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30 outubro, 2019

Resenha :: A Playlist de Hayden

outubro 30, 2019 0 Comentários

Muitas pessoas querem ser invisíveis. Talvez elas até pensem que podem fingir que são. Mas sempre alguém as vê.

Hayden e Sam não melhores amigos desde a infância. Estereotipados como nerds, eles não conseguem interagir com mais ninguém da escola e isso faz com que um seja o único amigo do outro. Por serem os nerds esquisitões, os dois sofrem uma quantidade de bullying impressionante, salvo o Hayden que sofre pelas mãos do próprio irmão. Aguentando firme, esses dois amigos vão protegendo um ao outro dia após dia. Na única vez que Hayden chama Sam para ir á uma festa do pessoal da escola, os amigos acreditam que tudo vai se acertar e que agora vão começar de verdade uma história legal no ensino médio. O fato é que ninguém sabia que essa seria a última vez que veriam Hayden quase feliz e vivo.


Mas todo o sentido de se viver em um mundo de fantasia é a fantasia em si, não é?

Após encontrar seu melhor amigo morto, Sam descobre que seu amigo deixou um bilhete e uma playlist dizendo que isso faria entende-lo o porquê fez o que fez. Dias após a morte de seu amigo, Sam é assombrado pela culpa e cada vez que tenta entender o que Hayden quis dizer com a playlist, sua culpa parece piorar. Entretanto, cada vez que escuta as músicas que seu amigo deixou, ele descobre segredos que poderiam ajuda-lo se ele tivesse entendido o estado de espírito de Hayden.

Se eu pudesse começar de novo
A milhões de milhas daqui
Eu me guardaria
Eu acharia um caminho

A Playlist de Hayden é um livro necessário que todos deveriam ler. Tem sido registrado um aumento no número de suicídios em todas as faixas etárias: crianças, jovens, adultos e idosos. E parece que estamos falando cada vez menos. Então precisamos cada vez mais de obras que trazem esse assunto. Em suma o livro é leve e chega até se perder em algumas partes, mas consegue passar sim sua mensagem. O bullying está longe de ser legal e tem jovem que banaliza o assunto.

Eu estive na estrada que você está andando agora
Ela não tem que ser tão escura e solitária
Leva um tempo, mas podemos entender essa coisa,
E transformá-la de volta em como era


O mês de setembro é dedicado à prevenção ao suicídio, não estamos mais no famoso setembro amarelo, mas deixo aqui minha mensagem para que divulguemos mais livros como esse: Os 13 Porquês, O Último Adeus, As Vantagens de ser Invisível... porque bullying, abuso, depressão são assuntos que todos vivemos. Precisamos nos comunicar mais. É melhor sermos claros do que perder alguém por medo. Não acha? Depressão é uma doença, não uma forma de chamar atenção. Precisa ser tratada e não banalizada.

Se havia alguma coisa que eu aprendera com a playlist, é que ouvir as pessoas pode ser importante. Gosto de pensar que estou ficando melhor nisso.


Não sei nem se posso estar fazendo isso, mas vou deixar o link do site do centro de valorização da vida: www.cvv.org.br, nós precisamos entender melhor o que é o suicídio.

Confira as músicas de A Playlist de Hayden:




Nota :: 


Informações Técnicas do livro

A Playlist de Hayden
Você nunca conhece uma pessoa até ouvir o que ela gosta
Michelle Falkoff
Ano: 2015
Páginas: 288
Editora: Novo Conceito
Sinopse:
Por meio de letras de música do universo pop, a autora retrata o universo adolescente com todos os seus problemas.
Depois da morte de seu amigo, Sam parece um fantasma vagando pelos corredores da escola, o que não é muito diferente de antes. Ele sabe que tem que aceitar o que Hayden fez, mas se culpa pelo que aconteceu e não consegue mudar o que sente. Enquanto ouve música por música da lista deixada por Hayden, Sam tenta descobrir o que exatamente aconteceu naquela noite. E, quanto mais ele ouve e reflete sobre o passado, mais segredos descobre sobre seu amigo e sobre a vida que ele levava.
"A Playlist de Hayden" é uma história inquietante sobre perda, raiva, superação e bullying. Acima de tudo, sobre encontrar esperança quando essa parte parece ser a mais difícil.

"Intriga, dor e desejo. Uma história intensa." - Holly Goldberg Sloan, autora best-seller do The New York Times.


O Grupo Editorial Novo Conceito oferece sempre os best-sellers mais aguardados e comentados do meio literário. Em anos de sucesso editorial, foram vários os autores e títulos reconhecidos na principais listas do PublishNews e Veja. O selo Novo Conceito foi desenvolvido para reunir essas grandes publicações, além das novidades e lançamentos internacionais que ainda virão.

17 agosto, 2019

Resenha :: Uma Chance Para Recomeçar

agosto 17, 2019 0 Comentários

Olá, faroleiros! Eu sou uma fã da Lisa Kleypas, amo demais seus romances de época e também amei sua primeira série contemporânea que escreveu. Sendo assim, faço questão de ter todos os seus livros publicados no Brasil e, depois de um bom tempo, consegui comprar o romance contemporâneo dela publicado pela editora Novo Conceito.

Pense em uma história fofa, que toca o nosso coração e nos deixa torcendo para que as coisas aconteçam da melhor maneira para ter um final feliz. É este livro, porém, para meu desespero descobri que este livro é o primeiro de uma trilogia, e com isso ele é basicamente uma história introdutória da vida dos irmãos. Estou torcendo muito para que a autora publique os outros livros, porque a história me deixou muito com um gostinho de quero mais.

Não pense que o livro não tem sua história concluída, pois ela tem, porém a história é realmente curtinha e, como todo livro que envolve crianças e animais, é tão gostosinha que a gente fica querendo mais, principalmente porque só temos a vida de um dos irmãos resolvida, queremos sempre saber o que acontece com os outros, e a Lisa não nos desaponta neste quesito, ela concluiu a trilogia.


Temos então três irmãos e uma irmã que, após crescerem, cada um passou a viver sua vida separadamente, porém mantêm contato. É quando uma tragédia ocorre e a Victoria morre deixando sua filhinha na custódia de seu irmão Mark. Ele, assim como Sam, é solteiro, apesar de estar em um relacionamento amoroso e com isso se sente sem chão, porém não vê como o irmão deles, Alex, mesmo sendo casado, possa ficar com a Holly e por isso aceita a responsabilidade. Para poder ajudar a sobrinha a atravessar esta perda, Mark acerta com Sam deles morarem juntos em sua propriedade já que ele mora em um apartamento sem quintal e ele o ajudará totalmente na reforma, eles conseguem até que o Alex, que vive uma vida totalmente separada deles a ajuda-los na reforma da casa.

As coisas então ficam bem complicadas para os dois, que já estão completamente apaixonados pela sobrinha e o Mark assumiu completamente o papel de pai dela, que se sente sem chão quando lê o seu pedido de natal, mesmo faltando tantos meses para esta data. E seu equilíbrio se desestrutura novamente quando conhece a dona da loja de brinquedos da cidade, que além de linda, consegue encantar a Holly e a faz falar, fato que não acontecia desde o falecimento da mãe dela.

— Eu não fazia ideia de como seria — disse Sam uma noite, carregando Holly para dentro da casa depois de ela ter adormecido no carro. (...)
— Como seria o quê? — Mark havia aberto a porta e acendido as luzes da varanda.
— Ter uma criança por perto.
Um pouco envergonhado, Sam esclareceu:
— Ter o amor de uma criança.

Maggie tem suas próprias tragédias a superar e por isso ela se mudou para a ilha e abriu uma loja de brinquedos para começar uma nova vida. Ela é viúva e não tem interesse em se casar novamente, porém esta linda garotinha com seu pai lhe desperta um sentimento a muito tempo fechado em seu coração e ela se pergunta se deve ou não deixa-lo sair, afinal Mark tem namorada e ela não quer se apegar a Holly, mesmo que seu relacionamento com ele seja platônico.

— Há pouco tempo eu disse a Holly que o amor é uma escolha — falou Mark. — Eu estava errado. O amor não é uma escolha. A única escolha é o que você vai fazer com ele.


Confesso que eu fiquei um pouco apreensiva com o andamento da história, porém a Lisa, como sempre, consegue criar um lindo enredo com um final muito bacana. É uma história bem sessão da tarde mesmo, mas eu amei e estou muito querendo ler os outros livros da série. Dou nota 04/05 para este livro.

Boa leitura,

Carol Finco


Nota :: 


Informações Técnicas do livro

Uma Chance Para Recomeçar
É tudo de que você precisa
Ano: 2014
Páginas: 176
Editora: Novo Conceito
Sinopse:
Uma garotinha que precisa de uma família. Em uma noite chuvosa, a pequena Holly perdeu a única pessoa que tinha no mundo: sua mãe. Um homem que precisa de uma esposa. A última coisa que Mark Nolan deseja é uma menina de seis anos morando em sua casa. Mas ele logo admite que vai fazer tudo o que puder para reconstruir a vida dela. O testamento de sua irmã lhe fornece as instruções: Você não tem escolha. Comece por amá-la. O resto virá por si. ÀS VEZES, TEM QUE HAVER UM POUCO DE MÁGICA... Maggie Collins não se atreve a acreditar no amor depois de perder o homem com quem estava casada havia um ano. Mas ela acredita na magia da imaginação. Proprietária de uma loja de brinquedos, Maggie vive do que ama. E, quando conhece Holly Nolan, o que ela vê é uma garotinha necessitando desesperadamente de um pouco de mágica. PARA TRANSFORMAR OS SONHOS EM REALIDADE. Três vidas solitárias. Três sonhos que se cruzam. Três pessoas que estão prestes a descobrir que o Natal é a época em que tudo é possível, quando os desejos dão um jeito de encontrar o caminho para casa.


O Grupo Editorial Novo Conceito oferece sempre os best-sellers mais aguardados e comentados do meio literário. Em anos de sucesso editorial, foram vários os autores e títulos reconhecidos na principais listas do PublishNews e Veja. O selo Novo Conceito foi desenvolvido para reunir essas grandes publicações, além das novidades e lançamentos internacionais que ainda virão.

09 agosto, 2019

Resenha :: Mentiras que Confortam

agosto 09, 2019 0 Comentários

O livro conta a história sobre Nathan, um homem casado com Juliette, e tem uma amante chamada Tia. Após Tia engravidar de Nathan, é largada grávida e sozinha e decide dar sua filha para Caroline. O mais interessante do livro é que ele é narrado por Tia, Caroline, Juliette e, em algumas partes, por Nathan. Eu gostei porque mostrou como eles estavam lidando com essa situação, tipo como ficou Juliette após ser traída. Nathan, o que ele viu em Tia para trair a mulher que ama; Tia conta sobre como ela se sentiu sendo abandonada grávida e depois ter que dar seu bebê; e Caroline que adotou a filha de Tia sem qualquer experiência e sem querer.

Bom, como o livro mostra a visão de todos vou fazer a resenha por eles e tentar dar o sentido...

No começo eu fiquei meio confusa, nessa enrolação da vida deles. Parece mais novela mexicana, rsrs, enfim, depois de abandonar Tia grávida, Nathan conta para sua esposa sobre a traição e ela o perdoa, e Tia fica sozinha sem notícias dele que se muda e troca o telefone para não ter mais contato com ela. Tia, que estava em um momento difícil com a mãe doente e sem ter a mínima ideia de como criar a criança, a dá para Caroline e seu marido, eles fazem um acordo que uma vez por ano, no aniversário da criança, a família adotiva mandaria fotos do bebê, e sua mãe desde o início foi contra a adoção.

Se você abrir mão do seu bebê, também pode abrir mão da suas pernas, pois vai se sentir uma aleijada.

5 anos depois

Depois que Tia deu sua menininha ficou triste e ao passar dos anos foi ficando cada vez pior, sempre ficava ansiosa com o aniversário do bebê, pois sempre recebia as fotos, e em um desses momentos de tristeza, Tia resolve enviar uma carta com fotos da criança para o antigo endereço de Nathan para mostrar a ele como estava a filha deles.

Juliette a esposa dele que depois de conseguir trazer a paz para sua casa após a traição, mudaram de casa, seu trabalho estava fazendo sucesso, tudo estava indo bem até que um dia, ao pegar a correspondência que estava em seu antigo endereço, ela encontra uma carta enviada por Tia contendo várias fotos de uma menininha que ela dizia ser filha de Nathan. Pronto seu mundo desaba por saber que Nathan tem uma filha com outra mulher.

Caroline é uma médica que não tem nenhuma vontade de ter filhos, para ela ter filhos significava que teria que brincar e lidar com sujeira, mas depois de tanta insistência de seu marido, Peter, que sonhava em ter um filho, mas não pode, eles adotam uma linda menininha chamada Savannah, só que ela não estava preparada para isso, tudo o que ela queria era chegar em casa, tomar um belo banho, ler e não ficar brincando de boneca, isso estava levando-a ao limite e afastando-a de seu marido e filha.

Juliette, que acredita ter sido enganada mais uma vez por Nathan, resolve investigar sobre a criança, e dá uma de detetive para descobrir sobre essa família adotiva, para ela a criança, por ser filha do Nathan, tem o direito de fazer parte da família, isso quer dizer conhecer seus filhos com Nathan, conhecer os avós, ir a jantares em família, etc…  Ela fica meio obcecada com essa história. Nathan, por outro lado, fica confuso com essa situação, pois ele acreditava que Tia havia feito o aborto como ele tinha falado. Tia, por outro lado, em vez de esquecê-lo depois de ter sido abandonada, foi ficando cada vez mais apaixonada. Caroline tenta de todas as maneiras ser a uma boa mãe para Savannah, mas está falhando completamente.

A narrativa que eu menos gostei foi da Tia, pois ela dava muito de coitadinha e era loucamente apaixonada por Nathan, mesmo dele dizendo desde o início que amava a mulher dele e que nunca a largaria para ter um relacionamento com ela. Juliette, mesmo dando a louca para saber a verdade sobre a criança e saber se o Nathan estava mais uma vez mentindo, foi a que eu mais gostei, pois mesmo a Tia dizendo que queria a filha de volta e blábláblá, não movia uma palha, já Julie, ela conseguiu entrar em contato com a família adotiva, chegou até a conhecer a menina primeiro que os próprios pais de sangue. Nathan também me surpreendeu, quando eu comecei a ler eu achava ele um canalha idiota, mas cada vez que eu lia sua própria narrativa eu fui entendendo, não que ele seja menos canalha pela traição, só que eu consegui sentir e ver o que ele via. Caroline ama Peter demais, só que com a criança seu casamento começou a se desgastar e cada vez ela sentia menos vontade de ir para casa no fim do dia.

Quando a Adriana me deu esse livro, em um primeiro momento até fiquei com medo de ler, rsrs, a capa não tinha me impressionado e a sinopse não era isso tudo, mas esse é um daqueles livros que te dão um tapa na cara, pois eu engoli cada crítica que fiz antes de ler.

Ele é fácil de ler, você nem vê as horas passando de tão presa que você fica; o que eu mais gostei foi o fato de conseguir conhecer cada personagem, cada um tem seu jeito único e cada um consegue te conquistar pelos seus defeitos. Tia tentando se encontrar, arranjando um jeito de fazer parte de algo, pois em cada emprego, namorado…, ela nunca consegue se sentir verdadeiramente em casa. Juliette e Nathan tentam achar um jeito de poder confiar e viver em paz, ambos lutam para fazer o casamento dar certo. Caroline tenta fazer sua vida dar certo, ela ama a Savannah e seu marido, mas a vida de mãe estava deixando-a doida e isso estava deixando a criança triste e seu marido cada vez mais afastado, pois ele vivia cobrando para ela ser uma mãe melhor.

O tema que Randy abordou é mais comum do que podemos imaginar, quem nunca conheceu uma família que passou por traição? Uma pessoa que teve que tomar uma atitude precipitada, pois não conseguia pensar em uma alternativa? Ou que está numa situação que pensa em jogar tudo para o alto? Bom, nesse livro podemos ver cada uma dessas coisas de um jeito único, fora que a autora conseguiu me impressionar do começo ao fim, esse é um livro que eu leria de novo 2,3,4,5… vezes e cada vez amaria mais. 


Nota :: 


Informações Técnicas do livro

Mentiras Que Confortam
Uma ação, uma reação e uma decisão podem mudar tudo.
Randy Susan Meyers
Ano: 2015
Páginas: 368
Editora: Novo Conceito
Sinopse:
Cinco anos atrás... Tia apaixonou-se obsessivamente por um homem por quem nunca deveria ter se apaixonado. Quando engravidou, Nathan desapareceu, e ela entregou seu bebê para a adoção. Caroline adotou um bebê para agradar o marido. Agora ela questiona se está preparada para o papel de esposa e mãe. Juliette considerava sua vida perfeita: tinha um casamento sólido, dois filhos lindos e um negócio próspero. E então ela descobre o caso de Nathan. Ele prometeu que nunca mais a trairia novamente, e ela confiou nele. Hoje... Tia ainda não superou o fim do seu caso com Nathan. Todos os anos ela recebe fotos de sua garotinha, e desta vez, em um impulso, decide enviar algumas delas para a casa do ex-amante. É Juliette quem abre o envelope. Ela nunca soube da existência da criança, e agora precisa desesperadamente descobrir quantas outras mentiras sustentaram o seu casamento até hoje.


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24 julho, 2019

Resenha :: Neve na Primavera

julho 24, 2019 0 Comentários

Para os amantes os livros de mistérios e de suspense, temos uma ótima obra de Sarah Jio, que já era conhecida por Violetas de Março. Podemos marcar alguns pontos do enredo, sem comprometer sua leitura posterior.

A parte de Claire é no presente. Uma nevasca acontece na região, sendo que a última delas teria acontecido exatamente no mesmo dia, porém quase oitenta anos atrás. Essa coincidência faz um editor de um jornal pedir à nossa protagonista, a jornalista Claire Aldrige, para escrever algo sobre a nevasca.

Todos nós nos comportamos de forma distinta diante do trauma e da agonia, costuma dizer minha terapeuta, Margaret. Algumas pessoas agem impulsivamente, outras se reprimem – contendo a dor e guardando-a bem no fundo, deixando-a se formar e inflamar, e era assim que eu agia desde o terror que eu vivera no último mês de maio.

A princípio desinteressada, ela descobriu um caso curioso e sem solução, ocorrido na última nevasca: o desaparecimento do menino Daniel Ray. Começa então uma investigação com um ótimo clima de suspense. Somado a isso temos também as relações pessoais da protagonista que podem ajudar ou atrapalhar em sua pesquisa.

A parte de Vera, situada em 1933, é contada a partir da perda de seu filho Daniel, durante uma nevasca rara na região, e os esforços para encontra-lo. Essa parte é como um flashback da história da Claire, uma vez que o filho de Vera é o menino cujo sumiço é investigado por Claire, e nos leva para personagens e situações vividas no passado que nos ajudam a compreender os personagens e acontecimentos do presente.

A autora intercala cada capítulo, ora com a parte da Vera e ora com a da Claire, de forma que os personagens envolvidos na parte da primeira aparecem de alguma forma na parte da segunda. Apesar de falarmos aqui de cada uma de forma separada, o livro entrelaça de modo genial as relações das duas histórias. É fácil se envolver com as duas protagonistas e a cada vez mais nos vemos intrigados em descobrir o desfecho de ambas as histórias.

Outro ponto forte do livro é que ele não deixa mistérios sem soluções. Irá emocionar quem ler. Vale (muito) a leitura!!


Nota :: 


Informações Técnicas do livro

Neve na Primavera
Ano: 2015
Páginas: 336
Editora: Novo Conceito
Sinopse:
Seattle, 1933. Vera Ray dá um beijo em seu filho, de três anos de idade, e, mesmo contrariada, sai para trabalhar. Ela odeia o turno da noite, mas o emprego de camareira no hotel é a única fonte de sustento para sua pequena família. Na manhã seguinte, o dia 2 de maio – em plena primavera, portanto –, uma tempestade de neve desaba sobre a cidade. Vera se apressa para chegar em casa antes de Daniel acordar, mas encontra a cama do menino vazia. Seu amado ursinho de pelúcia está jogado na rua, esquecido sobre a neve. Na Seattle do nosso tempo, a repórter Claire Aldridge é despertada por uma tempestade de neve fora de época. Ainda se recuperando do terrível acidente que enfrentou há um ano, Claire tornou-se apenas uma sombra do que era. Seu casamento está desmoronando, a culpa a consome e a dor da perda parece não ter fim. O trabalho no jornal tem sido sua única fonte de motivação. O dia é 2 de maio e ela é designada para escrever sobre a nevasca deste ano e também sobre aquela que aconteceu há mais de setenta anos, Claire se interessa pelo caso do sumiço do pequeno Daniel, que permanece sem solução, e promete a si mesma chegar à verdade. Um recorte de jornal, muitas coincidências e um instinto inexplicável levam Claire a assumir a missão de desvendar o mistério e devolver àquela família a paz que foi roubada há tantos anos.


O Grupo Editorial Novo Conceito oferece sempre os best-sellers mais aguardados e comentados do meio literário. Em anos de sucesso editorial, foram vários os autores e títulos reconhecidos na principais listas do PublishNews e Veja. O selo Novo Conceito foi desenvolvido para reunir essas grandes publicações, além das novidades e lançamentos internacionais que ainda virão.

02 julho, 2019

Resenha :: Compaixão

julho 02, 2019 7 Comentários

Olá, leitor e leitora do Clube. Hoje venho falar de um livro que nos remete a uma frase muito usada no meio literário; que é a leitura que nos faz “sair da zona de conforto” dos livros que habitualmente lemos, porém asseguro que esse convite se faz ainda maior nessa obra.


Compaixão, apesar do que alguns podem erroneamente pensar, não é um livro de autoajuda, e sim um texto que nos faz pensar, refletir e literalmente “sair da zona de conforto”, tanto literária, quando de nossa rotina de vida, tanto emocional quanto diária. Um texto instigante e, de certa forma, duro para com nossos paradigmas, e que de forma hábil me levou a repensar, perguntar, criticar até que novos conceitos fossem formados, e um novo modo de ver e viver em sociedade enquanto indivíduo ou integrante de um grupo fosse criado, substituindo o anterior.

Vamos nos acostumando aos clichês da ilusão do mundo perfeito, e nos tornando prisioneiros da imperfeição, aprisionados pela falsa sensação da zona de conforto.


Eu fiquei impressionada com a fluidez do texto, que fez com que eu me sentisse em um auditório intimista, durante uma palestra interativa e, mesmo com a seriedade dos temas propostos e abordados, leve e divertida. Ora, quem nunca se viu em uma situação como a do autor, ao ser visto dirigindo um carro velho, não tem como não deixar de sorrir diante o absurdo dela.

Só um coração livre é capaz de sentir alegria e deflagrar um processo natural de coisas boas, daquelas que silenciam a alma e fazem da consciência um deleite existencial.


De forma simples, conceitos antropológicos são levantados a partir do ponto de partida da compaixão, com ilustrações de vivências que mostram de maneira clara e pedagógica os conceitos anteriormente colocados pelo autor. Outra coisa que muito me impressionou, e de forma positiva devo salientar, foi o fato de que questões como atitudes que em um primeiro momento são “cheias de compaixão” e, quando colocadas à luz da realidade, se mostram tão “fakes” quanto as correntes que circulam em aplicativos de conversas. E outras tão simples, como servir, são na realidade o cerne da compaixão.

“Servir é a compaixão em ato, em plena ação. É o que nos dá a sensação de plenitude humana.” “E Servir não tem status, cargo, poder ou qualquer outra condição de mérito”.

Alguns pontos me tocaram de maneira profunda, como o fato da compaixão não carecer de uma situação de vulnerabilidade para que a mesma seja praticada. Apesar de que eu penso que, mesmo não estando vulnerável socialmente, o conceito colocado possa ser aplicado quando a falta da compaixão acarreta a falta de empatia e doenças sociais, como preconceito para com o diferente, a minoria, “o outro”. De que, a compaixão enquanto assistencialismo não basta, mesmo sendo necessária. Que o principal é “não dar apenas o peixe, e sim ensinar a pescar”.


E sobre esse prisma, somos convidados a observar o tempo presente enquanto esse está acontecendo e se tornando passado, e moldando o que virá ser nosso futuro. Porém esse exercício mostra com uma clareza dura o que é o tempo das redes sociais, das conversas cada vez mais via tecnologia e o afastamento das pessoas na vida real. Que para mim, nesse ponto temos o maior incômodo desse exercício. Que nos obriga a olhar mais de perto o que tendemos a não nos dar conta, ou “esquecemos” enquanto sociedade, porque simplesmente não queremos ver. Por serem visões distintas quanto ao tempo e ao social.

Compadecer-se não significa ser piedoso, mas reconhecer que o ajudado é alguém que merece justiça. (...) acabamos tratando os de fora com certa invisibilidade, até para atenuar o nosso despreparo em aceitar o que nos é diferente.

A abordagem do discurso vazio de verdade, onde a retórica não condiz com as atitudes, e até total falta delas, é direto e cercado de fatos que sustentam a abordagem de forma precisa e concisa. Que mostra que ao fazermos escolhas, além de uma renúncia, gera no ato uma responsabilidade. E com isso um convite desafiador a tornar a compaixão um ato de cidadania, de respeito à existência do outro enquanto pessoa dotada de direitos e deveres iguais ao do que pratica a compaixão, assim nos levando a outros conceitos que devemos não somente entender, mas colocar em prática no nosso modo de agir e viver. E assim, somos levados de volta ao primeiro capítulo, onde somos confrontados com o fato de que a morte é que coloca a vida em perspectiva, a inevitabilidade do fim que refresca nossa memória para ausência da imortalidade. Seja essa morte física ou social enquanto moral e costumes.


Esse livro não é em momento nenhum um "guia em alguns passos" para ser alguém que viva a compaixão em plenitude. Mas sim, um convite aberto a olhar, indagar e sim discordar da abordagem do autor de como o conceito está distorcido e a vivência fora do contexto. Um desconforto altamente recomendável a todos que sabem que "pensar é existir". E que viver é mais que existir, é agir!

Fica a super dica, inclusive como presente para o dia dos pais. Uma edição impecável,  uma capa lindíssima, diagramação fantástica em papel pólen, um texto maravilhoso e sem erros de digitação ou ortografia. 


Nota ::  4,5


Informações Técnicas do livro

Compaixão
Fernando Moraes
Ano: 2019
Páginas: 120
Editora: Novo Conceito
Sinopse:
Nesta obra, Fernando Moraes nos faz pensar a compaixão dentro de um conceito totalizante, que navega pelo nosso cotidiano e não somente dentro dos contextos que a exigem. Com uma abordagem simples dentro de uma perspectiva social, ele trata com cuidado a compaixão, transitando pela cidadania, pela convivência social e pela vivência das pessoas, e, fundamentalmente, mostrando como ela nos absorve, sem muitas vezes termos consciência disso. Muito se fala nas rodas das ciências humanas sobre resiliência, alteridade, empatia, altruísmo, sentimento de compaixão, pertença, solidariedade e tantos outros conceitos, e em como buscamos reconhecer o outro, aquele diferente de nós, aquele que muitas vezes é o nosso inferno, mas que também nos faz inferno de alguém.
Para Fernando Moraes a compaixão é a consciência permanente de que existe o outro. E solidariedade é o efeito natural de identificar o outro por essa consciência e dar vida a essa relação. Sendo assim, uma não existe sem a outra. Entretanto, mesmo tendo essa condição indissociável, costumeiramente tentamos estabelecer interlúdios.
Segundo o autor, quando adotamos a compaixão como exercício cotidiano, estamos na verdade dizendo aos outros: “Eu vejo vocês”.
Compaixão como convite à existência é o grande desafio aqui proposto.


O Grupo Editorial Novo Conceito oferece sempre os best-sellers mais aguardados e comentados do meio literário. Em anos de sucesso editorial, foram vários os autores e títulos reconhecidos na principais listas do PublishNews e Veja. O selo Novo Conceito foi desenvolvido para reunir essas grandes publicações, além das novidades e lançamentos internacionais que ainda virão.