram amar cada uma delas. Adorei ler e fazer parte do primeiro Natal de Eve e Roarke juntos. Principalmente por Peabody mostrando que tem sangue nas veias, quando foi preciso mostrar a Dallas que existem limites até para a amizade.  Como é de se esperar, temos mais uma história da Série Mortal que nos faz querer mais e mais dela.




Informações Técnicas do livro

Natal Mortal

Série Mortal #07

J. D. Robb

Título Original: Holiday in Death

Tradução: Renato Mota

Ano: 2007

Páginas: 392

Editora: Bertrand Brasil

Livros publicados no Brasil

Sinopse:

Neste sétimo romance futurista da Série Mortal, de J.D. Robb (Nora Roberts), a policial Eve Dallas, fiel devota da lei e da justiça, depara-se com mais um misterioso caso para solucionar.

Natal Mortal nos oferece uma instigante e curiosa história de homicídio ambientada em uma Nova York do ano de 2058. Em meio às festividades de Natal, um criminoso está à solta, fantasiado de Papai Noel. Será que o presente recebido pela primeira vítima do bom velhinho e a referência à canção "Os Doze Natais" significam que foi apenas o primeiro de muitos assassinatos? Ou teria sido um crime passional?

Cabe à tenente Eve Dallas procurar as respostas e desvendar o mistério. Para isso, deverá evitar o envolvimento emocional, ignorar as fraquezas e superar os próprios traumas.



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