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06 fevereiro, 2022

03 junho, 2020

Resenha :: O Mundo de Lore - Criaturas Estranhas

junho 03, 2020 0 Comentários

Olá, pessoa, o livro de hoje foi originado do premiado podcast Lore, cujos episódios se inspiram nas famosas creepypasta dignas de pesadelos. Para quem não sabe, “Creepypasta é um termo criado para definir as histórias de terror ou lendas urbanas que são divulgadas através da internet em fóruns e demais redes sociais de modo “viral”, espalhando-se rapidamente no universo online”.


A narrativa segue a linha de documentário, que o podcast geralmente tem, e mantém o “diálogo” do autor com o leitor. Isso mesmo, durante as histórias que o autor vai narrar, você vai encontrar algumas indagações, divagações e, claro, um humor repleto de ironia.

A leitura é agradavelmente fluida e a cada bloco temos uma temática sendo tratada. Conhecer alguns autores e clássicos deixa a leitura ainda mais interessante, em especial para quem leu Bram Stoker, Stephen King, Wilkie Collins, dentre outros. E também tem muita história e folclore. Acho bem legal que, invariavelmente, a leitura fez com que eu me lembrasse das nossas histórias de lendas urbanas. Cada tema tem sua história contada através de acontecimentos que tiveram registro público, seja oficial ou por meio da impressa ou ainda documentos pessoais como cartas e diários. Então você é colocado o tempo todo a se manter atento para a frase que abre o livro.

Não acredite em nada do que ouve, e só acredite em metade do que vê. – Edgar Allan Poe

Durante a leitura, fiquei fascinada em como algumas histórias acabaram se entrelaçando de forma tão única com livros hoje clássicos da literatura, como Drácula e A Pobre Senhorita Finch. Outro ponto que achei fascinante é que, mesmo antes da sugestão do autor, eu já havia ido a internet fazer algumas pesquisas sobre temas abordados.


Quem viveu os anos 90 vai se deliciar com as lembranças dos discos da Xuxa tocados ao contrário, da queima do fofão, da loira do banheiro e mais e mais lembranças que se avolumam na memória, enquanto lemos sobre a origem, muitas vezes simultâneas, de um mesmo fato estranho em vários locais.

Mas algo novo havia nascido. Algo mais poderoso que um monstro, algo que vive séculos e se espalha como fogo. – Uma lenda

No mundo do sobrenatural se faz muito comum procurar por explicações, que hoje são simples, para explicar fatos que naquela época seriam tão inexplicáveis, porém também é preciso deixar claro que muita coisa continua, e talvez por muito tempo seja assim, sem nenhuma explicação dentro da lógica pura e empírica.

Advirto que se você é do tipo de leitor que ama ler referências encontradas em um livro, esse é um prato cheio para você dentro da própria editora (o que não deve ser nenhuma coincidência), mas também torna tudo ainda mais fascinante, acessível e terrivelmente tentador.

Você ainda pode visitar e ver Annabelle com seus próprios olhos, se quiser. Mas tenha cuidado. A placa na caixa de vidro tem uma mensagem simples, mas forte: “Aviso: Não abra”.


Como de praxe a editora traz o acabamento gráfico de primeira e que é característico da editora. Capa dura, fitilho e laterais na cor vermelha, capa e lindas ilustrações internas criadas por M.S. Corley. O ponto negativo fica por conta de  algumas falhas de revisão que percebi durante a leitura, e que espero que sejam corrigidas em tiragens futuras.


Nota ::  4,5


Informações Técnicas do livro

O Mundo de Lore - Criaturas Estranhas
Ano: 2019
Páginas: 256
Editora: DarkSide Books
Sinopse:
Elas vivem nas sombras, ocultas nas trevas da noite, habitando os cantos mais obscuros de nossas mentes. Conhecemos algumas delas através de superstições, fábulas e lendas urbanas. Ou, quem sabe, por meio de contos sinistros sussurrados de geração para geração. Elas. As criaturas estranhas.
Acomode-se ao redor da fogueira e tente não temer os vultos sinistros na escuridão. A DarkSide® Books vai contar uma história para você. Uma não, várias. Uma mais aterrorizante do que a outra. E todas elas podem ser encontradas nas páginas de O Mundo de Lore: Criaturas Estranhas.
Originado do premiado podcast Lore — cujos episódios se inspiram nas famosas creepypasta dignas de pesadelos —, o livro de Aaron Mahnke encontrou seu verdadeiro lar na editora mais tenebrosa do Brasil.
Imagine que anos atrás havia um especialista em vampiros alugando seus serviços a quem precisasse. Ou que zumbis realmente existem. Ou ainda que há áreas na Islândia que não devem ser visitadas para proteção do mágico povo escondido.
Compartilhando detalhes fascinantes sobre monstros assustadores e bizarros, O Mundo de Lore: Criaturas Estranhas explora o encanto que nós, humanos, temos por saber o que já houve de fantástico neste mundo em que vivemos. Seja um vilarejo europeu onde gremlins tocam o terror ou uma casa nos Estados Unidos assombrada por um boneco chamado Robert.
As belíssimas ilustrações de M.S. Corley aumentam ainda mais o ar de encantamento que percorre todo o texto. E o “mundo” do título vem bem a calhar: além do podcast de sucesso que contabiliza mais de 180 milhões de reproduções e do livro de arrepiar, o projeto foi transformado em série pela Amazon Prime Video, e já conta com duas temporadas disponíveis em português no Brasil.
A verdade realmente pode ser mais apavorante do que a ficção. Mas quem tem um coração dark batendo no peito gosta — e inclusive pede mais.

03 agosto, 2019

Resenha :: Lady Killers: Assassinas em Série

agosto 03, 2019 0 Comentários

Olá, leitores! Hoje eu venho falar de um livro com uma capa linda. Porém quem vê capa não vê conteúdo; e gostaria de compartilhar sobre a minha experiência de leitura com você.


Esse livro teve uma inspiração diferente da usual, de uma coluna da escritora e tem um viés de dossiê, mas até pelas datas dos crimes, não chegaria a tanto. Para mim, ficou mais para um documentário sobre assassinas em série e seus crimes, comprovados ou não ao longo dos últimos séculos e uma nova visão sobre os fatos, julgamentos sumários ou não, e até mesmo o que foi alardeado sobre durante a época em que ocorreram.

Outro questionamento é sobre como a mídia ou o senso popular e a "justiça" interpretavam os crimes e os assassinatos em séries cometidos por mulheres, principalmente a forma errônea que os atribuía a hormônios ou ao conceito de não reciprocidade afetiva. Além do mais, mostra de forma clara que elas nada tinham de apenas insanas, e sim com graus variados de inteligência, imprudência e egoísmo, por vezes até um senso de vingança, que as levava a fazerem o que fosse necessário para mudar os rumos de suas vidas para o que elas entendiam como de seu direito ou simplesmente ao seu alcance. E, muitas vezes, de forma tão elaborada que não deixava quase nenhum rastro, com crimes quase perfeitos.


De forma nada "corporativa" a autora convida a tirar a aura de sexo frágil, vovó gentil, mãe carinhosa, perfeita esposa, dona do lar acima de qualquer suspeita para mostrar que, assim como os mais perigosos assassinos, as mulheres são eficientes em mostrarem a imagem que querem que as pessoas vejam e acreditem. Até o limiar da mentira e a verdade exposta sem cerimônia. 

A autora manteve uma escrita que facilitou a leitura, tornou a leitura bem compreensiva mediante as coisas que aconteceram e foram relatados no texto; além de que ela não tortura o leitor com detalhes excessivamente descritivos dos crimes, apesar de que os detalhes são macabros o suficiente para entender o grau de horror dos crimes praticados.

Outro convite irresistível é a busca pela resposta de porque a "primeira serial killer" não foi nem de longe ou perto a primeira, e em uma espécie de amnésia seletiva, se esquecia com grande facilidade dos crimes cometidos por essas mulheres, convertendo tudo em lendas urbanas e histórias de fantasmas ou até mesmo de fadas. E a questão que a mim mais chamou atenção: TODAS as mulheres possuem o chamado "amor materno" inato? Seriam todas dotadas de um irrevogável "amor de mãe", mesmo com a mente tão sombria?


Enfim, eu gostei da parte principal do livro, mas preciso explicar sobre minha nota ao livro e — surpresa — é que a nota é mais relativa à edição, que tanto chama atenção por sua beleza e pelo designer gráfico muito bonito da capa e da edição em si. Aconteceu o seguinte: eu tive muito problema com o cheiro ao retirar o livro da embalagem e afetou a minha experiência de leitura porque esse cheiro foi muito forte, me fazendo adiar a leitura em quase duas semanas para conseguir lidar com o cheiro da tinta. Não sei ao certo se o fato de várias imagens (incluindo fotos) não terem legenda e outras partes terem palavras e frases totalmente em inglês, que deixam a curiosidade, mas também me deixaram chateada porque, desculpa, mas eu estou lendo uma edição traduzida em português, então eu gostaria de poder ler em minha língua aquilo que está escrito no livro.


Mais um detalhe foi o fato de as citações em destaque, no livro, serem reproduções de parte do texto e tornar a leitura cansativa, porque eu ficava lendo duas vezes a mesma coisa em tão pouco tempo. Veja bem, eu não tinha esquecido o que eu tinha acabado de ler e me pareceu ser o que vou chamar de reforço desnecessário daquele trecho. Outra coisa que me incomodou foi a marcação, que apesar de muito bonita, de um "falso marca-texto" fluorescente rosa, me tirou o prazer de eu fazer as minhas marcações com post-it. De eu perceber o que era importante para mim na leitura. Ficou parecendo quase que uma repreensão do tipo: "Leia isso aqui e preste atenção que é importante". Eu sinceramente não gostei, prefiro ser eu quem decide o que é importante ou não para ressaltar em um texto, seja ficção ou não.

Assim um livro já tem uma cor berrante, um contraste muito forte, tem disposições de imagens que, da maneira que foram dispostas, geraram um final da leitura cansativo, por ter um apelo visual muito grande. Por esses motivos, não vou ou posso dizer que foi uma leitura que a edição tornou prazerosa não, porque para mim não foi. Mas calma!!!!!! Nem tudo são coisas negativas, não.


A tradução foi o ponto forte da edição. Pequenos trocadilhos da autora ficaram incríveis, porque eu sei que eles se perderiam se não fossem as notas de rodapé durante a leitura, fatos históricos que me fizeram aprender coisas que eu achei muito relevantes para o contexto de entendimento, fatos que aconteceram e me deram uma perspectiva nova, apesar de partir de coisas que eu li nos textos.

E para concluir, eu quero dizer que não foi uma leitura ruim de modo nenhum; foi uma leitura muito boa, mas que não chegou a ser ótima por causa dos fatores que me fizeram ter problemas na minha experiência literária. E outra coisa que eu quero dizer é que, quem estiver curioso a respeito do livro, leia e tire suas próprias conclusões.


Sugestão da Editora: Lady Killers: Assassinas em Série faz parte da coleção Crime Scene®: histórias reais, de assassinos reais, indicadas para quem tem o espírito investigador. Entre os títulos da coleção estão Casos de Família e Arquivos Serial Killers, de Ilana Casoy, e o best-seller Serial Killers: Anatomia do Mal, de Harold Schechter. O livro de Tori Telfer, ilustrado pela artista salvadorenha Jennifer Dahbura e complementado com uma rica pesquisa de imagens, se junta a estas grandes fontes de estudo para alimentar a mente dos darksiders mais curiosos.

Ah! No fim do livro existem alguns anexos, que para os fãs do tema são uma fonte rica de referências sobre esse universo.


Nota ::  3,5 


Informações Técnicas do livro

Lady Killers: Assassinas em Série
As mulheres mais letais da história em uma edição igualmente matadora.
Ano: 2019
Páginas: 384
Editora: DarkSide Books
Sinopse:
Quando pensamos em assassinos em série, pensamos em homens. Mais precisamente, em homens matando mulheres inocentes, vítimas de um apetite atroz por sangue e uma vontade irrefreável de carnificina. As mulheres podem ser tão letais quanto os homens e deixar um rastro de corpos por onde passam — então o que acontece quando as pessoas são confrontadas com uma assassina em série? Quando as ideias de “sexo frágil” se quebram e fitamos os desconcertantes olhos de uma mulher com sangue seco sob as unhas?
Prepare-se para realizar mais uma investigação criminal ao lado da DarkSide® Books e sua divisão Crime Scene®. Esqueça tudo aquilo que você achava que sabia sobre assassinos letais — perto de Mary Ann Cotton e Elizabeth Báthory, para citar apenas algumas, Jack, o Estripador ainda era um aprendiz. 
Inspirado na coluna homônima da escritora Tori Telfer no site Jezebel.com, Lady Killers: Assassinas em Série é um dossiê de histórias sobre assassinas em série e seus crimes ao longo dos últimos séculos, e o material perfeito para você mergulhar fundo em suas mentes. Com um texto informativo e espirituoso, a autora recapitula a vida de catorze mulheres com apetite para destruição, suas atrocidades e o legado de dor deixado por cada uma delas. 
As histórias são narradas através de um necessário viés feminista. Telfer dispensa explicações preguiçosas e sexistas e disseca a complexidade da violência feminina e suas camadas. A autora também contesta os arquétipos — vovó gentil, mãe carinhosa, dama sensual, feiticeira traiçoeira, entre outros — e busca entender por que as mulheres foram reduzidas a definições tão superficiais. 
Além disso, questiona a “amnésia coletiva” a respeito dos assassinatos cometidos por mulheres. Por que falamos de Ed Kemper e não de Nannie Doss, a Vovó Sorriso, que dominou as páginas dos jornais norte-americanos em 1950 por seu carisma e piadas mórbidas (ela matou quatro maridos)? Por que continuamos lembrando apenas de H.H. Holmes quando Kate Bender recebia viajantes em sua hospedaria (e assassinava todos que ousavam flertar com ela)? A linha que divide o bem e o mal atravessa o coração de todo ser humano.
Lady Killers: Assassinas em Série faz parte da coleção Crime Scene®: histórias reais, de assassinos reais, indicadas para quem tem o espírito investigador. Entre os títulos da coleção estão Casos de Família e Arquivos Serial Killers, de Ilana Casoy, e o best-seller Serial Killers: Anatomia do Mal, de Harold Schechter. O livro de Tori Telfer, ilustrado pela artista salvadorenha Jennifer Dahbura e complementado com uma rica pesquisa de imagens, se junta a estas grandes fontes de estudo para alimentar a mente dos darksiders mais curiosos.
Através das páginas de Lady Killers: Assassinas em Série os leitores vão perceber que estas damas assassinas eram inteligentes, coniventes, imprudentes, egoístas e estavam dispostas a fazer o que fosse necessário para ingressar no que elas viam como uma vida melhor. Foram implacáveis e inflexíveis. Eram psicopatas e estavam prontas para dizimar suas próprias famílias. Mas elas não eram lobos. Não eram vampiros. Não eram homens. Mais uma vez, a ficha mostra: elas eram horrivelmente, essencialmente, inescapavelmente humanas.

09 janeiro, 2018

Resenha :: Amityville

janeiro 09, 2018 6 Comentários

“Gostaria de dar uma sugestão a vocês. Na maioria das vezes, as pessoas que descobrem como os espíritos são acabam gostando de conviver com eles. Elas não querem que eles se percam ou que partam. Mas neste caso acredito que a casa deva ser purificada ou exorcizada.”

Creio que muitos de você já ouviram falar sobre a famosa casa mal-assombrada de Amityville e, talvez, tenham visto uma de suas várias adaptações cinematográficas (confira a lista ao final da postagem). Já havia procurado este livro para comprar anteriormente, mas não o encontrava por nada, então quando a Darkside Books anunciou a publicação eu fiquei muito feliz.

George e Kathleen Lutz eram um casal feliz, tinham três filhos e desejavam uma casa maior, enquanto procuravam a casa dos sonhos, um anúncio chamou a atenção: uma casa enorme com um preço bem abaixo do valor de mercado. Os Lutz entraram em contato com a corretora e agendaram a visita. A casa localizada no número 112 da Ocean Avenue em Amityville, satisfazia todos os desejos do casal, George quis saber o motivo da casa possuir um valor tão baixo, e a corretora o informou que ela havia sido o palco de um assassinato, o casal conversou e não sendo superticiosos, fecharam a compra da casa dos sonhos.

Na noite de 13 de novembro de 1974, por volta das 03:00h, Ronald DeFeo Jr. assassina seu pai, mãe e quatro irmãos com tiros de carabina, todas as vítimas estavam curiosamente dormindo de bruços e os disparos não foram ouvidos pelos vizinhos. Ronald foi preso e condenado e, segundo registros, ainda está cumprindo a pena nos Estados Unidos.

“A história trágica do número 112 da Ocean Avenue não fazia diferença para George, Kathy ou para os três filhos do casal: aquela continuava sendo a casa de seus sonhos.”

No dia 18 de dezembro de 1975 os Lutz fazem a mudança para sua nova casa e, para evitar quaisquer tipo de problemas espirituais, chamam o Padre Frank Mancuso, que era de sua confiança, para realizar uma benção em seu lar. Assim que chegou à casa, o Padre sentiu uma “sensação ruim”, assim que aspergiu as primeiras gotas de água benta e iniciou os gestos para o ritual  pode ouvir uma voz masculina dizer com terrível clareza “Saia daqui!”.

Desde então, a vida do casal passa a ser marcada por acontecimentos um tanto quanto bizarros como: George sentia muito frio, mesmo o termostato marcando sempre 26ºC; eles ouviam vozes e passos; por vezes sentiam cheiro de perfume ou odores muito intensos; os membros da família sofriam alterações bruscas de humor, entre outros fenômenos.

“Quando observou a imagem, seus olhos se arregalaram de terror. Estava sentindo ânsia de vômito por causa do cheiro podre, mas não conseguia desgrudar os olhos do crucifixo – agora pendurado de cabeça para baixo!”

Narrado de forma linear e objetiva, Jay Anson descreve com riqueza de detalhes o que aconteceu com o casal Lutz e seus filhos durante os 28 dias que eles passaram na casa número 112 na Ocean Avenue, além disso também há relatos do Padre Mancuso e as provações que ele sofreu durante o período. A família Lutz abandonou a casa após os 28 dias, deixando para trás todos os seus pertences pessoais, móveis, eletrodomésticos e utensílios e não retornou para buscá-los.

“Aquela trilha não tinha sido deixada nem por um homem, nem por mulher. As pegadas foram feitas por cascos fendidos – como os de um porco enorme.”

Acreditar ou não na história de Amityville pode alterar drasticamente sua experiência de leitura, por se tratar de uma história envolvendo o sobrenatural existe muito ceticismo sobre o que é real ou não, além de todas as teorias conspiratórias que surgiram ao longo dos anos.

Aos fãs de terror regados a elementos sobrenaturais, eis aqui um clássico. Devorei o livro rapidamente e gostei muito, real ou não a história é instigante e intrigante, a narrativa de Jay Anson é bem objetiva, sem rodeios e sensacionalismos, o que me agradou muito. Este é um livro classificado como Horror/Terror e faz jus a categoria, possui uma aura obscura e em alguns pontos é angustiante (e talvez até pavoroso) imaginar-se no lugar dos membros da família Lutz.

Como dito anteriormente, a obra serviu de inspiração para diversos filmes, caso alguém se interesse, estes são os títulos em inglês e o ano de lançamento de cada um: The Amityville Horror (1979); Amityville II: The Possession (1982); Amityville 3-D (1983); Amityville: The Evil Escapes (1989); The Amityville Curse (1990); Amityville: It’s About Time (1992); Amityville: A New Generation (1993); Amityville Dollhouse: Evil Never Dies (1996); The Amityville Horror (2005 – remake do clássico de 1979); Amityville: The Awakening (previsto para junho de 2017).

DarkSide Books trouxe o livro em uma belíssima edição em capa dura, fita em cetim vermelho para marcar as páginas, as plantas da casa maldita estão no livro que possui páginas amareladas e uma excelente diagramação.

Nota :: 

Informações Técnicas do livro

Amityville
Ano: 2016
Páginas: 240
Editora: DarkSide Books
Sinopse (Skoob):
Depois de passar algumas décadas fechada, a propriedade no número 112 da Ocean Avenue no subúrbio de Nova York finalmente abre as portas para os leitores da DarkSide® Books. Cercada pela natureza, com janelas amplas e uma sacada espaçosa, ela poderia ser uma casa de bairro tranquila como todas as outras, não fosse seu passado devastador e sangrento. Em 1975, George e Kathleen Lutz resolveram recomeçar a vida em uma nova residência que compraram por uma pechincha. Vinte e oito dias depois, os cinco membros da família fugiram aterrorizados, deixando a maior parte de seus pertences para trás. Estranhos eventos começaram a acontecer, afetando a vida dos Lutz e indicando que uma presença maligna habitava a casa. Embora tenha sido amplamente divulgada pela mídia, em especial nos jornais e nas revistas da época, muitas vezes de maneira sensacionalista, a história da casa nunca havia sido contada com riqueza de detalhes — até Jay Anson decidir reconstruí-la e transformar seu livro de não-ficção em um dos relatos paranormais mais importantes e conhecidos de todos os tempos.
Baseado nas experiências sobrenaturais reportadas pelos Lutz durante o mês de dezembro de 1975 e o começo de janeiro de 1976, Amityville é um dos livros mais aguardados pelos leitores da Caveirinha. Por isso mesmo, muito mais do que dar apenas aquela demão de tinta, a DarkSide® Books vai fazer uma reforma completa na casa, apresentando a sombria construção em detalhes, do quarto secreto no porão às verdadeiras manchas nas portas e nas paredes escondidas pelas tintas do tempo — tudo exatamente como aconteceu, com todos as entidades e vozes que habitaram o sótão, o porão e demais cômodos da casa —, em uma edição assustadora e com o cuidado quase sobrenatural da editora mais dark do Brasil. Adaptada várias vezes para o cinema e contando também com diversos spin-offs, a história de Amityville hoje é amplamente conhecida e é considerada um dos mais importantes relatos sobre casas mal-assombradas da cultura popular.

31 outubro, 2017

Resenha :: Fábrica de Vespas

outubro 31, 2017 2 Comentários

Em “Fábrica de Vespas”, acompanhamos a vida de Frank, um adolescente de 16 anos, que mora em uma ilha na Escócia com seu pai e seu irmão Eric, e possui um único amigo: Jamie.

Desde o início da narrativa, feita pelo próprio Frank, vemos que o garoto é um tanto quanto excêntrico, cheio de rituais para lá de bizarros, crenças estranhas e que, como se não bastasse isso tudo, confessa já ter matado. Ele garante que essas mortes foram apenas uma fase de sua vida e, posteriormente, seus atos de violência passam a ser apenas contra os animais.

“Uma morte é sempre excitante, sempre faz com que você perceba quão vivo e vulnerável está, mas quão sortudo é. Mas a morte de alguém próximo também dá uma boa desculpa para que você fique um pouco doido por um tempo, e faça coisas que de outro modo seriam indesculpáveis.”

Eric, o irmão de Frank, está em um hospital psiquiátrico, mas logo no início da narrativa consegue escapar e por vezes faz ligações a Frank, que trazem uma pitada extra de insanidade ao livro. O adolescente tenta esconder de seu pai que Eric está chegando a todo custo, e mantém sua rotina de esquisitices.

A família de Frank é totalmente desestruturada, a mãe o abandonou após seu nascimento, o pai é obcecado com as medidas e volumes das coisas, além de manter uma parte da casa (que ele usa como escritório) trancada, e para coroar esse misto de excentricidades Frank nunca foi registrado e jamais frequentou a escola.

Frank descreve as mortes com bastante frieza, conta em detalhes como e quando as executou, além de suas motivações, ele tem certo orgulho de cada um de seus atos. Em um dos capítulos, Frank irá descrever a tal “Fábrica de Vespas” que dá título ao livro. O capítulo que aborda mais sobre a vida de Eric e os motivos que podem tê-lo ajudado nessa caminhada para a insanidade, foi bem perturbador, e conseguiu me deixar um tanto quanto enojada (Obrigada Iain Banks, isso é algo difícil de ocorrer!).

“Nossas vidas são símbolos. Tudo que fazemos é parte de um padrão que, pelo menos em partem decidimos. O forte cria o seu próprio padrão e influencia o de outras pessoas, o fraco tem seus caminhos traçados por alguém.”

O final do livro foi totalmente inesperado, realmente inacreditável, admito ainda estar pensando nele apesar de já ter finalizado a leitura há alguns dias. Não irei me alongar demais nas explicações aqui, afinal, não quero acabar com a leitura de ninguém, apenas deixá-los curiosos.

O livro foi publicado pela primeira vez em 2016 pela editora Darkside Books, com uma capa bem intrigante assim como o conteúdo, a diagramação está muito bem feita, o tamanho da fonte é confortável para leitura prolongada e as páginas são amareladas, dando um conforto extra, além da fita em cetim amarela para marcar as páginas. Não posso deixar de citar aqui que a editora deveria ter feito uma revisão melhor do texto, uma vez que existem alguns erros.

Apesar de uma ter narrativa um pouco arrastada em determinados pontos e uma narrativa nem pouco confiável (afinal, estamos falando de uma pessoa mentalmente desequilibrada), “Fábrica de Vespas” merece ser lido para que cada leitor tire suas próprias conclusões.

Nota :: 

Informações Técnicas do livro

Fábrica de Vespas
Ano: 2016
Páginas: 240
Editora: DarkSide Books
Sinopse (Skoob):
Frank – um garoto de 16 anos bastante incomum – vive com seu pai em um vilarejo afastado, em uma ilha escocesa. A vida deles, para dizer o mínimo, não é nada convencional. A mãe de Frank os abandonou anos atrás; Eric, seu irmão mais velho, está confinado em um hospital psiquiátrico; e seu pai é um excêntrico sem tamanho. Para aliviar suas angústias e frustrações, Frank começa a praticar estranhos atos de violência, criando bizarros rituais diários onde encontra algum alívio e consolo. Suas únicas tentativas de contato com o mundo exterior são Jamie, seu amigo anão, com quem bebe no pub local, e os animais que persegue ao redor da ilha.
Abandonado à própria sorte para observar a natureza e inventar sua própria teologia – a maneira do Robinson Crusoé de Daniel Defoe –, Frank desconhece a escola e o serviço social, já que seu pai acredita na educação “natural”, recomendada pelo filósofo do século XVIII Jean-Jacques Rousseau e apresentada em seu romance Emílio, ou Da Educação (1762), que sugere que as crianças devem crescer entre as belezas da natureza, permitindo que elas se deleitem com a flora e a fauna. A natureza humana seria boa a princípio, mas corrompida pela civilização. Quando descobre que Eric fugiu do hospital, Frank tem que preparar o terreno para o inevitável retorno de seu irmão – um acontecimento que implode os mistérios do passado e vai mudar a vida de Frank por completo.

11 julho, 2017

Resenha :: Ed & Lorraine Warren: Demonologistas

julho 11, 2017 0 Comentários

"É impossível preparar o leitor, em uns poucos e curtos parágrafos, para o que o aguarda nas páginas deste livro. Afinal, o que está registrado aqui, é material que vai muito além de histórias de fantasmas, das excentricidades da assim chamada atividade poltergeist, e adentra em uma dimensão muito mais profunda - uma dimensão de horror e perversidade que é não apenas real: sua atuação está literalmente além do imaginável." 

“Ed & Lorraine Warren: Demonologistas” é um livro escrito por Gerald Brittle e publicado originalmente nos anos 1980, seu texto tem um tom mais jornalístico, é como se fosse uma longa entrevista com o casal Warren em que seus principais casos investigados são abordados, além disto, é enriquecido com diversas fotos e comentários de outras pessoas e autoridades do ramo que estiveram presentes durante os acontecimentos.

O livro aborda a trajetória do casal Warren, desde a tenra infância, o descobrimento de seus dons e limitações (sendo Ed, um demonologista, e Lorraine, uma clarividente e médium de transe leve), o início de sua carreira e as dificuldades, suas primeiras palestras, e, claro, a cereja do bolo, seus casos.

Um dos pontos que é reforçado diversas vezes ao longo da narrativa, é o terrível costume que nós, seres humanos, temos de não acreditar no oculto, no sobrenatural, no intangível, e nossa eterna insistência em levar isso como uma brincadeira, seja através de um ritual, um “inocente” tabuleiro ouija, ou o simples jogo do copo, os Warren citam diversos relatos em que o que começou como uma brincadeira, por um triz não teve um final perverso.

Apesar de ter um formato mais similar a um documentário, o livro não tem nada de enfadonho, pelo contrário sua leitura é fluida e rápida, ao longo de seus quinze capítulos. Ed e Lorraine são altamente carismáticos e é impossível terminar esta leitura sem admirá-los.

“Para aqueles que apenas se interessam pelo material, que querem aprender como evitar problemas com espíritos, o conhecimento do assunto representa não só poder, mas uma arma de proteção. E, outras palavras, conhecer previamente é estar preparado.”

Alguns casos me chamaram mais a atenção do que outros, obviamente, mas gostaria de destacar o da jovem Kendra que realizou um ritual de magia negra que incluía um véu de renda negra, chifres de bode, uma taça e um livro de conjurações (o que a levou a realizar este ritual macabro você só descobrirá se ler a obra). Vale citar também os casos das famílias Foster e Beckford, que são igualmente perturbadores.

Aos mais curiosos, ao longo de sua jornada pelos caminhos do ocultismo e sobrenatural, os Warren reuniram diversos artefatos (que vão desde itens usados em algum ritual macabro a objetos que foram previamente “possuídos”), estes estão reunidos no The Warrens Occult Museum em Connecticut. O Museu, fundado em 1952, é aberto à visitação e é o único do mundo com a temática, não é permitido que os objetos sejam tocados ou retirados de seus vidros protetores. E aí, você teria coragem de visitar este museu?

Recomendo a leitura do livro a todos aqueles que tem vontade de conhecer um pouco mais o trabalho de Ed & Lorraine e sobre o universo sobrenatural. Este livro está entre minhas melhores leituras do ano de 2017.

A edição está belíssima, em capa dura com um tom envelhecido e uma fita cor de vinho para marcar, além de vir acompanhada de um belo marcador, uma excelente diagramação e diversas fotos. Infelizmente, nem tudo são flores, durante a leitura me deparei com alguns erros de digitação, coisa que uma revisão melhor poderia ter sanado, mas nada que tire o brilho da obra.

Nota :: 

Informações Técnicas do livro

Ed & Lorraine Warren: Demonologistas
– Arquivos Sobrenaturais
Ano: 2016
Páginas: 272
Editora: DarkSide Books
Sinopse (Skoob):
Eles enfrentaram os mistérios mais sinistros dos últimos sessenta anos, sempre em busca da verdade. Agora é a sua vez de entrar em contato com o sobrenatural. Você tem coragem? Então leia Ed & Lorraine Warren: Demonologistas, a biografia definitiva dos mais famosos investigadores paranormais do nosso plano astral.
Não é de hoje que os fãs do terror conhecem Ed Warren e sua esposa, Lorraine. O casal foi retratado em filmes de grande sucesso, como Invocação do Mal, Annabelle e Horror em Amityville. Mas basta folhear as páginas de Ed & Lorraine Warren: Demonologistas para constatar que, muitas vezes, a vida pode ser bem mais assustadora que o cinema. No livro, Gerald Brittle desvenda alguns dos principais casos reais vividos pelos Warren. Ed e Lorraine permitiram ao autor acesso exclusivo aos seus arquivos sobrenaturais, que incluem relatos extraordinários de poltergeists, casas mal-assombradas e possessões demoníacas. O resultado é um livro rico em detalhes como nenhum outro.