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09 setembro, 2020

Resenha :: Mitologia Nórdica

09 setembro 16 Comentários

É uma história longa, e não é creditada a ninguém: há assassinato nela, e enganação, mentiras e tolice, sedução e perseguição. Escutem.

Tudo começou com uma vaca e um gigante.

Sempre fui apaixonado por mitologia em geral, quanto à mitologia nórdica, meu primeiro contato com ela foi com as HQs do Thor, que não tem a ver com o Thor original, na verdade toda a HQ do Thor não tem nada a ver com os mitos nórdicos, mas como diria Jack, O Estripador: "vamos por partes".

A Mitologia Nórdica é muito mais do que os quadrinhos mostravam.

No começo, ao norte a terra era gelo e ao sul, era fogo. Ao sul, vivia um gigante de fogo, esperando (vai ter que ler pra descobrir o que). Entre o norte e o sul, o gelo se derreteu, e de lá saiu uma pessoa de tamanho inimaginável, Ymir, o ancestral dos gigantes não era homem nem mulher, mas os dois ao mesmo tempo, do gelo também saiu uma vaca, que lambia os blocos de gelo para se nutrir, era de seu leite que Ymir se alimentava e crescia.

Com as lambidas da vaca no gelo, começou a surgir um homem, Buri, o ancestral dos deuses, que se casou com uma gigante e tiveram três filhos: Odin, Vili e Ve. Os irmãos apunhalaram Ymir e o sangue que rompeu de seu cadáver afogou quase todos os gigantes, com exceção de dois, Bergelmir e sua esposa.

Odin e seus irmãos moldaram a terra a partir da carne de Ymir, os mares são seu sangue e seu suor, o céu é seu crânio e as nuvens um dia foram o cérebro de Ymir.

Mas o mundo ainda não era habitado, então os irmãos encontraram dois troncos. O primeiro era o freixo o segundo era o olmo. Odin os segurou e os soprou vida, Vili deu-lhes vontade e Ve esculpiu os troncos. O homem era Ask, que significava freixo, e a mulher era Embla, ou olmo, os pais de toda a humanidade.

É interessante ver como diferentes culturas tentam explicar, eles viviam em um lugar onde era muito frio, então fazia sentido para eles a vida ter vindo do gelo.

Agora falando um pouco dos deuses, vou falar mais dos três principais: Odin, Thor e Loki.

Quando algo errado acontece, a primeira coisa que eu sempre penso é ‘É culpa de Loki.’ Economiza um bom tempo.

Odin tem muitos títulos, um deles é o "deus da forca", pois ele se enforcou durante nove dias nas raízes da yggdrasill em troca do conhecimento das runas, ele é mais poderoso e o mais velho dos deuses. Thor, o forjador de trovões, é de longe o mais forte dos deuses, o que compensa sua falta de inteligência. Loki, o meu deus favorito, porque os planos dele são bons, mas sempre dá alguma coisa errada e ele precisa resolver isso, ele é basicamente a causa e a solução ao mesmo tempo.

Para quem gosta de mitologia, misticismo ou só quem é curioso mesmo, esse livro vale muito a pena.

O sábio nada respondeu: é raro cometer erros quando se está calado.


Nota :: 


Informações Técnicas do livro

Mitologia Nórdica
Ano: 2017
Páginas: 288
Editora: Intrínseca
Sinopse:
Quem, além de Neil Gaiman, poderia se tornar cúmplice dos deuses e usar de sua habilidade com as palavras para recontar as histórias dos mitos nórdicos? Fãs e leitores sabem que a mitologia nórdica sempre teve grande influência na obra do autor. Depois de servirem de inspiração para clássicos como Deuses americanos e Sandman, Gaiman agora investiga o universo dos mitos nórdicos. Em Mitologia nórdica, ele vai até a fonte dos mitos para criar sua própria versão, com o inconfundível estilo sagaz e inteligente que permeia toda a sua obra.
Fascinado por essa mitologia desde a infância, o autor compôs uma coletânea de quinze contos que começa com a narração da origem do mundo e mostra a relação conturbada entre deuses, gigantes e anões, indo até o Ragnarök, o assustador cenário do apocalipse que vai levar ao fim no mundo. Às vezes intensos e sombrios, outras vezes divertidos e heroicos, os contos retratam tempos longínquos em que os feitos dos deuses eram contados ao redor da fogueira em noites frias e estreladas.
Mitologia nórdica é o livro perfeito para quem quer descobrir mais sobre a mitologia escandinava e também para aqueles que desejam desvelar novas facetas dessas histórias.

08 março, 2018

Resenha :: Saga - Volume 1

08 março 0 Comentários

Sempre que vou comprar algo, eu fico com o pé atrás. Saga é um caso especial por motivo de:

Nunca ouvi falar;
Ninguém me recomendou;
A capa é bonita;
Ganhou uns prêmios aí;
Ouvi falar que era uma mistura de Star Wars com Game of Thrones.

Logo, se eu o comprasse, seria um tiro no escuro, mas a capa é bonita de qualquer forma. Li algumas páginas online e CARAMBA! Tudo bem que foram umas 3-5 páginas, mas CARAMBA! Que tiro no escuro bem dado.

"É assim que uma ideia se torna real". - Narradora

Esse foi o meu primeiro contato com o roteirista Brian K. Vaughan que fez obras como Y - O Último Homem, Os Leões de Bagdá, alguns episódios da série Lost e a primeira temporada de Under the Dome (não, eu não assisti Lost nem Under the Dome) e com a Ilustradora Fiona Staples, que eu realmente não sei nada sobre as obras dela, mas eu amo sua arte.

"Que tipo de imbecis colocam um filho num mundo assim?" - O Querer

A história começa com um parto normal meio estranho em uma oficina onde aparentemente os pais são de duas raças distintas, o pai, Marko, um Lauriano que tem chifres, e a mãe, Alana, que tem asas de inseto. Então somos recebidos por uma linda imagem de um pai segurando sua filha recém-nascida.


Curiosamente, a bebê narra toda a história.

"Era uma época de guerra. Grande novidade." - Narradora

Mal tendo tempo de amamentar a criança e lhe escolher um nome, o local é invadido pela Força de Coalizão formado por mais pessoas com asas e armadas e o que parece ser um sangue azul que é um robô com cabeça de televisão (eu sei, parece meio bobo falando mas o visual deles são bem legais). Então o casal entra em desespero. Eles simplesmente aceitaram que iriam morrer quando mais laurianos invadem o local falando uma língua bem diferente e atacam as forças armadas. Felizmente a família sobrevive ao fogo cruzado.

"Na verdade, contrariando as expectativas mais pessimistas, eu já estava viva há três dias inteiros." - Narradora

Então somos introduzidos a um universo de guerra, uma guerra tão antiga que não se sabe quem a começou. Uma guerra entre magia e tecnologia. Uma caçada ao casal apenas por querer seguir sua vida e construir sua família em paz. Um universo com uma infinidade de espécies e organizações.

"Você não acha que eu faria qualquer coisa para impedir que minha única filha acabe com uma escrota da sua laia?" - Alana

Sobre os personagens... Marko se tornou um pacifista no momento de nascimento de sua filha e pretende manter esse juramento. Alana tem personalidade forte, é impulsiva e fervorosa, mas ainda é mãe e coloca o bem estar de sua filha a cima de tudo.

"Quero mostrar o universo pra nossa menina." - Alana

O Querer é um freelancer, que, pelo que entendi, eles são o equivalente a assassinos de aluguel. O Querer foi contratado pelos laurianos para capturar o bebê, apesar de ser um freelancer, ele tem certa moralidade, vemos isso na primeira aparição dele em que é obrigado a matar uma criatura como teste por sua contratante e ele fica revoltado com isso, e sua parceira é uma Gata da Mentira, que é literalmente um gato grande que consegue detectar mentiras.

"- Não. Sem chance. Eu nunca mais atenderei as ligações dessa vadia. / - Mentira." - O Querer e a Gata da Mentira

E por último o Príncipe Robô IV, que é um robô completamente frustrado que acabou de sobreviver a um ataque e que seu pai, o rei, o manda para caçar Alana e Marko por terem supostamente "massacrado" os PMs e o Barão daquela batida onde ficaram em fogo cruzado.

"Você está dizendo que ela se deitou voluntariamente com esse monstro?" - Principe Robô IV

Saga é um universo rico e incrível, acompanhamos apenas uma pequena parte de sua imensidão que pode ser explorada a níveis imensuráveis. Cada personagem é único e cada um tem seus defeitos e qualidades. Marko e Alana são o melhor casal já criado, não importa o que digam. E se você gosta de uma história violenta, linda, cativante e triste ou quer ser introduzido a nona arte, Saga é uma excelente escolha e duvido que alguém vá se arrepender.

"- Pico? Não íamos chamá-la de Beatrice? / - Querido, Beatrice e nome de menina boazinha. Você acha que ela tem cara de menina boazinha e chatinha? / - É que Pico tem um significado... obsceno de onde eu venho" - Marko e Alana



Informações Técnicas da HQ

Saga - Volume 1
Ilustradora: Fiona Staples
Ano: 2014
Páginas: 168
Editora: Devir
Sinopse (Skoob):
Saga' nos conta a história de Alana e Marko, dois soldados de lados opostos numa longa e devastadora guerra intergalática que se apaixonam e lutam para garantir que Hazel, sua filha recém-nascida, continue viva. Mas é claro que isso não será nada fácil... Curiosamente, o bebê também narra a história. 

O Volume 1 contém as edições #1 a #6.


19 outubro, 2017

Conto :: Forasteiro

19 outubro 0 Comentários


Robert foi a última das crianças a acordar, ele vivia com a família em um orfanato que estava aos cuidados de seus pais, tinha 11 anos e era muito levado. Seus outros três irmãos e duas irmãs eram um pouco menos, mas ele era o explorador, o que se aventurava, saía cedo limpo e voltava já à noite completamente sujo.

Sua casa era movimentada, sua família já enchera os acentos da mesa. Seu pai acordava e saía mais cedo que todos. Sua mãe acordava logo após seu pai para já começar a fazer a comida de todos. Seus irmãos mais velhos já começavam a aprender alguns ofícios para o bem da comunidade e os mais novos ficavam em casa fazendo bagunça e barulho. Ele saía por aí explorando as florestas, se arranhando e caindo, voltando cheio de poeira e lama com a lua já brilhando no topo do céu.

Aquele dia estava sendo um dia glorioso.

No meio da floresta havia um cachorro que estava arrumando encrenca com alguns aldeões, Robert foi até ele e deu-lhe uma bela surra com um pedaço de madeira. Até ganhou um pouco de dinheiro e um elogio de um estranho que passava no momento da grande batalha contra a fera: "Grande guerreiro você é". A frase ficava se repetindo em sua mente. Ele não era apenas um guerreiro, mas sim um Grande guerreiro. Sim, um dia incrível e glorioso, realmente.

No caminho de volta para casa, ele encontrou o mesmo estranho que o elogiara mais cedo. Ele estava sentado em um lugar onde se poderia ver todo o vilarejo e ele parecia apreciar o pôr do sol.

— Ah! Grande guerreiro! Se sente comigo um pouco. — O estranho disse, seu robe e capuz eram completamente vermelhos, assim como seus cabelos e barba.

— O que o senhor está fazendo?

— Apreciando o lindo trabalho de formigas.

— Formigas?

— Sim! Olhe bem para elas, imagine quantas vezes elas já fizeram esses movimentos de trabalho, quantas vezes elas vão para suas casas cansadas, jantam suas comidas medíocres e se deitam em suas camas medíocres.

— Não sei o que significa.

— O que?

Mediôcres.

O estranho deu uma boa gargalhada sobre como Robert pronunciara a palavra.

— Quer dizer "mais ou menos", nem bom nem ruim. Apenas é.

— Isso é ruim?

— E como, qual a graça de uma vida onde você não sofre e muito menos se diverte?

— Eu prefiro ser medíocre do que sofrer.

— Uma pena que pense assim.

Nesse momento o estranho agarrou os cabelos de Robert e o puxou para trás, deixando toda a sua garganta exposta, logo ele passou uma lâmina na garganta do garoto, que logo começou a engasgar com seu próprio sangue.

— Hora do show, criança.

O homem começou a fazer alguns movimentos com suas mãos e recitar algumas palavras que Robert entendeu, pois não prestara muita atenção, estava mais preocupado em não sangrar até a morte.

Uma grande coluna de chamas cobriu toda a vila, queimando lentamente seus habitantes, Robert pode ouvir os gritos de seus irmãos, seu pai e sua mãe, todos eles queimando. O cheiro era forte.

— Não desmaie, garoto. Olhe para mim, nos meus olhos! — Ele não tinha olhos. — Se sobreviver, diga que o Demônio Escarlate esteve aqui.

Então, tudo escureceu.

06 abril, 2017

Resenha :: Ozob - Vol.1: Protocolo Molotov

06 abril 0 Comentários

"Tudo que você mistura com vodca fica mais fraco que vodca."


Esse livro é baseado em um podcast de RPG de mesa, contando a história de um dos personagens, o Ozob, que resumindo, ele é um replicante (replicantes são humanos melhorados, mas com data de validade e que são proibidos na Terra), albino, palhaço (no sentido visual) e especialista em explosivos. E o livro tem dois autores: Leonel Caldela e Deive Pazos, também conhecido como Azaghal.

"Uma ideia é frágil. As corporações vão pisotear uma ideia até que morra. Ou até que se torne uma ideia completamente diferente, mais adequada aos interesses do mercado. Uma ideia não morre com um tiro, mas morre com indiferença."

O livro começa seis meses após o "nascimento" de Ozob, quando ele está fugindo de Blade Runners/Caçadores de Replicantes e pelo acaso acaba encontrando-se com uma banda punk enquanto a mesma está fazendo um show de guerrilha, os War Roadies, que são compostos por: Califórnia, especialista em computadores e a líder da banda; Johnny Molotov, o guitarrista e vocalista da banda; e Vivika, que é quem mantém todos eles vivos.

A história se desenrola entre o começo da vida de Ozob, com seus 3 "irmãos" e seu "pai" vivendo nas colônias, até o momento em que ele vem para a Terra e o presente, vivendo com os War Roadies.

“Você acha que me conhece? Tu não sabe a minha história e nunca olhou na minha cara, babaca!"

Agora é o momento em que você deve estar se perguntando: "Mas o que esse livro tem de mais?". 

Bom, vamos começar pela descrição. Pense em um autor que não poupa o leitor. Se você não pensou no Caldela, pensou errado. No livro temos: canibalismo, tortura, mutilação, pancadaria franca, uso de drogas, escravidão, cárcere privado, estupro, abuso mental e corporal, opressão capitalista a níveis inimagináveis e um sentimento de impotência. Isso é um resumo, as descrições são bem mais pesadas.

O livro é recheado de teorias das conspirações, como o McDonald's modificar a carne do hambúrguer para as pessoas ficarem viciadas nela e inchar os estômagos das pessoas para comerem cada vez mais lixo ou o Clube dos 27.

"Parecia estar chovendo, mas era só esgoto pingando do céu."

Existem várias referências à cultura punk rock, o nome de cada capítulo é o nome traduzido alguma música de bandas punks que fizeram sucesso, como Ramones, Sex Pistols, Bar Religion,  Dead Kennedys, L7 e mais uma porrada que não estou lembrando nesse momento.

Agora, a cereja do bolo, por favor leitor, inverta a palavra O-Z-O-B... É, Ozob, foi baseado no Bozo e seus irmãos também foram baseados em outros palhaços. Rizzo, um replicante que não sabe diferenciar a realidade de um jogo é baseado no Garoto Juca; Guzzo, Replicante trans, baseado na Vovó Mafalda, já que o sobre nome do ator que fazia a personagem, se chamava Guzzo; e Zatati Ratatá, gêmeos siameses, duas cabeças e três braços (imagine como preferir) grande vilão do passado de Ozob.

"Você estava sendo caçado só porque é pós-humano. A polícia corporativa matou e espancou aquelas pessoas porque estavam ouvindo e tocando música. Alguém tem que resistir a isso."

Se o livro vale a pena? É um dos meus livros favoritos, mas você precisa ter estômago para o que tem no livro, em vários momentos você sente um aperto no estômago, cada vez que o Ratatá aparece, ele consegue fazer você sentir tanta raiva que você começa a pensar com qual cabeça ia sofrer primeiro.

O Ozob é aquele tipo de herói (se é que podemos chamar ele assim) que se tiver um bloqueio em seu caminho, ele explode o caminho e segue pela cratera. Os personagens são todos incríveis. Vivika, apesar de não ter muito destaque, quando entra em ação, você sabe que vai vir cena boa (é uma ex-soldada geneticamente modificada que tem garras e moikano de mercúrio) e não tenho palavras para descrever Califórnia.

Então eu recomendo sim, ele tem uma ótima historia, personagens fortíssimos e para quem gosta de sofrer, vai amar ele.
"Beija meu nariz, desgraçado!"



P.S. Confira agora a playlist que os autores fizeram para o livro, apenas com músicas punk, que combina muito com os momentos de ação, ou seja, combina no livro todo.






Nota :: 

Informações Técnicas do livro

Ozob - Vol.1: Protocolo Molotov
Ozob # 1
Ano: 2015
Páginas: 420
Editora: Nerdbooks
Sinopse (Skoob):
O futuro chegou. E é pior do que os nossos pesadelos.
O século 22 é uma época escura, feita de cibernética, inteligências artificiais, megacorporações que controlam os governos, redes sociais onipresentes, gangues e violência. No centro de tudo, uma metrópole se ergue em plataformas sucessivas, com prédios que se elevam acima das nuvens.
Construída sobre o que já foi Nova York, Delta City abriga as maiores corporações e milhões de habitantes. Mas, nas ruas sob as plataformas, a Cidade Baixa é o lar de criminosos, miseráveis e escória. O lar de Ozob.
Ozob, um construto genético encomendado por uma corporação, feito à imagem da mente insana de seu criador. Perseguido por seus irmãos sanguinários, só tem mais dois anos de vida. Para ele, nenhum minuto pode ser desperdiçado.

09 março, 2017

Resenha :: A Rainha Vermelha (A Rainha Vermelha #1)

09 março 2 Comentários

"Este mundo é tão perigoso quanto belo. Quem não é útil, quem comete erros, pode ser descartado."

Torci o nariz pra este livro, não sei exatamente o porquê, talvez porque foi a minha amiga que já me recomendou livros que não curti muito, mas decidi dar uma chance, já que se tratava de uma distopia e um povo com poderes.

"Todo mundo pode trair todo mundo."

A sociedade do livro é dividida em duas classes: prateados e vermelhos. Os vermelhos são as pessoas comuns, geralmente operários ou buchas de canhão em guerras. Os prateados governam o país e respondem a um rei igualmente prateado, são super humanos e geralmente seus poderes são passados de geração em geração, seguindo o DNA do pai.

A História é narrada pela personagem principal Mare Barrow, uma vermelha que vive de bater carteira. A história começa com Mare sendo obrigada a ir com outros vermelhos para uma espécie de coliseu, no caminho ela encontra com seu amigo Kilorn Warren, outro vermelho, aprendiz de pescador (uma das maneiras de se salvar da guerra é arrumar um emprego). O coliseu é usado apenas por lutadores prateados e ele serve para mostrar sua superioridade aos vermelhos, onde eles podem se exibir enquanto destroem seu adversário e são glorificados por isso.

Após o coliseu, Mare volta para casa, onde mora com seu pai Daniel, sua mãe Ruth e sua irmã Gisa (que é aprendiz de costureira). Na mesma noite Kilorn pede ajuda a Mare para fugirem, eles acham uma pessoa que está disposta a ajudar por um preço um tanto alto. Mare acaba sendo pega roubando por uma pessoa que está disposta a ajudar dando-lhe um emprego e assim acaba descobrindo que tem um poder mesmo sendo uma vermelha.

Eu comecei gostando muito do livro, ele consegue passar bem a repressão dos prateados em cima dos vermelhos e até senti uma revolta pela impotência dos vermelhos, mas depois ele vai decaindo, a Mare vai se tornando hipócrita e acabei achando a história bem previsível.

Para quem gosta de distopia é uma boa escolha, para quem gosta de seres super poderosos é uma excelente escolha, mas para quem gosta de uma boa história, com reviravoltas e conflitos políticos, é uma escolha bem fraca.

"Você é a mudança controlada, do tipo em que as pessoas podem confiar. Você é a chama lenta que pode dissipar uma revolução com um punhado de discursos e sorrisos."


Nota :: 

Informações Técnicas do livro

A Rainha Vermelha
A Rainha Vermelha #1
Ano: 2015
Páginas: 422
Editora: Seguinte
Sinopse (Skoob):
O mundo de Mare Barrow é dividido pelo sangue: vermelho ou prateado. Mare e sua família são vermelhos: plebeus, humildes, destinados a servir uma elite prateada cujos poderes sobrenaturais os tornam quase deuses.
Mare rouba o que pode para ajudar sua família a sobreviver e não tem esperanças de escapar do vilarejo miserável onde mora. Entretanto, numa reviravolta do destino, ela consegue um emprego no palácio real, onde, em frente ao rei e a toda a nobreza, descobre que tem um poder misterioso Mas como isso seria possível, se seu sangue é vermelho?
Em meio às intrigas dos nobres prateados, as ações da garota vão desencadear uma dança violenta e fatal, que colocará príncipe contra príncipe - e Mare contra seu próprio coração.